domingo, 7 de junho de 2009

A Guarda Digital vai lançar um projecto de Web TV para a Beira Interior


Actualmente, a Guarda Digital encontra-se a encetar parcerias com entidades regionais e nacionais, para avançar com um projecto de TV para toda a região da Beira Interior. Para já o projecto contempla apenas a versão Web.

O novo canal irá chamar-se “beirainterior.tv” e conta com o apoio de diversas parcerias para a produção de conteúdos. O projecto pretende «impor-se como um canal agregador de todos os conteúdos com qualidade produzidos pelos diferentes agentes da nossa região» revela o gestor, Sérgio Duarte. De salientar, que no beirainterior.tv serão aplicadas as boas práticas já preconizadas no guarda.pt. No entanto, agora num âmbito mais alargado a nível territorial.

domingo, 24 de maio de 2009

Prazo para legalização de furos e poços adiado por um ano

O prazo para registo de poços, furos e charcas foi alargado para 31 de Maio de 2010, isto é mais um ano do que o inicialmente previsto no Decreto-Lei nº 226-A/2007. Quem não regularizasse a situação até essa data incorria numa multa que varia entre 25 e 70 mil euros.

Esta decisão surge depois de o Governo reconhecer que o atraso na criação das Administrações de Região Hidrográfica – responsáveis pelo processo de legalização – impediu que a nova obrigação legal fosse amplamente divulgada. Todos os que possuem furos, independentemente da data em que os abriram, têm de os declarar. «A profunda reestruturação da gestão dos recursos hídricos em curso, nomeadamente o facto das Administrações de Região Hidrográfica apenas terem entrado em funções em Outubro de 2008, não permitiu desenvolver, em devido tempo, uma desejável campanha alargada de divulgação do prazo para cumprimento desta obrigação ou estabelecer uma rede de locais, mais próximos dos cidadãos, que permita atingir os objectivos», adiantou o gabinete do ministro.

De acordo com a nova lei, qualquer utilização dos recursos hídricos deve requerer previamente um título, sob a forma de autorização, licença ou concessão. Abertura de furos e poços para captação de água, aterros e escavações, extracção de areias, esgotos, recarga de praias, instalações de aquicultura, competições desportivas e navegação, sementeira, plantação e corte de árvores e arbustos, são algumas das utilizações sujeitas ao licenciamento que o Governo considera «fundamental para garantir uma gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos». O pedido de regularização não tem custos directos, mas implica a entrega de vários documentos (identificação do utilizador, tipo e caracterização da utilização, identificação do local com indicação das coordenadas geográficas). in O interior

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Destruídos dossiers sobre caso da Cova da Beira

Ministério do Ambiente não tem documentação sobre caso polémico que envolve ex-professor de José SócratesO Ministério do Ambiente destruiu em 2007 a totalidade dos processos de fundos comunitários da Intervenção Operacional Ambiente do 2.º Quadro Comunitário de Apoio, por decisão da Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Ambiente, escreve o jornal «Público».Entre os projectos encontra-se o da construção e concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Associação de Municípios da Cova da Beira, cuja adjudicação ao grupo HLC está no centro de um processo de corrupção que tem julgamento marcado para Outubro, com três arguidos: António José Morais (antigo professor de José Sócrates na Universidade Independente), a mulher e o empresário Horácio Luiz de Carvalho, presidente do grupo HLC.No caso da Cova da Beira, o Instituto Financeiro do Desenvolvimento Regional tem em seu poder toda a documentação relativa à segunda fase do projecto, iniciada em 2001, já no quadro do QCA III, mas não tem nada sobre a primeira fase - aquela que foi investigada durante uma década pela Polícia Judiciária e levou este ano à pronúncia por corrupção e branqueamento de capitais.http://diario.iol.pt/politica/ambiente-cova-da-beira-socrates/1064536-4072.html

quinta-feira, 14 de maio de 2009

terra prometida - o douro‏

A terra prometida no Douro Superior
As vinhas do futuro estão a nascer no Douro Superior
No lado nascente da estrada que liga Vila Nova de Foz Côa aos confins do Douro Superior está a nascer a nova terra prometida do vinho português. Quem por ali passasse há apenas uma década olharia o planalto que acaba abruptamente no rio e poderia confrontar-se com uma paisagem solitária feita de arbustos rasteiros e de pequenos muros que recordavam ancestrais práticas de agricultura e da pastorícia.

http://static.publico.clix.pt/docs/local/terraprometida/

domingo, 10 de maio de 2009

Cursos de Identificação Auditiva de Aves/ Aves de Montanha‏

Curso de Identificação Auditiva de Aves / 30 e 31 de Maio de 2009

Nos dias 30 e 31 de Maio, o Município de Seia, através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), irá organizar um Curso de Identificação Auditiva de Aves. O curso, orientado por Gonçalo Elias, destina-se principalmente a observadores com alguma experiência de observação e identificação de aves e inclui várias saídas de campo para identificação auditiva de aves na serra da Estrela e áreas envolventes.

Para mais informações e inscrição consulte o sítio www.cise-seia.org.pt ou contacte o CISE através do telefone 238 310 230.

Curso de Identificação de Aves de Montanha / 27 e 28 de Junho de 2009

Nos dias 27 e 28 de Junho, o Município de Seia, através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), irá organizar um Curso de Identificação de Aves de Montanha. O curso, orientado por Gonçalo Elias, está direccionado para todos os interessados na observação e identificação de aves, com ou sem experiência, e inclui várias saídas de campo para identificação de aves na serra da Estrela e áreas envolventes.

Para mais informações e inscrição consulte o sítio www.cise-seia.org.pt ou contacte o CISE através do telefone 238 310 230.

Outras actividades

9 e 10 de Maio – Curso de Iniciação à Identificação e Observação de Aves

16 de Maio - Saída de Primavera para observação de aves
23 e 24 de Maio - Curso de Iniciação ao Estudo de Anfíbios e Répteis
13 e 14 de Junho -
Percurso pedestre com acampamento

IV Jornadas de Etnobotânica das Terras de Algodres







Para promover o consumo daquela planta selvagem em sopas, sobremesas e na confecção de queijo da Serra da Estrela.

Uma Confraria dedicada à urtiga vai ser constituída em Fornos de Algodres para promover o consumo daquela planta selvagem em sopas, sobremesas e na confecção de queijo da Serra da Estrela. A Confraria Gastronómica da Urtiga será formalizada em Maio, durante a realização das 4ºas Jornadas de Etnobotânica, organizadas pela Terras de Algodres – Associação de Promoção do Património de Fornos de Algodres. As jornadas irão decorrer entre 22 e 24 de Maio e a Confraria vai ser entronizada no dia 24, às 11 horas, no Auditório dos Paços de Município de Fornos de Algodres. A Confraria Gastronómica da Urtiga, a primeira a surgir no país, tem por objectivo «promover a urtiga enquanto mais-valia na gastronomia local e nas mais diversas utilizações», refere uma nota da autarquia. «Ao longo das várias edições das Jornadas de Etnobotânica das Terras de Algodres, temos procurado devolver à urtiga (Urtica dioica) a importância, de que a consideramos merecedora, ao nível da gastronomia local. Registos isolados e pontuais atestam o seu consumo local, num quase rude Caldo de Urtigas. Contudo, a delicadeza do seu sabor e a sua versatilidade, remetem e abrem-nos para outras experiências gustativas, às quais o seu carácter urticante dá um travo final» acrescenta a mesma fonte.

Programa
Dia 22 (Sexta-feira)
9h30 – Início das Actividades
Local: novo Centro Cultural (atrás da Câmara Municipal)

Dia 23 (Sábado)
9h00 – Encontro dos participantes em Fornos de Algodres (atrás do Tribunal)
9h30 – Saída de campo para recolha e observação de plantas (Maceira/Matança)
13h00 – Piquenique, no parque de merendas junto à Capela de Sta. Eufémia/ Matança
15h00 – PAINÉIS:
- “As Plantas: fonte de vida. Como e porquê nos alimentamos de plantas?”, por François Couplan (reconhecido especialista em Etno-botânica)
- “A aplicação de inquéritos de etnobotânica em Trás-os-Montes”, por
José Ribeiro (UTAD)
Local: auditório do novo Centro Cultural (atrás da Câmara Municipal)
21h00 – MÚSICA com “Os Lusitanos”
22h30 – TEATRO
- Monólogos, de António Homem de Melo, por Fernando Rebelo
-“Para as bichas muito alho”, de Victor Amaral, representado pelo Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal da CMFA

Dia 24 (Domingo)
11h00 – Cerimónia de Entronização na Confraria da Urtiga, apadrinhada pela
Confraria de Gastrónomos e Enófilos de Trás-os-Montes
Local: Auditório dos Paços de Município de Fornos de Algodres
13h00 – Almoço de Entronização dos Confrades

III Encontro de Blogger´s na Serra da Estrela

As inscrições estão abertas até ao dia 4 de Junho.

Está já marcado o 3º Encontro de Blogger´s a realizar na Serra da Estrela. O evento vai ter lugar no dia 6 de Junho com o objectivo de «promover um salutar convívio entre blogger´s que diariamente vão mantendo viva a blogosfera através das suas ideias e troca de opiniões, numa sociedade que se quer cada vez mais participativa e interventiva» refere um comunicado. Este ano a organização está a cargo dos autores dos blogues http://oceanodepalavras.blogspot.com (de Luís Silva) e http://seiaportugal.blogspot.com (de Mário Jorge Branquinho). O programa inclui recepção aos participantes em frente à Câmara Municipal de Seia, visita à Feira do Livro e do Brinquedo, debate informal sobre a blogosfera, a realizar durante a visita ao Centro de Interpretação da Serra da Estrela, almoço inserido na III Mostra Gastronómica do Sabugueiro e ainda, a visita pelas ruas da aldeia mais alta de Portugal, à Torre e a algumas lagoas da Serra da Estrela. Os interessados em participar na iniciativa devem fazer a sua inscrição até ao dia 4 de Junho para o email luis.silva.75@gmail.com.

Data Início :

06-06-2009 0:00

Local Evento :

Seia

Petição "Rotulagem dos Organismos Geneticamente Modificados"


No nosso país não existe nenhuma lei que submeta os produtos alimentares a uma rotulagem obrigatória relativamente á sua origem, com isto, diariamente ingerimos produtos alimentares que possuem componentes transgénicos (modificados em laboratório) sem sequer termos conhecimento disso. Independentemente das suas consequências benéficas ou maléficas o consumidor tem direito à informação, para poder discernir entre aqueles que prefere consumir.
Esta petição tem como objectivo propor á Assembleia da República aprovar uma lei que possibilite aos consumidores diferenciar os produtos naturais dos produtos geneticamente modificados, permitindo assim possuir um poder de escolha entre aqueles que deseja consumir.

Assine aqui.

FESTA DO MUNDO RURAL ‘09

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Cartaz
FESTA DO MUNDO RURAL ‘09

Soito

Vai decorrer mais uma Mostra Agro-alimentar do Alto Côa, nos dias 30 e 31 de Maio de 2009, na freguesia de Soito. O evento realiza-se na Casa da Juventude, Desporto, Cultura e Lazer dessa localidade. Esta pretende ser uma forma de divulgação e promoção dos produtos alimentares do Sabugal, da sua gastronomia e Pecuária.

Clique aqui para aceder ao programa

Saída de Campo - De Olho nas Aves 23 Maio‏

Com a primavera chegam os cantos e os vôos das aves. Convidamo-lo a passar um dia diferente, aprendendo a identificar algumas espécies comuns e outras raras e emblemáticas, que nidificam na Reserva da Faia Brava. Dos aves canoras do sobreiral, às aves de rapina das arribas do Côa, venha descobrir o projecto internacional "Cliff Breeders/Aves Rupícolas", desenvolvido pela ATN, na Reserva da Faia Brava, desde 2000, em colaboração com a STN (Transhumance and Nature Foundation). Terá também a oportunidade de construir uma caixa-ninho e participar numa caça ao tesouro muito especial: um ninho de um grifo. As aves são a razão pela qual o vale do Côa é tão importante. Venha daí conhecer este santuário e participe nas acções de conservação de aves da ATN.

Data: 23 Maio

Local: Reserva da Faia Brava, Algodres (Figueira de Castelo Rodrigo)

Programa do Percurso: A visita começa às 9h00, em frente da igreja da aldeia de Algodres, e tem a duração aproximada de 8 horas, com várias pausas e um merecido descanso nas Hortas da Sabóia. A partir de Algodres, seguiremos até à entrada da Reserva da Faia Brava, ao longo de uma extensa mancha de sobreiral. Percorrendo os caminhos que atravessam o mosaico agro-florestal característico da região, terá a oportunidade de deslumbrar-se com a diversidade de espécies que poderá com alguma sorte observar. Após o almoço irá aprender como construir uma caixa-ninho para as aves. Chegada a Algodres às 17h00.

Dificuldade: Fácil.
Distância: 8 km.

Número de participantes (mín. e máx)- 6/12

Preço e o que inclui: Actividade gratuita para sócios da ATN. 9 euros para não sócios. Inclui seguro de acidentes pessoais, visita guiada por técnico da ATN, material para observação de aves (binóculos, telescópio).
*Notas: almoço de campo não incluído. Por favor, consulte a ATN em relação à possibilidade de incluir um almoço de campo. Em caso de mau tempo a visita será adiada para data a combinar com os participantes. Para usufruir de seguro, é indispensável o envio da ficha de inscrição e comprovativo de pagamento até 2 dias antes da actividade.

Inscriçõese pedidos de informação: geral@atnatureza.org

Inventário do Património Rural e Cultural na Reserva da Faia Brava 18-30 Agosto‏

Numa região profundamente marcada ao longo dos séculos pela acção humana, onde a paisagem natural se funde com a humanizada, a ATN convida-o a participar num Campo de Trabalho Internacional (CTI), realizado com o apoio do Instituto Português da Juventude (IPJ) e em parceria com a APDARC (Associação para a Promoção da Arte e Cultura do Vale do Côa e Douro Superior) e o Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC). Este campo pretende apoiar a inventariação de estruturas e construções rurais, assim como de histórias e saberes locais, na Reserva da Faia Brava, propriedade da ATN na ZPE do Vale do Côa. Os participantes deste CTI recebem formação teórica e prática em metodologias de inventário de arquitectura rural e de inquéritos e apoiam a ATN nos trabalhos de campo de inventário e reconstrução, que serão realizados em conjunto com especialistas convidados. Todo os dados e conhecimento recolhidos serão compilado num relatório final, que servirá de apoio à elaboração de actividades ecoturísticas, marcação de percursos pedestres, equestres e de bicicleta, a ser implementado na Reserva da Faia Brava.

Datas: 18 a 30 Agosto

Local: Reserva da Faia Brava, Algodres, (Figueira de Castelo Rodrigo) e Cidadelhe (Pinhel)

Programa:
Dia 18
o 13h00 Recolha dos participantes em Vila Nova de Foz Côa. Transporte até Algodres.
o 15h00 – 16h00 Recepção de participantes em Algodres e preparação do alojamento.
o 17h00 Breve apresentação sobre a ATN, APDARC e PAVC e sobre o programa do campo de trabalho.
o 18h00 – 19h30 Preparação do jantar
o 20h00 Jantar
Dia 19
o 08h00 Pequeno-almoç

o.
o 9h00 – 12h00 Módulo Teórico I: Introdução ao património rural típico do Vale do Côa (tipologias, funções, construção). Metodologias de levantamento.
o 12h30 Almoço de campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava.
o 14h30 – 17h30 Trabalho de Campo: Inicio de Inventário de património rural na freguesia de Algodres.
o 20h00 Jantar.
Dia 20
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Algodres
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo
o 20h00 Jantar e serão musical em Algodres (concertinas e danças tradicionais)
Dia 21
o 9h00 – 17h30 Trabalho de Campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Vale de Afonsinho.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo (Cachão, Reserva da Faia Brava)
o 20h00 Jantar
Dia 22
o 09h00 – 12h00 Saída de campo na Reserva da Faia Brava com um pastor local. Realização de inquérito sobre a sua actividade, as suas histórias, trabalhos, expressões de linguagem, registo de rotas antigas e de construções.
o 14h30 – 17h30 Trabalho de Campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Vale de Afonsinho
o 23h00 Passeio nocturno na Reserva da Faia Brava (fauna nocturna)
Dia 23
o 09h00 -12h00 Saída de campo no Parque Natural do Douro Internacional
o 12h30 Almoço de campo (Capela de Stº André, Almofala)
o 14h30 – 18h00 Tarde Livre em Figueira de Castelo Rodrigo
o 18h30 Regresso a Algodres
o 20h00 Jantar

Dia 24
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Inventario de património rural na freguesia de Cidadelhe
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo (Ervideiro, Reserva da Faia Brava)
o 18h00 Regresso a Algodres
o 20h00 Jantar.
Dia 25
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Continuação de Inventario de património rural na freguesia de Cidadelhe.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço
o 18h00 Regresso a Cidadelhe
o 20h00 Jantar e cozer o pão com a população de Cidadelhe
o 22h00 Regresso a Algodres
Dia 26
o 09h00 – 11h30 Módulo teórico II: Introdução a técnica de construção tradicionais.
o 12h30 Almoço de Campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava)
o 14h30 – 17h30 Trabalho de campo: Recuperação de muros tradicionais
o 20h00 Jantar.
Dia 27
o 09h00 – 17h30 Trabalho de Campo: construção de telhados de colmo e recuperação de pombal tradicional.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo
o 20h00 Jantar
o 21h00 Visita nocturna às gravuras Rupestres do Vale do Côa.
Dia 28
o 09h00 – 11h30 Módulo teórico III: Levantamento e Marcação de percursos pedestres.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço em Algodres
o 14h30 – 17h30 Trabalho de campo: Levantamento e marcação de percursos pedestres
o 20h00 Jantar
Dia 29
o 09h00 – 12h00 Trabalho de campo: levantamento e marcação de percursos pedestres.
o 12h30 Almoço de campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava)
o 14h30 – 17h00 Tarde Livre em Algodres
o 18h00 Avaliação dos trabalhos
o 20h00 Jantar e Serão musical em Algodres (concertinas e danças tradicionais)
Dia 30
o 09h00 Pequeno-almoço
o 10h00 – 11h00 Arrumação da casa
o 12h00 Transporte dos participantes até à Guarda e Pocinho.

Preço e o que inclui: Gratuito para estrangeiros e portugueses residentes no estrangeiro. 25€ para portugueses e estrangeiros residentes em Portugal, de acordo com as vagas oferecidas pelo IPJ. Alojamento em casa alugada na aldeia mais próxima, onde serão oferecidas 3 refeições diárias, preparadas pelos participantes (pequeno-almoço, almoço e jantar). A casa está equipada com cozinha, casa-de-banho e os quartos em camarata. A aldeia tem um pequeno super-mercado e café. A ATN oferece transporte até à vila mais próxima, para compras de supermercado, farmácia, etc. Inclui também um seguro de acidentes pessoais.

Mais informações em: geral@atnatureza.org ou www.atnatureza.org

Inscrições: Instituto Português da Juventude

Conservação de Aves de Rapina na Reserva da Faia Brava - 2ª Edição‏

No âmbito do projecto "Cliff-Breeders/

Aves Rupícolas", projecto internacional, que decorre desde 2000, este campo de trabalho pretende apoiar as acções práticas de conservação das populações de aves rupícolas na Reserva da Faia Brava, ZPE do Vale do Côa. Os participantes deste campo de trabalho, que já vai na sua 3ª Edição, recebem formação teórica e prática na identificação e conservação de aves de rapina e apoiam a ATN nos trabalhos de campo de monitorização de populações e de restauração ecológica, que serão realizados em conjunto com especialistas convidados.

Datas: 29 Junho a 5 julho

Programa:
Dia 29
o 16h30 Recepção de participantes (F.C.Rodrigo) e transporte até Algodres
o 18h30 Sessão de boas-vindas aos participantes e apresentação do programa de trabalhos
o 20h00 Jantar
o 21h15 Palestras 1 e 2: A ATN e o projecto Reserva da Faia Brava, Vale do Côa. Aves rupícolas do Vale do Côa – o projecto Cliff-Breeders/Aves Rupícolas (Alice Gama)

Dia 30
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Teórico-Práctico: Identificação e Monitorização de aves rupícolas;
o 20h00 Jantar
o Palestras 3 e 4: Identificação de Aves de Rapina e Conservação de aves rupícolas do P.N. Douro Internacional (Jorge Amaral e António Monteiro)

Dia 1
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Gestão de espécies-presa (coelho-bravo) – alimentação e repovoamento
o 20h00 Jantar
o Palestra 5: Parque Arqueológico do Vale do Côa (Dalila Correia).

Dia 2
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Gestão de espécies-presa (perdiz-vermelha) – alimentação; Gestão de alimentadores de aves necrófagas;
o 19h30 Jantar
o 20h30 Visita Nocturna ao Parque Arqueológico do Vale do Côa

Dia 3
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Monitorização de espécies-presa (coelho-bravo, perdiz e pombo-da-rocha);
o 19h00 Jantar
o Palestra 6: Legislação europeia e o futuro das aves necrófagas (Bruno Morais e Lara Aguiar)

Dia 4
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Monitorização de espécies-presa (coelho-bravo, perdiz e pombo-da-rocha) - continuação; Módulo Práctico: Recuperação e gestão de um pombal tradicional
o 20h00 Jantar
o Palestra 7: Aves de rapina – problemáticas e projectos de conservação (Carlos Pacheco)

Dia 5
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 12h00 Visita ao Parque Natural do Douro Internacional
o 12h30 Almoço
o 14h00 Encerramento de trabalhos e transporte de participantes

Custo e o que inclui:
90 Euros (sócios ATN) e 150 euros (não sócios). Inclui: seguro de acidentes pessoais; transporte de Vila Nova de Foz Côa a Algodres e entre módulos de formação; peq. almoços, almoços e jantares; certificado de participação, documentação e t-shirt.

Número de participantes (mín. e máx): 10-15.

Inscrições e pedidos de informação: geral@atnatureza.org

terça-feira, 5 de maio de 2009

Curso: Ecologia da Paisagem

- A Paisagem no Turismo Rural e de Natureza 16 e
17 de Maio de 2009
Bragança - Instituto Politécnico de Bragança


Inscrições e toda a informação em www.aldeia.org


PROGRAMA:

*Sábado, 16 de Maio*

9.00 - Abertura do secretariado e apresentação do curso.

9.30 - Ecologia da Paisagem: origem e as bases conceptuais (José Castro,
ESAB).

11.00 - Intervalo

11.15 - Componentes e funcionamentos da paisagem rural: exemplos da
etnobotânica local e regional (Ana Maria Carvalho, ESAB).

13.00 - Almoço

15.00 - Exercício prático sobre o carácter da paisagem de origem de cada
participante: as diferentes escalas para a sua representação, e os
principais elementos e funcionamentos envolvidos.

18.00 - Análise e discussão em conjunto da informação recolhida e
trabalhada.

*
Domingo, 17 Maio*

9.30 - A percepção da Paisagem (Ana Lavrador, Universidade Nova de Lisboa).

11.00 - Intervalo.

11.15 - A exploração estética da Paisagem (Luísa Genésio, ESAB).

13.00 - Almoço.

15.00 - Exercício prático de elaboração de um guia da paisagem em estudo por
cada participante, adaptado a diferentes fins: pedestrianismo, btt, burro,
birdwatching, janela do quarto do alojamento, etc.

17.00 - Apresentação final dos trabalhos realizados. Discussão sobre o
futuro das paisagens em estudo, o seu ordenamento, a sua conservação, e o
seu desenvolvimento.

18.00 - Encerramento do Curso



INFORMAÇÕES:

*Descarregar a ficha de inscrição
AQUI<http://www.aldeia.org/portal/user/documentos/curso_eco_paisagem_fichInsc.doc>
*


*NOTA: Cada participante deverá trazer computador portátil, bem como
fotografias que apresentem a paisagem que pretende estudar*

*PREÇO*:
*
*
Até 10 de Maio:*
Sócios da ALDEIA e da APEP: 30€
Não sócios**: 40€

*Após 10 de Maio:*
Sócios da ALDEIA: 40€
Não sócios**: 50€

* Inclui:
- Participação no curso e respectivo certificado
- CD com a documentação

** Há a possibilidade de inscrição como sócio/actualização de quota durante
o evento, usufruindo assim de redução de preço. A quota anual é de 10 € .
Não há jóia de inscrição.
* *
*INSCRIÇÕES – MODO DE PAGAMENTO:*
*Em caso de desistência não será reembolsado o valor da inscrição*
* *
- *CHEQUE*: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de
inscrição para:
ALDEIA. Apartado 29. 5230-314 Vimioso
*
- TRANSFERÊNCIA*:*
NIB: 003504710001216793071 (Caixa Geral de Depósitos de Miranda do Douro)
* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima
indicada, ou por correio electrónico para
aldeia.eventos@gmail.comjuntamente com a ficha de inscrição.


*CONTACTOS:*
*ALDEIA*
Correio electrónico: aldeia.eventos@gmail.com
Tel: 962255827
 

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Passeio Fotográfico Rotas na Natureza|2009 no Monte Barata 9 e 10 de Maio‏

O núcleo regional da Quercus de Castelo Branco organiza nos dias 9 e 10 de Maio um passeio fotográfico no Tejo Internacional mais propriamente no Monte Barata, propriedade pertencente a Quercus que muitos de vocês já conhecem.


Este passeio tem como objectivo a sensibilização dos participantes para os valores naturais do Tejo Internacional através da fotografia de Natureza e ainda dar a conhecer o Monte Barata, onde é possível ver algumas das espécies de flora e fauna emblemáticas da região.



Contará com a presença de um guia/formador com experiência em fotografia de natureza que irá ajudar os participantes nas dúvidas que forem surgindo.



Valor da Inscrição:

60€ para sócios da Quercus

80€ para não sócios, sendo que as pessoas que pretendam tornar-se sócias da Quercus no acto da inscrição beneficiarão do valor para sócio.



O preço inclui:

- alojamento,

- alimentação,

- Seguro,

- guia/formador,

- documentação,

- certificado de participação.



O transporte até Monforte da beira é da responsabilidade dos participantes, de Monforte da Beira até ao Monte Barata é da responsabilidade da Quercus.



Material necessário: saco-cama, roupa e calçado confortável.

Material fotográfico aconselhado: Maquina fotográfica (analógica ou digital), tripé, flash, cabo disparador



Inscrições e mais informações:

madalena.quercus@gmail.com

tlf: 272324272

tlm: 966 484 942



Contacto formador:

Pedro Martins - Fotógrafo Freelancer

Telemóvel: +35196 294 34 54 | E-Mail: info@pmartins.net

http://www.pmartins.net

http://www.photosensibilidade.blogspot.com

terça-feira, 28 de abril de 2009

Regresso ao Interior "Sem stresse nem carros a apitar"

Viviam em Rio de Mouro, uma das mais populosas freguesias de Sintra, num prédio com sete andares onde não falavam com ninguém. Há quatro anos mudaram-se para uma casa de granito num lugarejo mais pequeno do que uma aldeia, sem nome na rua, nem número na porta. Não é preciso. Em Apeadeiro de Maçainhas, esquecido atrás da Serra da Estrela, não há quem não conheça "o casal que veio de Lisboa".

Hoje, Carla Pais, de 35 anos, garante quase nem se lembrar de algum dia ter tido outra vida. Começa a apagar-se da memória o medo que tinha de sair à rua de noite, o espaço que faltava no apertado T2 e o stresse que lhe consumia os dias e esgotava o tempo que nunca sobrava. Dessa altura já só tem pequenos relances, como quando ouve na rádio as informações do trânsito. Sempre que dizem que "o IC19 está compacto, com longos quilómetros de filas paradas", brilham-lhe os grandes olhos verdes e sorri. Ela que agora chama "hora de ponta" a três carros parados no semáforo.

"É como se estivesse no paraíso, em total paz de espírito e sem precisar de nada. Parece que vivi aqui toda a minha vida", diz. Quem a ouve, com tamanha alegria e entusiasmo, falar da opção que tomou com o marido pode achar que tudo foram facilidades. Mas a decisão foi radical e arriscada. Carla despediu-se da empresa onde trabalhava como administrativa e esteve dois anos sem conseguir arranjar novo trabalho quando se mudou para o concelho de Belmonte, em plena Beira Interior. Carlos teve de vender ao sócio a quota que tinha numa empresa de comercialização de congelados e hoje trabalha como metalúrgico numa fábrica.

Os ordenados baixaram, mas o custo de vida também. André, o filho de 8 anos, nunca mais teve uma constipação, quando em Rio de Mouro tinha de ser internado quase todos os meses com problemas respiratórios e bronquiolites provocadas pela humidade e poluição. E arranjaram espaço, muito espaço. Quase 7 mil metros quadrados de terreno, com uma vista deslumbrante para os picos ainda brancos da serra, onde plantaram relva e flores e o miúdo se delicia a brincar com os cães que sempre quis, mas nunca antes tinha podido ter. Atrás de Carla foi a irmã, o marido e as filhas, que também optaram por fazer as malas e rumar à pacatez do Interior.

A qualidade de vida numa terra pequena onde "é mais seguro e saudável educar as crianças" e onde a vizinhança "é calorosa e tem tempo para dizer bom-dia e boa-tarde" tem levado muitos outros a tomar a mesma decisão. Os vários incentivos dados pela autarquia para fixar população fazem o resto. Certo é que Belmonte é, a par da Guarda, o único concelho de toda a Beira Interior a ganhar habitantes. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), registaram-se 143 novos belmontinos entre 2001 e o final de 2007. Um aumento de quase 1,9% conseguido graças a pessoas de outras terras que ali escolheram viver. Parece pouco, mas é uma verdadeira proeza, sobretudo tendo em conta que os concelhos vizinhos não param de ver gente partir.


Em Lisboa não se vive

A mudança permitiu a Paula poupar mais de 400 euros por mês. Hoje a guia turística garante que já não troca a “vila dos judeus” por nada
António Pedro Ferreira
"Temos crescido de há uns tempos para cá, ao contrário do que acontece com o resto dos municípios das Beiras, mesmo os grandes como o Fundão, a Covilhã ou Castelo Branco. Belmonte é uma espécie de oásis no deserto", regozija-se Amândio Melo, presidente da Câmara desde 2001.

Isenção de taxas municipais, redução do IRS em 5%, comparticipação de creches, subsídios à natalidade ou majoração do abono de família são algumas das medidas lançadas para combater a desertificação. No total, custam quase um milhão de euros ao já magro orçamento da autarquia. Mas fazem com que seja muito mais barato viver ali. E isso pode ser decisivo.

"Começamos agora a ver resultados destes incentivos. Havendo dúvidas, as pessoas acabam por optar pelo sítio onde pagam menos e onde vivem melhor", resume o autarca. Foi o que aconteceu com Ana e Manuel Francisco, um casal de enfermeiros que há pouco mais de seis meses trocou os grandes hospitais lisboetas pelo pequeno centro de saúde de Belmonte.

Em Odivelas, nos subúrbios da capital, pagavam quase ¤500 por um T2. Em Belmonte um T3 custa-lhes €160. Com o ATL do filho de 3 anos comparticipado pela autarquia, a gasolina que deixaram de gastar ou a diferença no preço de bens essenciais, a mudança permitiu-lhes um desafogo económico que nunca antes tinham conhecido.

"Em Lisboa não se vive, sobrevive-se. Lá éramos mais uma família endividada. Agora o dinheiro não só chega até ao fim do mês, como ainda sobra. Até estamos a pensar ter um segundo filho, coisa que antes era impensável", conta a enfermeira, de 38 anos.

Mas nem todos os novos habitantes vieram de tão longe. O saldo positivo do concelho nas estatísticas demográficas consegue-se também com os jovens da terra que partiram para fazer a universidade nas grandes cidades e, ao contrário do que acontecia, agora optam por regressar, já de diploma na mão. E também com moradores dos concelhos vizinhos que fizeram contas à poupança e não hesitaram em mudar-se. Para Paula Carvalho, de 39 anos, a matemática foi muito simples: trocar a Covilhã, uma das mais desenvolvidas cidades da Beira, pela pequena vila de Belmonte, conhecida por albergar uma das maiores comunidades judaicas do país, rendeu-lhe mais de 400 euros por mês.

"O bairro onde eu vivia tinha mais eleitores do que o concelho de Belmonte todo junto. Mas aqui é tudo muito mais barato e, sobretudo, vive-se melhor. Não há stresse, não há carros a apitar e as pessoas não são robôs. Ainda têm afectos e prazer de cumprimentar. Podem chamar-me provinciana ou sopeira, mas já não troco isto por nada", jura.
"in "Expresso"

Ainda dizem que o interior não dá, bem se ve que os mais espertos já estão a fugir para cá......

Promessas de Alqueva apenas aceleraram desertificação de aldeias da Estrela e da Luz

27.04.2009, Carlos Dias (jornal Público)

Populações ribeirinhas que ficaram com o lago artificial à porta de casa não vêem nem novas nem mandado do progresso prometido pela barragem e os mais novos optam pela emigração

Completados em Março sete anos após o encerramento das comportas da barragem de Alqueva, nas aldeias alentejanas ribeirinhas da Estrela e da Luz a desertificação humana avoluma o número de casas vazias e a população activa entra nas malhas da emigração, desiludida com as promessas de desenvolvimento garantidas anos a fio pelas autoridades nacionais, regionais e locais.
Em vez do anunciado progresso sob a forma de grandes projectos turísticos que prometiam levar à pequena aldeia o bem-estar na forma de emprego seguro em lugar do incerto e duro trabalho sazonal na agricultura, o mais que conseguiram foi um cais para os barcos atracarem junto ao esgoto que lança sem tratamento, na albufeira de Alqueva, os efluentes domésticos produzidos na comunidade. Quem sai das embarcações que chegam é imediatamente confrontado pelo cheiro intenso do esgoto.
"No Verão é muito pior com as moscas e os mosquitos", lamenta-se Rui Almeida, presidente da Junta de Póvoa de São Miguel. Os efluentes produzidos na aldeia da Estrela eram lançados, antes da construção da barragem do Alqueva, em quatro fossas sépticas. Com a subida das águas da albufeira ficaram submersas, e até hoje o sistema não foi reposto, responsabilidade que imputa à Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), mas esta alega que a solução "passa pelo plano de pormenor", processo que está a ser liderado pela Câmara de Moura.
O tratamento dos efluentes domésticos foi assumido pela autarquia, que se comprometeu a solucionar o problema "nos próximos dias", disse ao PÚBLICO o presidente da câmara, José Maria Pós-de-Mina, mas sem deixar de realçar que esta decisão "não corresponde ao que foi acordado" entre as duas entidades, isto é, a responsabilidade era da EDIA, que a passou à autarquia. O plano, refere o autarca, continua "em fase de elaboração", na câmara, há pelo menos oito anos. Sem este documento não se pode fazer o que quer que seja na aldeia.
Esquecidas as promessas anunciadas por autoridades locais, regionais e nacionais, a Estrela apresenta-se hoje como uma aldeia-fantasma. "Vende-se", lê-se nas frontarias das casas, a confirmar o estado de abandono a que chegou o pequeno aglomerado populacional, onde reside uma comunidade de idosos, rodeada de água por todos os lados menos por um.
Um dos moradores, de 82 anos, insurge-se contra a EDIA, "que prometeu muita coisa". "E agora arrimou-
-nos à parede." Recorda que na escola da aldeia chegaram a estar "mais de 40 moços". Os poucos que restavam "já partiram", queixa-se.
Outra das dores colectivas está expressa na igreja da aldeia que a EDIA se comprometeu a recuperar. Josefa Estevão, representante da comissão fabriqueira, insurge-se contra o estado "deplorável" das coisas. Depois de terem recuperado o exterior e o telhado, "deixaram o interior sujo e com obras por acabar", obrigando os paroquianos a celebrar o culto num pequeno edifício. A talha que adorna o altar está a apodrecer e as figuras estão guardadas à espera de melhores dias. "Está assim desde 2005", observa Josefa Estevão.
Rui Almeida foca ainda outra situação insólita. A subida das águas de Alqueva obrigou à desactivação do cemitério da aldeia da Estrela e à construção de um novo. Seguindo a tradição, os corpos não descem à terra, são depositados em ocos (caixas construídas em cimento). Como a região está sujeita a grandes amplitudes térmicas, "as paredes dos ocos abrem fendas", libertando, por vezes, gases da decomposição aeróbica dos corpos. A EDIA, que construiu o cemitério, diz que o facto "nunca foi reportado" pela junta de freguesia, "desconhecendo-se em absoluto a sua existência".
a Construir uma nova Aldeia da Luz para alojar os cerca de 400 habitantes que foram deslocados, em 2003, do aglomerado submerso pelas águas de Alqueva obrigou a um investimento de 50 milhões de euros.
Tida como aldeia-modelo com equipamentos colectivos de que muitas cidades de Portugal não dispunham, com o decorrer dos anos o novo aglomerado não conseguiu atrair novos moradores, nem ter um aumento demográfico. Francisco Oliveira, autarca local, diz que, pelas suas contas, quase 50 moradores já deixaram a terra, "fora os que já morreram", acrescenta.
O decréscimo populacional acabou por se reflectir na escola da aldeia, considerada no acto da sua inauguração, pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, como das mais modernas. A população escolar nessa altura rondava os 30 alunos. Hoje restam sete alunos e mais cinco no jardim-de-infância. Perante este cenário, a comunidade anda sobressaltada com a possibilidade do seu encerramento, desfecho que o autarca se recusa a admitir: "Se isso acontecer, a aldeia morre."
Perante a desertificação, o autarca interroga-se sobre o esforço dos portugueses para suportar a construção da aldeia que corre riscos de entrar em colapso, se o desenvolvimento não chegar à Luz, ou pelos projectos turísticos, ou pela componente agrícola.
C.D.

terça-feira, 21 de abril de 2009

É obrigatório duplicar produção agrícola mundial até 2050", apela agência da ONU

19.04.2009
AFP

O presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), uma agência da ONU, Kanayo Nwanze, declarou hoje que é "obrigatório" duplicar a produção alimentar agrícola até 2050 para assegurar a segurança alimentar no mundo. "É obrigatório duplicar a produção [agrícola mundial] porque, em 2050, a população mundial terá crescido enormemente", indicou.

Nwanze falava em conferência de imprensa, à margem da reunião dos ministros da Agricultura do G8, realizada no Nordeste de Itália.

"Nós esperamos, os países do G8 e os países em desenvolvimento aqui presentes, um plano concreto de acção, e não uma nova declaração, para assistir verdadeiramente à inversão da tendência porque a agricultura é a chave do crescimento económico dos países em desenvolvimento e a segurança alimentar é uma chave da segurança internacional", acrescentou o mesmo responsável, de nacionalidade nigeriana.

Nwanze apelou também aos ministros do G8 para que levem o novo apelo "muito a sério" e para que se comece a ver "um crescimento dos investimentos agrícolas e da produtividade".

O presidente do FIDA participa hoje numa reunião ministerial do grupo dos G8, do qual fazem parte os Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Japão, França, Canadá, Grã-Bretanha e Itália. Será a primeira deste género, em especial no sector alimentar, e amanhã será o último dia.

Os ministros da Agricultura do G5 ou os respectivos representantes (Brasil, China, Índia, México e África do Sul), tal como da Argentina, Austrália e Egipto, foram também convidados.

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1375228

You Never Drink Alone: projecto pioneiro de solidariedade sobre a água‏

Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
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A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do
Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR),
revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela
instituição.
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Ao nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a
colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e
Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
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Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de
Earth Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais
ao programa de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o
slogan «A água que vale água».

Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água
potável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado
por um dia.http://earth-water.org/".
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Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e
destas, 80% são crianças.
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A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada
com a água.

Em:
http://porcatudonamesma.blogspot.com/2009/04/you-never-drink-alone.html

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Desertificação: Portugal morto ou outro olhar do interior

Desertificação: Portugal morto ou outro olhar do interior
O exemplo de um dos concelhos mais envelhecidos do país
Oleiros é um dos concelhos mais envelhecidos do país e da Europa. Terá cerca de 100 jovens para 400 idosos, segundo a especialista em Geografia Humana, Fernanda Cravidão, que aponta como casos idênticos Vila de Rei, Mação e Alcoutim.

Para a professora da Universidade de Coimbra, uma escola reconvertida em capela mortuária representa «o Portugal morto materializado». «Tem essa carga simbólica. As escolas já estão a servir para centros de idosos, agora morgue é o fim da linha», exclama a especialista, com trabalho desenvolvido na área da geografia da morte.

Porém, considera que se dramatiza demasiado e que a solução passa por olhar para o interior de outra forma, tirando «partido daquilo que temos». «Aquele discurso de povoar o interior, subsídios para casais e coisas desse tipo, é tudo muito bem intencionado, mas não resulta. A mobilidade do interior para o litoral é desde sempre. Esse é um discurso perdido», afirma. In Kaminhos