terça-feira, 28 de abril de 2009

Promessas de Alqueva apenas aceleraram desertificação de aldeias da Estrela e da Luz

27.04.2009, Carlos Dias (jornal Público)

Populações ribeirinhas que ficaram com o lago artificial à porta de casa não vêem nem novas nem mandado do progresso prometido pela barragem e os mais novos optam pela emigração

Completados em Março sete anos após o encerramento das comportas da barragem de Alqueva, nas aldeias alentejanas ribeirinhas da Estrela e da Luz a desertificação humana avoluma o número de casas vazias e a população activa entra nas malhas da emigração, desiludida com as promessas de desenvolvimento garantidas anos a fio pelas autoridades nacionais, regionais e locais.
Em vez do anunciado progresso sob a forma de grandes projectos turísticos que prometiam levar à pequena aldeia o bem-estar na forma de emprego seguro em lugar do incerto e duro trabalho sazonal na agricultura, o mais que conseguiram foi um cais para os barcos atracarem junto ao esgoto que lança sem tratamento, na albufeira de Alqueva, os efluentes domésticos produzidos na comunidade. Quem sai das embarcações que chegam é imediatamente confrontado pelo cheiro intenso do esgoto.
"No Verão é muito pior com as moscas e os mosquitos", lamenta-se Rui Almeida, presidente da Junta de Póvoa de São Miguel. Os efluentes produzidos na aldeia da Estrela eram lançados, antes da construção da barragem do Alqueva, em quatro fossas sépticas. Com a subida das águas da albufeira ficaram submersas, e até hoje o sistema não foi reposto, responsabilidade que imputa à Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), mas esta alega que a solução "passa pelo plano de pormenor", processo que está a ser liderado pela Câmara de Moura.
O tratamento dos efluentes domésticos foi assumido pela autarquia, que se comprometeu a solucionar o problema "nos próximos dias", disse ao PÚBLICO o presidente da câmara, José Maria Pós-de-Mina, mas sem deixar de realçar que esta decisão "não corresponde ao que foi acordado" entre as duas entidades, isto é, a responsabilidade era da EDIA, que a passou à autarquia. O plano, refere o autarca, continua "em fase de elaboração", na câmara, há pelo menos oito anos. Sem este documento não se pode fazer o que quer que seja na aldeia.
Esquecidas as promessas anunciadas por autoridades locais, regionais e nacionais, a Estrela apresenta-se hoje como uma aldeia-fantasma. "Vende-se", lê-se nas frontarias das casas, a confirmar o estado de abandono a que chegou o pequeno aglomerado populacional, onde reside uma comunidade de idosos, rodeada de água por todos os lados menos por um.
Um dos moradores, de 82 anos, insurge-se contra a EDIA, "que prometeu muita coisa". "E agora arrimou-
-nos à parede." Recorda que na escola da aldeia chegaram a estar "mais de 40 moços". Os poucos que restavam "já partiram", queixa-se.
Outra das dores colectivas está expressa na igreja da aldeia que a EDIA se comprometeu a recuperar. Josefa Estevão, representante da comissão fabriqueira, insurge-se contra o estado "deplorável" das coisas. Depois de terem recuperado o exterior e o telhado, "deixaram o interior sujo e com obras por acabar", obrigando os paroquianos a celebrar o culto num pequeno edifício. A talha que adorna o altar está a apodrecer e as figuras estão guardadas à espera de melhores dias. "Está assim desde 2005", observa Josefa Estevão.
Rui Almeida foca ainda outra situação insólita. A subida das águas de Alqueva obrigou à desactivação do cemitério da aldeia da Estrela e à construção de um novo. Seguindo a tradição, os corpos não descem à terra, são depositados em ocos (caixas construídas em cimento). Como a região está sujeita a grandes amplitudes térmicas, "as paredes dos ocos abrem fendas", libertando, por vezes, gases da decomposição aeróbica dos corpos. A EDIA, que construiu o cemitério, diz que o facto "nunca foi reportado" pela junta de freguesia, "desconhecendo-se em absoluto a sua existência".
a Construir uma nova Aldeia da Luz para alojar os cerca de 400 habitantes que foram deslocados, em 2003, do aglomerado submerso pelas águas de Alqueva obrigou a um investimento de 50 milhões de euros.
Tida como aldeia-modelo com equipamentos colectivos de que muitas cidades de Portugal não dispunham, com o decorrer dos anos o novo aglomerado não conseguiu atrair novos moradores, nem ter um aumento demográfico. Francisco Oliveira, autarca local, diz que, pelas suas contas, quase 50 moradores já deixaram a terra, "fora os que já morreram", acrescenta.
O decréscimo populacional acabou por se reflectir na escola da aldeia, considerada no acto da sua inauguração, pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, como das mais modernas. A população escolar nessa altura rondava os 30 alunos. Hoje restam sete alunos e mais cinco no jardim-de-infância. Perante este cenário, a comunidade anda sobressaltada com a possibilidade do seu encerramento, desfecho que o autarca se recusa a admitir: "Se isso acontecer, a aldeia morre."
Perante a desertificação, o autarca interroga-se sobre o esforço dos portugueses para suportar a construção da aldeia que corre riscos de entrar em colapso, se o desenvolvimento não chegar à Luz, ou pelos projectos turísticos, ou pela componente agrícola.
C.D.

terça-feira, 21 de abril de 2009

É obrigatório duplicar produção agrícola mundial até 2050", apela agência da ONU

19.04.2009
AFP

O presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), uma agência da ONU, Kanayo Nwanze, declarou hoje que é "obrigatório" duplicar a produção alimentar agrícola até 2050 para assegurar a segurança alimentar no mundo. "É obrigatório duplicar a produção [agrícola mundial] porque, em 2050, a população mundial terá crescido enormemente", indicou.

Nwanze falava em conferência de imprensa, à margem da reunião dos ministros da Agricultura do G8, realizada no Nordeste de Itália.

"Nós esperamos, os países do G8 e os países em desenvolvimento aqui presentes, um plano concreto de acção, e não uma nova declaração, para assistir verdadeiramente à inversão da tendência porque a agricultura é a chave do crescimento económico dos países em desenvolvimento e a segurança alimentar é uma chave da segurança internacional", acrescentou o mesmo responsável, de nacionalidade nigeriana.

Nwanze apelou também aos ministros do G8 para que levem o novo apelo "muito a sério" e para que se comece a ver "um crescimento dos investimentos agrícolas e da produtividade".

O presidente do FIDA participa hoje numa reunião ministerial do grupo dos G8, do qual fazem parte os Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Japão, França, Canadá, Grã-Bretanha e Itália. Será a primeira deste género, em especial no sector alimentar, e amanhã será o último dia.

Os ministros da Agricultura do G5 ou os respectivos representantes (Brasil, China, Índia, México e África do Sul), tal como da Argentina, Austrália e Egipto, foram também convidados.

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375228

You Never Drink Alone: projecto pioneiro de solidariedade sobre a água‏

Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
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A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do
Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR),
revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela
instituição.
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Ao nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a
colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e
Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
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Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de
Earth Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais
ao programa de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o
slogan «A água que vale água».

Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água
potável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado
por um dia.http://earth-water.org/".
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Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e
destas, 80% são crianças.
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A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada
com a água.

Em:
http://porcatudonamesma.blogspot.com/2009/04/you-never-drink-alone.html

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Desertificação: Portugal morto ou outro olhar do interior

Desertificação: Portugal morto ou outro olhar do interior
O exemplo de um dos concelhos mais envelhecidos do país
Oleiros é um dos concelhos mais envelhecidos do país e da Europa. Terá cerca de 100 jovens para 400 idosos, segundo a especialista em Geografia Humana, Fernanda Cravidão, que aponta como casos idênticos Vila de Rei, Mação e Alcoutim.

Para a professora da Universidade de Coimbra, uma escola reconvertida em capela mortuária representa «o Portugal morto materializado». «Tem essa carga simbólica. As escolas já estão a servir para centros de idosos, agora morgue é o fim da linha», exclama a especialista, com trabalho desenvolvido na área da geografia da morte.

Porém, considera que se dramatiza demasiado e que a solução passa por olhar para o interior de outra forma, tirando «partido daquilo que temos». «Aquele discurso de povoar o interior, subsídios para casais e coisas desse tipo, é tudo muito bem intencionado, mas não resulta. A mobilidade do interior para o litoral é desde sempre. Esse é um discurso perdido», afirma. In Kaminhos

domingo, 29 de março de 2009

Manteigas, Gouveia e Seia recebem Missão Internacional Serra da Estrela 2009


Jovens Reporteres realizam investigações ambientais em Manteigas, Gouveia e Seia entre 29 de Março e 4 de Abril.
iconnoticia yre.jpgde 29 de março a 4 de Abril
Leia as notícias realizadas pelos Jovens Repórteres



Manteigas, Gouveia e Seia vão receber Jovens Repórteres para o Ambiente provenientes de diversas escolas do país e ainda um jovem cipriota que está também integrado neste projecto internacional da Foundation for Environmental Education (FEE).
A actividade a realizar por este conjunto de 16 jovens consiste numa investigação ambiental durante uma semana na região da Serra da Estrela. A comunicação será realizada sob a forma de artigos jornalísticos e foto reportagem.
A Missão que conta com o apoio dos referidos municípios, bem como de um conjunto de entidades locais e nacionais (ver programa e cartaz) tem como objectivo treinar os jovens não só na investigação e comunicação jornalística de temática ambiental, mas principalmente, o seu espírito crítico e criativos essencial ao exercício da cidadania.

No último dia será realizada uma conferência de imprensa, durante a qual serão apresentados os trabalhos realizados nesta semana. O objectivo é também o de debater com todas as entidades envolvidas e outras entidades locais as conclusões da Missão.


Sites onde serão publicados os trabalhos da Missão:
Na página da ABAE
Na página internacional Young Reporters for the Environment
No BLOG JRA Portugal
Neste Portal

O que são os Jovens Repórteres para o Ambiente
A Associação Bandeira Azul da Europa desenvolve há 12 anos um Projecto Jovens Repórteres para o Ambiente (JRA), que se integra numa rede internacional da Foundation for Environmental Education (FEE) .
Portugal é o pais com mais escolas envolvidas na rede internacional estando este ano lectivo inscritos em todo o pais cerca de 150 projectos em 80 escolas secundárias e profissionais.
Em cada escola o Jovem Repórter investiga um problema ambiental de carácter local divulgando o resultado das suas investigações através dos media.Para além das Missões são anualmente organizados : um concurso Nacional de artigos fotografia e vídeo bem como um Seminário Nacional destinado à formação de professores e alunos envolvidos no projecto.
Periodicamente cada um dos países da rede (actualmente com 22, neste projecto) organiza uma Missão JRA que constitui um momento único de aplicação das competências adquiridas pelos jovens das escolas participantes durante a realização dos seus projectos: investigação ambiental e jornalística, produção de peças de comunicação, publicação e comunicação nos media e na comunidade dos resultados da investigação; levantamento de questões e problemas relativos à sustentabilidade e procura de soluções.
O projecto tem o apoio de um conjunto de entidades que constituem a Comissão Nacional: Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular; Agência Portuguesa do Ambiente (APA); Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB); Instituto da Água (INAG); Secretaria Regional de Ambiente e do Mar dos Açores (SRAM Açores); Secretaria Regional de Ambiente e Recursos Naturais da Madeira (SRA Madeira); Agência para Energia (ADENE); Cenjor (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas)
In Portal da Serra da Estrela

quinta-feira, 26 de março de 2009

Neste mandato queremos sair mais para a praça pública e lançar debates»

P - O que o levou a decidir recandidatar-se à presidência da Direcção do Núcleo Regional da Quercus da Guarda?

R - Vários motivos. Um deles está no gosto que tenho pelo associativismo e pelo companheirismo, que se cria e mantém na família Quercus. Outro está no facto de ser estudante de Engenharia Florestal. Além disso, quero contribuir para o reconhecimento da importância que o Ambiente desempenha nos dias actuais. Nenhuma cidade, distrito ou país conseguirá vingar se não tiver em conta o Ambiente e o conceito de desenvolvimento sustentável. Sou jovem e sinto que sou capaz de fazer mais e melhor.

P – Que balanço faz destes últimos quatro anos?

R - Positivo, dentro do possível. Fizemos o que pudemos nas direcções que tive a oportunidade de coordenar e nunca dissemos que não a uma solicitação. Conseguimos resolver vários assuntos, estabelecemos várias parcerias com entidades da região e interagimos também com a população. Assegurámos, digamos, o mínimo. Mas consegui manter o núcleo aberto, o que é um ponto de partida para estes próximos dois anos serem mais favoráveis.

P – O núcleo não se tem mostrado muito activo. O que tem falhado?

R - Para isso tem que ter uma boa equipa estruturada, o que não tem acontecido. Têm estado apenas uma ou duas pessoas à frente do núcleo. Mas a mudança está próxima. Devo também dizer que houve aspectos positivos, como os 20 passeios “Ciência Viva” no Verão do ano passado, nos quais tivemos participantes em 18. O núcleo pode não parecer activo, mas há muito trabalho feito nos bastidores, que também é necessário. Neste mandato queremos sair mais para a praça pública e lançar debates.

P – A continuidade do núcleo chegou alguma vez a estar em causa?

R - O interior já perdeu demasiados gabinetes públicos e privados de vários serviços para outras regiões. Uma vez que o núcleo está instalado há 20 anos é necessário fazer um esforço para o manter, mesmo que pouco activo. Confesso que esta foi uma das razões que levou à minha recandidatura. E esse esforço deve ser feito também pelos associados, pelo que gostaria que passassem a mostrar-se mais activos do que até aqui.

P – O que se pode esperar desta nova equipa?

R - Temos pessoas novas, com novas dinâmicas e métodos de trabalho e, acima de tudo, com muita vontade de trabalhar para fazer mais pelo distrito da Guarda. A direcção é constituída por seis engenheiros ligados à área, uma geógrafa e um animador sócio-cultural. Agora é preciso integrá-los da melhor forma. Passada esta fase de integração seremos uma equipa forte e dinâmica em busca de outros colaboradores para podermos dinamizar o núcleo.

P – Quais os principais objectivos traçados para este mandato?

R - Um dos objectivos para o primeiro ano passa por uniformizar os procedimentos da própria estrutura, com vista a facilitar o trabalho a desenvolver no restante período. Falo, por exemplo, de parcerias com entidades e outras associações ligadas à defesa do Ambiente ou as parcerias na divulgação das actividades que realizamos, pois cada vez mais é preciso levar a informação ao cidadão. Nesta fase inicial estarão também em destaque a tesouraria ou os contactos com outros núcleos.

P - E para o segundo ano?

R - Quando os procedimentos estiverem bem enraizados pelos diversos membros da direcção, contamos dar a devida atenção às solicitações que nos vão chegando diariamente e responder de forma mais imediata. As acções nas escolas são importantes porque constituem uma boa oportunidade para divulgar a associação e, acima de tudo, para consciencializar os estudantes dos diversos problemas ambientais existentes. E queremos lançar alguns projectos que andam a ser pensados há algum tempo, como o Censo da Cegonha, que vai consistir num levantamento dos ninhos e número de casais existentes.

P – Há, de momento, problemas ambientais específicos na Guarda que preocupem a Quercus?

R - Existem diversos e devem preocupar todos os cidadãos do distrito. A começar pela reciclagem, por exemplo, e no facto de ainda existirem poucos ecopontos à porta de cada um. Destaco, entre outros aspectos, a questão do abandono da agricultura e o consequente aumento do risco de incêndios, que contribuem para a poluição de rios e perda de solo fértil e da biodiversidade. In O Interior

quarta-feira, 25 de março de 2009

Jovens desinteressados em projectos locais

A maioria dos jovens do Interior inquiridos no âmbito de um estudo divulgado, na sexta-feira, em Proença-a-Nova, não demonstraram interesse em desenvolver um projecto pessoal ou profissional a nível local, apesar de gostarem de viver lá. O estudo, apresentado na conferência “Os territórios de baixa densidade em tempos de mudança”, pela mestranda da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) Raluca Vieira, foi feito sobre jovens da Guarda. Apesar de gostarem de viver nas suas terras, perto de 70 por cento dos inquiridos «não demonstrou interesse em desenvolver um projecto pessoal ou profissional a nível local», referiu a investigadora, ao intervir no painel final de sexta-feira, sobre “Iniciativas e empresas em espaço rural”. Contudo, os jovens inquiridos manifestaram vontade de se fixar nas zonas onde residem, porque gostam do ambiente e valorizam as relações familiares. «Ninguém nasce empreendedor, os jovens não nascem empreendedores, têm de ser formados», vincou Raluca Vieira, ao insistir na necessidade de existir mais formação para o empreendedorismo.
No estudo “Os projectos empresariais dos jovens do Interior”, verificou-se também que «em Portugal, os jovens aos 30 anos ainda permanecem em casa dos pais, ao contrário do que acontece no resto da Europa». «Há uma desresponsabilização relativamente à independência financeira e não projectam tanto as suas ideias a nível empreendedor. Falta-lhes uma cultura de risco, para a qual é preciso formação», sublinhou. Para Raluca Vieira, «é preciso fazer mais sessões sobre empreendedorismo para jovens e dotá-los de mais capacidades para terem mais confiança neles próprios e desenvolverem a sua ideia de negócio». In guarda.pt

segunda-feira, 16 de março de 2009

votar nas melhores propostas dos cidadãos da UE‏

Neste site podem votar numa série de propostas interessantes feitas por cidadãos, como por exemplo:
- que a UE deve ser livre de OGM
- que a UE deve promover a conversão à agricultura biológica
- que a UE deve promover uma alimentação vegetariana
- que a UE deve abandonar o nuclear e virar-se para as energias renováveis
etc...
Participem. Infelizmente é preciso criar uma conta para se poder votar...
Mas Portugal já é um dos países mais participativos.

http://www.consultations-europeennes-des-citoyens.eu/

domingo, 15 de março de 2009

Reconhecimento de de empreendimentos de turismo de natureza pelo ICNB‏

Portaria n.º 261/2009. D.R. n.º 50, Série I de 2009-03-12
Ministérios do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e da Economia e da Inovação
Define
os critérios e procedimentos para o reconhecimento, pelo
Instituto da
Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I. P. (ICNB, I. P.),
de
empreendimentos de turismo de natureza

Link

sábado, 14 de março de 2009

FORMAÇÃO DE APOIO AO EMPREENDEDORISMO

A RRA, em parceria com a APE - Associação Portuguesa de Empreendedores, está a organizar um curso de formação de apoio ao empreendedorismo, destinado a 15 mulheres desempregadas, com habilitações inferiores ao 12º ano, que pretendam criar o seu próprio negócio. As formandas beneficiarão de vários apoios tais como Bolsa de Formação, Subsídio de Alimentação e Subsídio de Transporte.
O curso é totalmente financiado pelo POPH através da medida 7.6 - Apoio ao Empreendedorismo, Associativismo e Criação de Redes Empresariais de Actividades Económicas Geridas por Mulheres
Para informações e inscrições consulte a Ficha detalhada do curso .

sexta-feira, 13 de março de 2009

“FRUTA SIM! BIOLOGICA MELHOR!”.

Exmo(a). Sr(a).,
Em Julho de 2008, a Comissão Europeia lançou uma proposta de distribuição gratuita de frutas e legumes às crianças do 1º ciclo, que visa o aumento do consumo destes alimentos. Esta proposta foi objecto de um acordo político dos Ministros da Agricultura da União Europeia, em Novembro.

Antecipando o seu lançamento em Portugal a INTERBIO - Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica, decidiu associar-se a esta campanha promovendo os produtos biológicos numa iniciativa designada: “FRUTA SIM! BIOLOGICA MELHOR!”.

Para tal, procedeu-se à elaboração de uma petição que visa a distribuição de fruta biológica aos alunos do 1º ciclo a nível Nacional.

A mesma pode ser lida e assinada através do seguinte endereço:
http://www.peticao.com.pt/fruta-biologica
Pedimos que ajude na divulgação da nossa petição enviando um email a todos os seus contactos e peça-lhes que o reencaminhem.


Com os melhores cumprimentos,
--
INTERBIO – Associação Interprofissional para a Agricultura Biológica
R. Pascoal de Melo, 49
1000-232 Lisboa – Portugal
Tel. [+351] 916576365
mail: interbio.bio@gmail.com
site: www.interbio.pt/

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Qt lixo produzimos ?‏

por Marcos Guterman, Seção: Zeitgeist 00:23:40.

Dave Chameides e seu lixo: recicle ou morra
Em 1º de janeiro de 2008, o americano Dave Chameides resolveu iniciar uma experiência curiosa: durante um ano, ele não jogaria nada fora, ou seja, todo o lixo que ele produzisse seria armazenado em sua casa. O objetivo era ver quanto lixo um ser humano é capaz de produzir – e, diante dessa visão certamente estarrecedora, entender que as preocupações ambientais não são simplesmente um capricho. Depois disso, a mudança de hábitos parece inevitável.
O resultado da experiência está no divertido blog de Dave, em que ele, a poucos dias do fim de sua prova, convida os leitores a fazer o mesmo que ele por apenas uma semana.
No vídeo abaixo, Dave dá dicas sobre o que levar numa mochila para não precisar usar nada descartável no dia-a-dia

Ecomuseu abre no Redondo para mostrar fauna e flora da Serra d´Ossa


17.02.2009
Lusa, PÚBLICO

Um Ecomuseu destinado a mostrar a rica fauna e flora da região da Serra d´Ossa, no Alentejo, vai abrir em Março no concelho de Redondo, disse hoje fonte do município local.

Trata-se de um projecto de educação e sensibilização ambiental com "um museu a céu aberto", que se estende por uma área de seis mil hectares, permitindo efectuar um reconhecimento directo do património arqueológico e ambiental do concelho.

O vereador do pelouro da Cultura da autarquia, José Portel, adiantou que o projecto envolve a criação de um centro de apoio para percursos pedestres no concelho, estando já definidos dois circuitos, o das antas e do Freixo, em que os participantes serão acompanhados por um guia.

De acordo com o autarca, o Ecomuseu, que se localiza na zona nordeste do concelho, tem como ponto de apoio a antiga escola do ensino básico de São Bento do Zambujal, desactivada há cerca de 20 anos e que foi adaptada para o efeito. A estrutura de apoio inclui uma sala para exposições e colóquios e uma sala multifunções com um atelier para a realização de actividades lúdicas, mas servirá sobretudo para apoio aos caminhantes interessados em percorrer os percursos temáticos que forem definidos.

O Ecomuseu integra uma pequena exposição permanente, na qual o património ambiental e cultural da região ocupa lugar de destaque.

A criação do Ecomuseu, segundo José Portel, envolve um investimento de 250 mil euros na recuperação do edifício e na aquisição de equipamento, contando com uma comparticipação dos fundos da União Europeia.

A autarquia justifica a criação do Ecomuseu com a necessidade de "estimular a compreensão e, ao mesmo tempo, promover a responsabilização da população na perspectiva da preservação e utilização sustentável" das paisagens e conservação das espécies e habitats do concelho. Ecosfera


Centro de recuperação de Silves vai receber 16 linces para reprodução em cativeiro

16.02.2009
Carlos Dias

No concelho de Silves já se prepara o primeiro Centro Nacional de Recuperação do Lince-Ibérico, que faz parte do programa de conservação para este felino que continua ameaçado por perigo crítico de extinção.

A região algarvia surge assim como o local onde vai decorrer a primeira reintrodução do lince-ibérico (Lynx pardinus) em Portugal e conta com o apoio técnico e científico da Junta da Andaluzia, que já assinou, neste sentido, um protocolo de colaboração com o Ministério do Ambiente português.

A União Europeia acaba de dar o seu aval a este projecto no âmbito do programa Interreg que vincula a cooperação entre a Conselharia do Meio Ambiente da Andaluzia e o Governo de Portugal para que sejam criadas, a médio prazo, condições para materializar a ligação territorial entre as populações de linces de Andévalo, em Huelva, com as espécies que se reproduzirem no Algarve, a médio/longo prazo.

Os primeiros passos nesta cooperação consistem no acompanhamento técnico e científico assegurado por especialistas andaluzes dentro de meses, no centro de criação em cativeiro que está a ser instalado no concelho de Silves. Este será o primeiro espaço receptor deste tipo de felinos reproduzidos em cativeiro e nos centros andaluzes de El Acebuche, La Olivilla e o Centro Zoobotânico de Jerez, locais que poderão ficar, em breve, saturados com os nascimentos que tiverem lugar nos próximos meses.

Todos estes esforços, no entanto, não fariam sentido se não tivessem como objectivo colocar a espécie em liberdade. Assim, uma segunda fase do programa de colaboração entre a Junta da Andaluzia e o Governo português passará pela identificação das áreas mais propícias no Algarve para a reintrodução do lince em liberdade, para os quais se prevê a criação de protocolos de trabalho conjunto, entre as duas regiões ibéricas.

Miguel Ángel Simón, responsável

pelo programa Life, é defensor da distribuição da espécie por um vasto território. Diz este especialista andaluz que "ter todos os linces em apenas dois núcleos populacionais (na Andaluzia) torna a espécie mais vulnerável". Ainda recentemente, foram vitimados dez linces por surto de leucemia, dada a escassa variabilidade genética dos exemplares que padecem de uma grande consanguinidade pela elevada endogamia que descompensou a população existente no centro de recuperação de Donãna.

As equipas envolvidas no programa Life, criado para a recuperação do Lynx pardinus, concluíram que a espécie tem cada vez mais área para recuperar no Sul de Portugal. Por isso torna-se imprescindível ir criando novas zonas para a reintrodução deste felino.

As instalações que estão a ser preparadas no centro de recuperação de Silves são amplas e naturais e estão dimensionadas para reprodutores e crias. Cada estrutura (cercado) terá cerca de mil metros quadrados de área, e está equipada com um sistema de videovigilância aplicado ao maneio dos animais, instalações de cria artificial, uma clínica veterinária com laboratório, centro de coordenação, quarentenas, cozinha e edifício de presas vivas, sobretudo coelhos, a base da alimentação do lince.

As especificidades do felino, sensível ao contacto humano, exigem que as áreas de ocupação sejam espaços vedados ao exterior. Para garantir a tranquilidade dos exemplares reprodutores, o centro de recuperação de Silves não estará aberto ao público.

Até 2011, os cientistas que se dedicam à recuperação da espécie vão dispor de 25,6 milhões de euros para aplicar um programa que evite o desaparecimento do lince. O ICNB defende o estabelecimento de "uma população em cativeiro de linces, viáveis do ponto de vista sanitário, genético e demográfico, que permita o desenvolvimento de técnicas de reprodução natural e assistida". A população do Lynx pardinus foi calculada em meados do século XX entre 5000 e 6000 exemplares. A Andaluzia conta com as únicas populações que foram consideradas viáveis (50 exemplares no Parque Donãna e cerca de 150 na Serra Morena). Ecosfera


Site das compras públicas

Conhecer e escrutinar as compras por ajuste directo de toda e qualquer entidade pública passou a estar, desde terça-feira, ao alcance de todos os cidadãos. Este passo de gigante na transparência da administração pública não resulta directamente de uma medida do Estado, mas da iniciativa da Associação Nacional para o Software Livre.

Se se quiser saber, por exemplo, que compras é que uma junta de freguesia fez, a quem e por quanto, não há qualquer problema. Basta aceder ao site http://transparencia-pt.org, escrever o nome da autarquia no campo "pesquisa" e clicar. No monitor do computador surgem todas as aquisições de bens e serviços efectuadas por ajuste directo por aquela entidade, desde Agosto de 2008, com indicação da data, do fornecedor, do objecto da aquisição e do preço.


Clicando sobre o preço ou o objecto abre-se imediatamente uma janela do portal oficial dos contratos públicos (www.base.gov.pt), criado no Verão no âmbito do Ministério das Obras Públicas, onde constam os dados mais detalhados daquele negócio. Se se clicar em cima do nome da entidade adjudicada (empresa fornecedora) surge a informação disponível sobre a mesma no site Publicacões Online do Ministério da Justiça (http://publicacoes.mj.pt). Neste site, que desde 1 de Janeiro de 2006 publica todos os registos a que as sociedades comerciais estão obrigadas, e que até então saíam na terceira série do Diário da República, extinta pelo Simplex, encontram-se, entre outros, todos os elementos relativos à identidade dos sócios e dos gerentes, e à distribuição do capital, registados depois daquela data.

Erros crassos no site oficial
As possibilidades de pesquisa oferecidas pelo site Transparência na AP incluem, para lá do nome da entidade adjudicante, o tipo de fornecimento. Torna-se assim possível procurar todas as compras de vinho, papel higiénico ou quaisquer outras, efectuadas pelas cerca de 12 mil entidades públicas sujeitas a registo obrigatório das suas aquisições por ajuste directo, da mesma forma que se localizam as contratações de empreitadas, consultorias ou outros serviços. A pesquisa pelo nome dos fornecedores também está disponível.
A matéria-prima deste "milagre" da tecnologia reside nas duas bases de dados oficiais referidas, sendo que a das Obras Públicas, gerida pelo Instituto da Construção e do Imobiliário (INCI) e criada em nome da transparência dos contratos, apresenta desde o início grandes problemas de acessibilidade e erros graves. Já com cerca de 15 mil registos de ajustes directos, este portal não obedece sequer a uma ordem cronológica, nem permite a realização de qualquer tipo de pesquisas, o que o torna em grande parte inútil. Por outro lado, as informações fornecidas estão longe de ser seguras, chegando a ser caricatas.
Basta dizer que a Câmara de Loures lá está com uma compra de vinho de 652.300 euros e que a de Castro Marim aparece como tendo contratado um professor de Educação Física por um milhão e 53 mil euros. Isto quando o limite legal para as aquisições por ajuste directo de bens e serviços está fixado, no caso das autarquias, em 206 mil euros. Casos como estes, que estão a fazer as delícias de muitos bloggers desde anteontem, são às dezenas, havendo até uma renovação de licenças de software da Microsoft que custou 14 milhões e 360 mil euros à Agência para a Modernização Administrativa.
Os erros em causa têm sido objecto de reclamação por parte de várias entidades, como é o caso da Câmara de Loures, que desde o início de Novembro está a protestar, sem sucesso, contra muitos deles, designadamente os dois zeros que foram acrescentados aos 6523 euros que pagou pelo vinho. A última reclamação desta autarquia data de 18 de Dezembro e consta de uma carta do seu presidente ao ministro das Obras Públicas, que ainda não teve qualquer efeito nem resposta.
Para explicar as fragilidades do portal Base, o presidente do INCI, Ponce Leão, disse ao PÚBLICO que o mesmo "ainda está em desenvolvimento", acrescentando que os erros que têm sido detectados correspondem normalmente a problemas na introdução dos dados e não ao software. Quanto à impossibilidade de fazer pesquisas no portal, Ponce Leão diz que os motores respectivos deverão estar a funcionar "dentro de dez dias", acrescentando que a prioridade para o INCI tem sido a criação da base de dados e a segurança do sistema.

16.01.2009, José António Cerejo

Público

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Nove cidades portuguesas assinam pacto europeu para a redução do CO2 até 2020

Quem diria que a nossa Capital de distrito era das pioneiras nestas questões...
Parabéns.
10.02.2009
PÚBLICO

A capital portuguesa é uma das nove cidades do país que assinaram hoje o acordo europeu para a redução das emissões de CO2 em 20 por cento até 2020. O presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), António Costa, e o vereador José Sá Fernandes estiveram em Bruxelas para a assinatura do Pacto dos Autarcas que reuniu mais de 400 cidades da União Europeia.

A iniciativa da Comissão Europeia propõe a redução das emissões através de planos de acção para as energias sustentáveis e renováveis. Para além de Lisboa, as cidades de Almada, Aveiro, Cascais, Ferreira do Alentejo, Guarda, Moura, Porto e Vila Nova de Gaia aderiram ao projecto.

Segundo o comunicado de imprensa da Câmara de Lisboa, a autarquia definiu uma política neste sentido através da Estratégia Energético-Ambiental com o objectivo de assumir até 2013 “a dianteira a nível europeu e nacional em matéria de eficiência energética”.

O comunicado explica que durante vários anos houve uma recolha e tratamento de dados quanto aos fluxos de energia, água e materiais no Concelho de Lisboa. A câmara espera conseguir em quatro anos uma redução de 8,9 por cento do consumo de energia primária nos sectores dos edifícios residenciais, edifícios de serviços e transportes rodoviários com uma redução anual de 1,85 por cento, e uma redução de 9,4 por cento nos próprios serviços da CML com uma diminuição por ano de 1,95 por cento. Ecosfera


sábado, 14 de fevereiro de 2009

PROJECTO OFÉLIA ...Afinal em que ficamos??????'

MEGA PROJECTO ANUNCIADO PARA A BARRAGEM DO SABUGAL PARECE QUE É UM ESQUEMA DE BURLA.
SE EU FOSSE A CÂMARA MUNICIPAL TINHA MAIS CUIDADO COM O QUE ANDAM A FAZER.
EM 5 MINUTOS DE PESQUISA PELO NOME DA EMPRESA EXISTENCE, S.A DESCOBRI 4 PROJECTOS IDÊNTICOS LANÇADOS EM OUTROS MUNICÍPIOS DO PAIS.
FAÇAM A PESQUISA E VEJAM PELOS PELOS VOSSOS OLHOS.
FICAM AQUI ALGUNS LINK'S

PESQUISA NO GOOGLE:

ANUNCIADO PELO MUNICÍPIO DE ABRANTES:

POR CASTELO BRANCO:

ENTRE OUTRAS SERÁ QUE A CÂMARA MUNICIPAL DO SABUGAL PODE FAZER UM ESCLARECIMENTO, É QUE EM TEMPO DE CRISE UM PROJECTO DESTA ENVERGADURA JÁ ERA BOM E DIFÍCIL DE ACREDITAR AGORA COM 3 OU 4 IDÊNTICOS PARECE ME SER UM ESQUEÇA DE BURLA........

Caminhadas Pelo Interior

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Lince ibérico evita extinção

Em Espanha, no Parque Nacional de Doñana, os especialistas acreditam que o lince ibérico tenha encontrado a solução para a sua extinção, que consiste em acasalar 80 vezes em 48 horas.link

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Curso Online Grátis sobre Planificación Estratéxica Municipal e Marketing Terrirorial‏

A Fundación CEER organiza unha nova edición do curso sobre Planificación Estratéxica Municipal e Marketing Territorial

Traloséxitos acadados en anteriores edicións, o Campus Virtual do CEER oferta
unha nova convocatoria do curso “Planificación Estratéxica Municipal e
Marketing Terrirorial”, dirixo polo Prof. Carlos Ferrás e organizado
polo Grupo de Investigación Socio-Territorial GIS-T pertencente ó
Instituto de Estudios e Desenvolvemento de Galicia (IDEGA) da
Universidade de Santiago de Compostela.

Este curso é de modalidade a distancia, de xeito telemático, e está
composto por tres módulos impartidos ó longo dun período lectivo de
tres meses, cuxos contidos teñen como obxectivo principal capacitar ós
seus alumnos na exposición e discusión de casos prácticos de
planificación estratéxica comparativamente a nivel internacional;
aplicar metodoloxías de marketing territorial en municipios concretos;
á vez que proporcionar coñecementos fundamentais teórico -metodolóxicos
para desenvolver plans estratéxicos municipais e políticas de marketing
territorial no ámbito local.

Durante todo o proceso lectivo o alumnado poderá contar co apoio dos
docentes do curso e disporán de horas de titorías para a resolución das
dúbidas plantexadas.

A matrícula é de balde é estará dispoñible a tódalas persoas
interesadas, tras previo rexistro no Campus Virtual da Web do CEER, até
o vindeiro día 1 de marzo.

Para máis información poden consultar o seguinte enderezo electrónico:
http://www.fceer.org/formacion/ ; ou contactar a través do email:
xestion@fceer.org