
17 a 24 de Outubro de 2009 - Seia, Portugal
http://www.cineeco.org/
Estão abertas as incrições para o Cine’Eco 2009 para os filmes a
concurso

17 a 24 de Outubro de 2009 - Seia, Portugal
http://www.cineeco.org/
Estão abertas as incrições para o Cine’Eco 2009 para os filmes a
concurso
Actualmente, a Guarda Digital encontra-se a encetar parcerias com entidades regionais e nacionais, para avançar com um projecto de TV para toda a região da Beira Interior. Para já o projecto contempla apenas a versão Web.
O novo canal irá chamar-se “beirainterior.tv” e conta com o apoio de diversas parcerias para a produção de conteúdos. O projecto pretende «impor-se como um canal agregador de todos os conteúdos com qualidade produzidos pelos diferentes agentes da nossa região» revela o gestor, Sérgio Duarte. De salientar, que no beirainterior.tv serão aplicadas as boas práticas já preconizadas no guarda.pt. No entanto, agora num âmbito mais alargado a nível territorial.
O prazo para registo de poços, furos e charcas foi alargado para 31 de Maio de 2010, isto é mais um ano do que o inicialmente previsto no Decreto-Lei nº 226-A/2007. Quem não regularizasse a situação até essa data incorria numa multa que varia entre 25 e 70 mil euros.
Esta decisão surge depois de o Governo reconhecer que o atraso na criação das Administrações de Região Hidrográfica – responsáveis pelo processo de legalização – impediu que a nova obrigação legal fosse amplamente divulgada. Todos os que possuem furos, independentemente da data em que os abriram, têm de os declarar. «A profunda reestruturação da gestão dos recursos hídricos em curso, nomeadamente o facto das Administrações de Região Hidrográfica apenas terem entrado em funções em Outubro de 2008, não permitiu desenvolver, em devido tempo, uma desejável campanha alargada de divulgação do prazo para cumprimento desta obrigação ou estabelecer uma rede de locais, mais próximos dos cidadãos, que permita atingir os objectivos», adiantou o gabinete do ministro.
De acordo com a nova lei, qualquer utilização dos recursos hídricos deve requerer previamente um título, sob a forma de autorização, licença ou concessão. Abertura de furos e poços para captação de água, aterros e escavações, extracção de areias, esgotos, recarga de praias, instalações de aquicultura, competições desportivas e navegação, sementeira, plantação e corte de árvores e arbustos, são algumas das utilizações sujeitas ao licenciamento que o Governo considera «fundamental para garantir uma gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos». O pedido de regularização não tem custos directos, mas implica a entrega de vários documentos (identificação do utilizador, tipo e caracterização da utilização, identificação do local com indicação das coordenadas geográficas). in O interior
Curso de Identificação Auditiva de Aves / 30 e 31 de Maio de 2009
Nos dias 30 e 31 de Maio, o Município de Seia, através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), irá organizar um Curso de Identificação Auditiva de Aves. O curso, orientado por Gonçalo Elias, destina-se principalmente a observadores com alguma experiência de observação e identificação de aves e inclui várias saídas de campo para identificação auditiva de aves na serra da Estrela e áreas envolventes.
Para mais informações e inscrição consulte o sítio www.cise-seia.org.pt ou contacte o CISE através do telefone 238 310 230.
Curso de Identificação de Aves de Montanha / 27 e 28 de Junho de 2009
Nos dias 27 e 28 de Junho, o Município de Seia, através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), irá organizar um Curso de Identificação de Aves de Montanha. O curso, orientado por Gonçalo Elias, está direccionado para todos os interessados na observação e identificação de aves, com ou sem experiência, e inclui várias saídas de campo para identificação de aves na serra da Estrela e áreas envolventes.
Para mais informações e inscrição consulte o sítio www.cise-seia.org.pt ou contacte o CISE através do telefone 238 310 230.
Outras actividades
9 e 10 de Maio – Curso de Iniciação à Identificação e Observação de Aves
16 de Maio - Saída de Primavera para observação de aves
23 e 24 de Maio - Curso de Iniciação ao Estudo de Anfíbios e Répteis
13 e 14 de Junho - Percurso pedestre com acampamento

Está já marcado o 3º Encontro de Blogger´s a realizar na Serra da Estrela. O evento vai ter lugar no dia 6 de Junho com o objectivo de «promover um salutar convívio entre blogger´s que diariamente vão mantendo viva a blogosfera através das suas ideias e troca de opiniões, numa sociedade que se quer cada vez mais participativa e interventiva» refere um comunicado. Este ano a organização está a cargo dos autores dos blogues http://oceanodepalavras.blogspot.com (de Luís Silva) e http://seiaportugal.blogspot.com (de Mário Jorge Branquinho). O programa inclui recepção aos participantes em frente à Câmara Municipal de Seia, visita à Feira do Livro e do Brinquedo, debate informal sobre a blogosfera, a realizar durante a visita ao Centro de Interpretação da Serra da Estrela, almoço inserido na III Mostra Gastronómica do Sabugueiro e ainda, a visita pelas ruas da aldeia mais alta de Portugal, à Torre e a algumas lagoas da Serra da Estrela. Os interessados em participar na iniciativa devem fazer a sua inscrição até ao dia 4 de Junho para o email luis.silva.75@gmail.com.
Data Início :
06-06-2009 0:00
Local Evento :
Seia
No nosso país não existe nenhuma lei que submeta os produtos alimentares a uma rotulagem obrigatória relativamente á sua origem, com isto, diariamente ingerimos produtos alimentares que possuem componentes transgénicos (modificados em laboratório) sem sequer termos conhecimento disso. Independentemente das suas consequências benéficas ou maléficas o consumidor tem direito à informação, para poder discernir entre aqueles que prefere consumir.
Esta petição tem como objectivo propor á Assembleia da República aprovar uma lei que possibilite aos consumidores diferenciar os produtos naturais dos produtos geneticamente modificados, permitindo assim possuir um poder de escolha entre aqueles que deseja consumir.
Assine aqui.
Vai decorrer mais uma Mostra Agro-alimentar do Alto Côa, nos dias 30 e 31 de Maio de 2009, na freguesia de Soito. O evento realiza-se na Casa da Juventude, Desporto, Cultura e Lazer dessa localidade. Esta pretende ser uma forma de divulgação e promoção dos produtos alimentares do Sabugal, da sua gastronomia e Pecuária.
o 9h00 – 12h00 Módulo Teórico I: Introdução ao património rural típico do Vale do Côa (tipologias, funções, construção). Metodologias de levantamento.
o 12h30 Almoço de campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava.
o 14h30 – 17h30 Trabalho de Campo: Inicio de Inventário de património rural na freguesia de Algodres.
o 20h00 Jantar.
Dia 20
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Algodres
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo
o 20h00 Jantar e serão musical em Algodres (concertinas e danças tradicionais)
Dia 21
o 9h00 – 17h30 Trabalho de Campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Vale de Afonsinho.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo (Cachão, Reserva da Faia Brava)
o 20h00 Jantar
Dia 22
o 09h00 – 12h00 Saída de campo na Reserva da Faia Brava com um pastor local. Realização de inquérito sobre a sua actividade, as suas histórias, trabalhos, expressões de linguagem, registo de rotas antigas e de construções.
o 14h30 – 17h30 Trabalho de Campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Vale de Afonsinho
o 23h00 Passeio nocturno na Reserva da Faia Brava (fauna nocturna)
Dia 23
o 09h00 -12h00 Saída de campo no Parque Natural do Douro Internacional
o 12h30 Almoço de campo (Capela de Stº André, Almofala)
o 14h30 – 18h00 Tarde Livre em Figueira de Castelo Rodrigo
o 18h30 Regresso a Algodres
o 20h00 Jantar
Dia 24
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Inventario de património rural na freguesia de Cidadelhe
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo (Ervideiro, Reserva da Faia Brava)
o 18h00 Regresso a Algodres
o 20h00 Jantar.
Dia 25
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Continuação de Inventario de património rural na freguesia de Cidadelhe.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço
o 18h00 Regresso a Cidadelhe
o 20h00 Jantar e cozer o pão com a população de Cidadelhe
o 22h00 Regresso a Algodres
Dia 26
o 09h00 – 11h30 Módulo teórico II: Introdução a técnica de construção tradicionais.
o 12h30 Almoço de Campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava)
o 14h30 – 17h30 Trabalho de campo: Recuperação de muros tradicionais
o 20h00 Jantar.
Dia 27
o 09h00 – 17h30 Trabalho de Campo: construção de telhados de colmo e recuperação de pombal tradicional.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo
o 20h00 Jantar
o 21h00 Visita nocturna às gravuras Rupestres do Vale do Côa.
Dia 28
o 09h00 – 11h30 Módulo teórico III: Levantamento e Marcação de percursos pedestres.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço em Algodres
o 14h30 – 17h30 Trabalho de campo: Levantamento e marcação de percursos pedestres
o 20h00 Jantar
Dia 29
o 09h00 – 12h00 Trabalho de campo: levantamento e marcação de percursos pedestres.
o 12h30 Almoço de campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava)
o 14h30 – 17h00 Tarde Livre em Algodres
o 18h00 Avaliação dos trabalhos
o 20h00 Jantar e Serão musical em Algodres (concertinas e danças tradicionais)
Dia 30
o 09h00 Pequeno-almoç
o 10h00 – 11h00 Arrumação da casa
o 12h00 Transporte dos participantes até à Guarda e Pocinho.
Preço e o que inclui: Gratuito para estrangeiros e portugueses residentes no estrangeiro. 25€ para portugueses e estrangeiros residentes em Portugal, de acordo com as vagas oferecidas pelo IPJ. Alojamento em casa alugada na aldeia mais próxima, onde serão oferecidas 3 refeições diárias, preparadas pelos participantes (pequeno-almoç
Mais informações em: geral@atnatureza.
Inscrições: Instituto Português da Juventude
Datas: 29 Junho a 5 julho
Programa:
Dia 29
o 16h30 Recepção de participantes (F.C.Rodrigo) e transporte até Algodres
o 18h30 Sessão de boas-vindas aos participantes e apresentação do programa de trabalhos
o 20h00 Jantar
o 21h15 Palestras 1 e 2: A ATN e o projecto Reserva da Faia Brava, Vale do Côa. Aves rupícolas do Vale do Côa – o projecto Cliff-Breeders/
Dia 30
o 8h30 Pequeno-almoç
o 9h00 – 19h00 Módulo Teórico-Práctico: Identificação e Monitorização de aves rupícolas;
o 20h00 Jantar
o Palestras 3 e 4: Identificação de Aves de Rapina e Conservação de aves rupícolas do P.N. Douro Internacional (Jorge Amaral e António Monteiro)
Dia 1
o 8h30 Pequeno-almoç
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Gestão de espécies-presa (coelho-bravo) – alimentação e repovoamento
o 20h00 Jantar
o Palestra 5: Parque Arqueológico do Vale do Côa (Dalila Correia).
Dia 2
o 8h30 Pequeno-almoç
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Gestão de espécies-presa (perdiz-vermelha) – alimentação; Gestão de alimentadores de aves necrófagas;
o 19h30 Jantar
o 20h30 Visita Nocturna ao Parque Arqueológico do Vale do Côa
Dia 3
o 8h30 Pequeno-almoç
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Monitorização de espécies-presa (coelho-bravo, perdiz e pombo-da-rocha)
o 19h00 Jantar
o Palestra 6: Legislação europeia e o futuro das aves necrófagas (Bruno Morais e Lara Aguiar)
Dia 4
o 8h30 Pequeno-almoç
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Monitorização de espécies-presa (coelho-bravo, perdiz e pombo-da-rocha) - continuação; Módulo Práctico: Recuperação e gestão de um pombal tradicional
o 20h00 Jantar
o Palestra 7: Aves de rapina – problemáticas e projectos de conservação (Carlos Pacheco)
Dia 5
o 8h30 Pequeno-almoç
o 9h00 – 12h00 Visita ao Parque Natural do Douro Internacional
o 12h30 Almoço
o 14h00 Encerramento de trabalhos e transporte de participantes
Custo e o que inclui:
90 Euros (sócios ATN) e 150 euros (não sócios). Inclui: seguro de acidentes pessoais; transporte de Vila Nova de Foz Côa a Algodres e entre módulos de formação; peq. almoços, almoços e jantares; certificado de participação, documentação e t-shirt.
Número de participantes (mín. e máx): 10-15.
Inscrições e pedidos de informação: geral@atnatureza.
Viviam em Rio de Mouro, uma das mais populosas freguesias de Sintra, num prédio com sete andares onde não falavam com ninguém. Há quatro anos mudaram-se para uma casa de granito num lugarejo mais pequeno do que uma aldeia, sem nome na rua, nem número na porta. Não é preciso. Em Apeadeiro de Maçainhas, esquecido atrás da Serra da Estrela, não há quem não conheça "o casal que veio de Lisboa".
Mas nem todos os novos habitantes vieram de tão longe. O saldo positivo do concelho nas estatísticas demográficas consegue-se também com os jovens da terra que partiram para fazer a universidade nas grandes cidades e, ao contrário do que acontecia, agora optam por regressar, já de diploma na mão. E também com moradores dos concelhos vizinhos que fizeram contas à poupança e não hesitaram em mudar-se. Para Paula Carvalho, de 39 anos, a matemática foi muito simples: trocar a Covilhã, uma das mais desenvolvidas cidades da Beira, pela pequena vila de Belmonte, conhecida por albergar uma das maiores comunidades judaicas do país, rendeu-lhe mais de 400 euros por mês.27.04.2009, Carlos Dias (jornal Público)
Populações ribeirinhas que ficaram com o lago artificial à porta de casa não vêem nem novas nem mandado do progresso prometido pela barragem e os mais novos optam pela emigração
Completados em Março sete anos após o encerramento das comportas da barragem de Alqueva, nas aldeias alentejanas ribeirinhas da Estrela e da Luz a desertificação humana avoluma o número de casas vazias e a população activa entra nas malhas da emigração, desiludida com as promessas de desenvolvimento garantidas anos a fio pelas autoridades nacionais, regionais e locais.
Em vez do anunciado progresso sob a forma de grandes projectos turísticos que prometiam levar à pequena aldeia o bem-estar na forma de emprego seguro em lugar do incerto e duro trabalho sazonal na agricultura, o mais que conseguiram foi um cais para os barcos atracarem junto ao esgoto que lança sem tratamento, na albufeira de Alqueva, os efluentes domésticos produzidos na comunidade. Quem sai das embarcações que chegam é imediatamente confrontado pelo cheiro intenso do esgoto.
"No Verão é muito pior com as moscas e os mosquitos", lamenta-se Rui Almeida, presidente da Junta de Póvoa de São Miguel. Os efluentes produzidos na aldeia da Estrela eram lançados, antes da construção da barragem do Alqueva, em quatro fossas sépticas. Com a subida das águas da albufeira ficaram submersas, e até hoje o sistema não foi reposto, responsabilidade que imputa à Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), mas esta alega que a solução "passa pelo plano de pormenor", processo que está a ser liderado pela Câmara de Moura.
O tratamento dos efluentes domésticos foi assumido pela autarquia, que se comprometeu a solucionar o problema "nos próximos dias", disse ao PÚBLICO o presidente da câmara, José Maria Pós-de-Mina, mas sem deixar de realçar que esta decisão "não corresponde ao que foi acordado" entre as duas entidades, isto é, a responsabilidade era da EDIA, que a passou à autarquia. O plano, refere o autarca, continua "em fase de elaboração", na câmara, há pelo menos oito anos. Sem este documento não se pode fazer o que quer que seja na aldeia.
Esquecidas as promessas anunciadas por autoridades locais, regionais e nacionais, a Estrela apresenta-se hoje como uma aldeia-fantasma. "Vende-se", lê-se nas frontarias das casas, a confirmar o estado de abandono a que chegou o pequeno aglomerado populacional, onde reside uma comunidade de idosos, rodeada de água por todos os lados menos por um.
Um dos moradores, de 82 anos, insurge-se contra a EDIA, "que prometeu muita coisa". "E agora arrimou-
-nos à parede." Recorda que na escola da aldeia chegaram a estar "mais de 40 moços". Os poucos que restavam "já partiram", queixa-se.
Outra das dores colectivas está expressa na igreja da aldeia que a EDIA se comprometeu a recuperar. Josefa Estevão, representante da comissão fabriqueira, insurge-se contra o estado "deplorável" das coisas. Depois de terem recuperado o exterior e o telhado, "deixaram o interior sujo e com obras por acabar", obrigando os paroquianos a celebrar o culto num pequeno edifício. A talha que adorna o altar está a apodrecer e as figuras estão guardadas à espera de melhores dias. "Está assim desde 2005", observa Josefa Estevão.
Rui Almeida foca ainda outra situação insólita. A subida das águas de Alqueva obrigou à desactivação do cemitério da aldeia da Estrela e à construção de um novo. Seguindo a tradição, os corpos não descem à terra, são depositados em ocos (caixas construídas em cimento). Como a região está sujeita a grandes amplitudes térmicas, "as paredes dos ocos abrem fendas", libertando, por vezes, gases da decomposição aeróbica dos corpos. A EDIA, que construiu o cemitério, diz que o facto "nunca foi reportado" pela junta de freguesia, "desconhecendo-
a Construir uma nova Aldeia da Luz para alojar os cerca de 400 habitantes que foram deslocados, em 2003, do aglomerado submerso pelas águas de Alqueva obrigou a um investimento de 50 milhões de euros.
Tida como aldeia-modelo com equipamentos colectivos de que muitas cidades de Portugal não dispunham, com o decorrer dos anos o novo aglomerado não conseguiu atrair novos moradores, nem ter um aumento demográfico. Francisco Oliveira, autarca local, diz que, pelas suas contas, quase 50 moradores já deixaram a terra, "fora os que já morreram", acrescenta.
O decréscimo populacional acabou por se reflectir na escola da aldeia, considerada no acto da sua inauguração, pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, como das mais modernas. A população escolar nessa altura rondava os 30 alunos. Hoje restam sete alunos e mais cinco no jardim-de-infâ
Perante a desertificação, o autarca interroga-se sobre o esforço dos portugueses para suportar a construção da aldeia que corre riscos de entrar em colapso, se o desenvolvimento não chegar à Luz, ou pelos projectos turísticos, ou pela componente agrícola.
Oleiros é um dos concelhos mais envelhecidos do país e da Europa. Terá cerca de 100 jovens para 400 idosos, segundo a especialista em Geografia Humana, Fernanda Cravidão, que aponta como casos idênticos Vila de Rei, Mação e Alcoutim.