sábado, 7 de fevereiro de 2009

Governo aprova decreto-lei que altera regime jurídico da Reserva Agrícola Nacional


29.01.2009
Lusa

O Governo aprovou hoje um decreto-lei que altera o regime jurídico da Reserva Agrícola Nacional (RAN), ficando estabelecida "uma gestão mais adequada dos espaços agrícolas" e uma "mais fácil harmonização" entre municípios.

Este decreto-lei aprovado hoje em Conselho de Ministros, visa, de acordo com o comunicado "aperfeiçoar os procedimentos de delimitação da RAN, essenciais para a preservação do solo como recurso natural finito, com uma multiplicidade de funções estratégicas relevantes na dinâmica dos processos económicos, sociais e ambientais".

"Estabelece-se uma gestão mais adequada dos espaços agrícolas, assente em cartografia digital como ferramenta de rigor e apoio à decisão, assegurando um maior controlo na gestão do território, compatibilizando-se com os restantes instrumentos de ordenamento e permitindo, ainda, uma mais fácil harmonização inter-municipal", refere o comunicado da Presidência do Conselho de Ministros (PCM).

De acordo com o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, o diploma irá também "aperfeiçoar os procedimentos de delimitação da RAN" e assegurar "a articulação entre este procedimento e a elaboração dos planos municipais de ordenamento do território".

"Esta alteração legislativa tem como pressupostos fundamentais a manutenção da natureza jurídica da RAN enquanto restrição de utilidade pública e o reforço da importância estratégica da RAN", refere o comunicado, enquanto o "regime agora aprovado introduz na ordem jurídica uma nova classificação das terras e dos solos, a da metodologia da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação".

Este método, "que permite uma nova abordagem na classificação e garante uma maior protecção dos recursos pedológicos nacionais, já se encontra aplicável a três regiões do país - Trás-os-Montes e Alto Douro, Entre Douro e Minho e Interior Centro -, prevendo-se a expansão dos trabalhos para a assegurar uma cobertura nacional", refere o comunicado da PCM.

Este novo decreto-lei aprovado hoje em Conselho de Ministros revoga o decreto-lei 196/89, de 4 de Junho. Ecosfera

Lousã Agricultura Biológica ao acesso de um clique‏

Para conhecimento de todos... para uma alimentação diária saudável, uma
utilização diária e a melhor divulgação.

a agricultura biológica de Filipe Seco dinamizada através do blogue:

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Que organização ecologista?

Não poderemos estar de acordo - o que não significa que não devamosagir, pontualmente, em conjunto - com as propostas apresentadas pelasprincipais correntes do movimento ambientalista, como aconservacionista e a ambientalista, que é onde se inserem asprincipais organizações existentes nos Açores (1). Com efeito,qualquer uma das correntes defende que com pequenas alterações aomodelo de sociedade actual é possível ultrapassar os problemasambientais actuais, uns acreditando que o “capitalismo de mercado”está em condições de regular tudo e outros defendendo que com umalimitada intervenção estatal tudo entraria nos eixos.Quanto a nós, não temos qualquer dúvida que é o capitalismo, seja eleliberal ou de estado, o responsável pela crise global que afecta todosos habitantes do Planeta. Por isso, defendemos que com a manutenção dasociedade actual não conseguiremos acabar com a “mercantilização danatureza” pelo que devemos apostar na educação do ser humano de modo aque numa sociedade futura haja uma diferente relação entre asdiferentes espécies (incluindo a humana) e a natureza.As principais organizações de ambiente, no nosso país, (sobre) vivemtotalmente dependentes de apoios estatais ou das empresas, cada vezmais funcionam com base em pessoal contratado, acabando o voluntariadopor constituir um recurso marginal, e as decisões são tomadas de cimapara baixo, ao invés de contarem com o contributo dos activistas.Nos Açores, a situação não é muito diversa, parecendo-nos que, quandose trata de capacidade de decisão, por vezes, não existem colectivosmas sim pessoas singulares. No que diz respeito ao financiamento, nãotemos dúvida que, enquanto o das empresas não existe ou é residual, oestatal é o que ainda mantém algumas associações.Se queremos criar uma organização e novo tipo, devemos basear a suaorganização interna, entre outros, nos seguintes princípios:
1- A organização ecologista deve ser autónoma, em relação às outrasinstituições, nomeadamente ao Estado, aos partidos políticos, aossindicatos burocratizados, às igrejas, às empresas, etc.
2- O processo de tomada de decisões tem de ser ágil. Emboraconsideremos que o consenso deva ser procurado, dado que o mesmopoderá ser pouco eficiente, defendemos que, após o devido debate, asdeliberações devam ser tomadas por maioria;
3- A democracia directa deve ser o método de tomada de decisões, istoé, todos os membros devem participar, de forma igualitária, noprocesso de tomada de decisões;
4- Cada membro deverá agir com responsabilidade, isto é, deve teriniciativa e assumir as tarefas e cumpri-las, evitando que poucosfiquem sobrecarregados;
5- Os activistas devem agir com ética de modo a que sejam fomentadas acooperação, a solidariedade e o apoio mútuo.6- No caso de representação da organização, o mandato dosrepresentantes deve ser imperativo, ou seja, as posições daqueles sãoas discutidas previamente no colectivo e não as suas. Para além disso,e da obrigação de prestarem contas à organização, os mandatos devemser revogáveis a qualquer momento (2);
7- Os membros dos órgãos sociais das organizações também devem termandatos temporários, rotativos e revogáveis a qualquer momento.Ninguém se pode petrificar em nenhuma função.
(1) Achamos insuficiente, também, o ambientalismo “mudança de estilode vida” ou a educação ambiental que é feita, sobretudo pelasEcotecas, que pouco mais é do que ensino da biologia, sensibilizaçãopara a valorização do património natural ou doutrinação para aalteração de comportamentos, já que não reflecte nem põe em causa osresponsáveis pelos problemas nem aponta verdadeiros caminhos para asua superação.
(2) . Não é isto o que se passa na “democracia representativa”. Serdirigente/ representante de uma organização é para muitos um rentávelmodo de exposição pública, um trampolim para um emprego, um governo ouparlamento, etc. Autor Teófilo Braga
Coloquei este texto da autoria do amigo Teófilo, dado que no interior se passa o mesmo, passa-se o mesmo em todo o lado mas no interior vê-se mais este tipo de jogadas quando as pessoas só assumem os cargos de qualquer organização para subir mais na vida e se mostrarem ao povo mas na realidade não valem nada e andam só a procura de uma escada cada vez mais alta, mas cuidado que a queda pode ser grande....

domingo, 21 de dezembro de 2008

Cientistas portugueses e espanhóis propõem salvar lince ibérico recuperando diversidade genética do coelho

19.12.2008 Lusa
Cientistas portugueses e espanhóis propõem uma nova estratégia para salvar da extinção o lince ibérico assente na recuperação da diversidade genética do coelho, a sua principal presa, e do seu habitat natural.A proposta é apresentada por Márcia Barbosa e colegas das universidades de Évora, Málaga e da Estação Biológica de Doñana num estudo a publicar na revista científica internacional Diversity and Distribution, especializada em biogeografia da conservação.O felino mais ameaçado de extinção em todo o mundo alimentava-se até ao século passado de duas linhagens genéticas de coelho com habitat em duas zonas distintas da Península Ibérica, uma situada no nordeste e outra no sudoeste.Os dois animais surgiram aproximadamente ao mesmo tempo na península e evoluíram em conjunto ao longo do último milhão de anos, período durante o qual estabeleceram inter-relações complexas cuja preservação é agora defendida pelos cientistas.Devido a doenças, a população de coelhos do nordeste sofreu nos anos 1980 uma redução drástica que foi acompanhada por um declínio da população de linces, tendo estes passado a ficar confinados ao sudoeste, numa área que abrange Espanha e Portugal.As duas zonas geográficas são, grosso modo, separadas por uma diagonal situada entre Vigo e Múrcia, sendo que o lince foi ficando relegado à parte esquerda desta diagonal e, mais recentemente, ao sul desta área.Perante esta situação, a equipa de investigadores procurou saber se o declínio do lince seria apenas um problema de falta de coelhos ou também, como suspeitavam, de falta de diversidade desta presa.Para testar esta hipótese desenvolveram dois modelos matemáticos, um para cada espécie, em que relacionaram conjuntos de factores ambientais, como o clima e o estado dos solos, com a abundância da população.Os modelos foram depois usados para testar se a razão principal do declínio do lince eram variações ambientais ou variações nas populações de coelhos, tendo a conclusão apontado fortemente para a última hipótese.A equipa constatou também uma associação negativa entre a linhagem de coelhos do sudoeste, a única actualmente ao dispor do lince, e as condições óptimas de vida do coelho, sugerindo que esta subespécie não está a prosperar, contrariamente à do nordeste, o que compromete ainda mais a situação do lince."Os planos de conservação actuais consistem em tentar manter ou reintroduzir o lince no sudoeste, com a ajuda de repovoamento de coelhos, mas os resultados não têm sido satisfatórios", disse à Lusa Márcia Barbosa, que durante o estudo estava a fazer o seu doutoramento na Universidade de Málaga (Espanha)."Propomos complementar isto com reintroduções de lince também em zonas mais a nordeste, de onde o lince se extinguiu há mais tempo, mas onde os coelhos hoje em dia parecem estar a dar-se melhor", afirmou."Isso permitiria ao lince contar com toda a diversidade natural da sua presa", acrescentou.O objectivo é restabelecer as antigas inter-relações entre os dois animais, de modo a que o lince volte a contar, como no passado, com ambas as linhagens genéticas do coelho, reduzindo-se desse modo o risco de doenças ou mudanças ambientais que prejudiquem mais uma raça do que a outra."Já é bastante arriscado para um predador limitar-se a uma só espécie de presa, mas quando o lince se viu restringido ao quadrante sudoeste da península ficou também restringido a uma das duas raças de coelho, aumentando ainda mais o risco", acrescentou a investigadora."Vieram depois as doenças do coelho, que ainda por cima parecem ter afectado mais a raça do sudoeste, e ficou o caldo entornado", comentou.Para outro dos autores do estudo, Raimundo Real, do Departamento de Biologia Animal da Faculdade de Ciências da Universidade de Málaga, "há também que ter em conta que o coelho tem uma estratégia reprodutora muito diferente da do lince e pode recuperar depois de vários anos de declínio"."É que se durante vários anos seguidos as populações de coelho escassearem, o lince poderá extinguir-se localmente", referiu o investigador espanhol à Lusa.Associadas a este estudo estão a Estação Biológica de Doñana, a Universidade de Málaga, o Imperial College de Londres e a Universidade de Évora. Márcia Barbosa participou no trabalho na Universidade de Málaga, quando estava a fazer o doutoramento, depois no Imperial College de Londres, onde faz actualmente um pós-doutoramento, e na Universidade de Évora, para onde se muda em Fevereiro.O estudo foi financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia espanhol, o FEDER e a Junta da Andaluzia, sendo Márcia Barbosa apoiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. In Ecosfera

sábado, 13 de dezembro de 2008

18ª CAMINHADA PELO INTERIOR

A Câmara Municipal do Sabugal vai realizar a 18ª CAMINHADA PELO INTERIOR, no dia 14 de Dezembro de 2008, pelas 9h30, junto à sede do Grupo Cultural e Desportivo de Rebelhos.



O programa será o seguinte:

09h30 - Concentração Junto à sede do Grupo Cultural e Desportivo de Rebelhos
09h45 - Início da Caminhada
10h30 - Pequeno-almoço oferecido pela Associação Cultural dos Amigos dos Trigais
13h00 - Almoço na sede do Grupo Cultural e Desportivo de Rebelhos

CLIQUE AQUI para visualizar/descarregar o cartaz do evento.

Para mais informações:

271 751 040 ou 961 889 791

CAMINHE CONNOSCO!!

sábado, 29 de novembro de 2008

Campanha de Sensibilização – Entrega de Pinheiros de Natal

No Concelho do Sabugal, a floresta com as suas múltiplas funções, é um recurso estratégico e um dos pilares principais da política de desenvolvimento rural, especificamente no que respeita à sua contribuição para a criação de emprego e rendimentos e ao seu valor ecológico e social.

Além do valor económico e social, a paisagem, a biodiversidade, o património genético e cultural são reconhecidos pela sociedade.
Tão vasto e importante património não nos é alheio, procurando a Câmara Municipal conservar e proteger estes valores da sua principal ameaça – o fogo. A maior parte dos incêndios que ocorrem no Concelho é devido a negligência, sendo a prevenção fundamental com acções de informação, formação e educação. Torna – se assim importante alertar, informar e consciencializar as pessoas, para os perigos que representam, em determinada altura do ano, algumas práticas aliadas ao uso do fogo.
Tendo em conta que nos encontramos próximos da Época Natalícia, sendo frequente as pessoas dirigirem – se aos povoamentos à procura de um pinheiro de natal, queremos inverter essa tendência e acima de tudo sensibilizar a população do Concelho para o valor da floresta e a necessidade crescente de a proteger. Um dos meios de divulgação que a Câmara Municipal pretende levar a cabo é através da distribuição de Pinheiros de Natal à População do Concelho, provenientes dos desbastes efectuados pelas equipas de sapadores florestais em áreas de baldios.
Assim sendo, a partir do dia 06 de Dezembro 08, os escuteiros do Sabugal e Soito irão efectuar a distribuição nessas localidades, com o objectivo de fornecer gratuitamente a toda a população do Concelho, os Pinheiros de Natal, de forma a embelezar esta Quadra Natalícia. Assim, gostaríamos de abraçar esta iniciativa colocando as melhores expectativas no seu sucesso. Depende de todos, por isso divulgue esta mensagem a familiares e amigos. Não deixem que outros destruam o que é de todos, ainda que seja pelo melhor motivo: O NATAL!
Agradecemos desde já a participação de toda a população e um agradecimento especial aos Escuteiros, por nos ajudarem a promover esta iniciativa, relembrando sempre o lema:
“Defender a floresta começa em cada um de nós”
Para qualquer contacto:
Município do Sabugal – Câmara Municipal Carla Pereira
(Gabinete Técnico Florestal) telem. 967834179
Ana Morgado e Tânia Alves (Sector de Acção Social e Educação) telef. 271 752230

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

NOTA DE IMPRENSA



Associação Cultural AMIGOS DA SERRA DA ESTRELA
Rua General Póvoas, 7 – 1º – 6260-173 Manteigas
www.asestrela.org
e-mail: asestrela@gmail.com
Telemóvel: 965839564


N.º 036.G.2008


VENDA DOS EDIFÍCIOS MILITARES DA TORRE – SERRA DA ESTRELA


O território do planalto da Torre, na Serra da Estrela, é pertença dos baldios de 4 freguesias: Alvôco da Serra e Loriga, do concelho de Seia; S. Pedro e Unhais da Serra, respectivamente dos concelhos de Manteigas e da Covilhã.

Em finais dos anos 50 do século XX, o Estado Português tomou posse duma vasta área daquele espaço, para aí instalar a Esquadra nº 13 do Grupo de Detecção Alerta e Conduta de Intercepção que, entretanto, acabou por ser desactivada no início da década de 70 desse século, por razões técnicas e operacionais.

A partir da desactivação e do desinteresse manifestado pelo Estado em manter ali qualquer base militar, cessam, no entendimento da ASE, quaisquer direitos de transacção dos terrenos ou negociação que envolvam esses mesmos direitos.

Parece-nos justo que deixando aquela área de ter o interesse militar para que foi desanexada os terrenos regressem à gestão dos seus titulares, pelo que o anúncio, tornado público, da venda dos edifícios militares, sem que para o efeito se invoque o direito dos Concelhos Directivos dos Baldios – titulares no âmbito da Lei dos Baldios – a serem ouvidos no processo é uma injustiça e um atentado aos Direitos consagrados na Constituição da República.

A ASE entende que a venda dos edifícios poderá estar ferida de ilegalidade, uma vez que se desconhece qualquer venda ou doação, para outros fins que não os militares, com a agravante do futuro objecto dos imóveis virem a parar a mãos privadas e assim abrir um precedente muito grave no Parque Natural da Serra da Estrela.

A ASE considera importante que o Parque Natural da Serra da Estrela informe quais as condicionantes e funções que os edifícios poderão vir a merecer para que depois não surjam motivos de contestação que poderão ser lesivos da imagem da Serra da Estrela pela polémica que uma transacção menos transparente poderá gerar na sociedade portuguesa.

Serra da Estrela, 25 de Novembro de 2008
A Direcção da ASE

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ROLINHAS” CHEGA À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, AFN – Autoridade Florestal Nacional, APA – Agência Portuguesa do Ambiente, CNE – Corpo Nacional de Escutas e QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza, aliam esforços para proteger e recuperar a floresta autóctone portuguesa.

Depois de instalado em restaurantes, escolas, centros comerciais e outros locais, chega agora à Assembleia da República um novo “Rolhinhas”, o recipiente de recolha de rolhas de cortiça para reciclagem do projecto “Green Cork” desenvolvido pela Quercus.
Os proveitos económicos do “Green Cork” são convertidos em financiamento de parte do Programa “Criar Bosques, Conservar a Biodiversidade” e é chegado agora o momento de dar início à plantação de árvores (Quercus spp. entre outras) e arbustos constituintes da floresta original portuguesa.
Assim, e na sequência de um trabalho já iniciado pelo ICNB, de recolha de sementes para posterior germinação em viveiro de espécies autóctones ameaçadas (a maioria com áreas de distribuição relativamente reduzidas mas algumas em sério risco de extinção), foram desenvolvidos esforços de concertação entre as várias entidades nas áreas ambiental e florestal, para que este projecto pudesse ser o mais abrangente possível, não só ao nível das 56 espécies de flora portuguesa nas quais se pretende intervir, bem como ao nível do alargamento do projecto a todo o território nacional.
Este projecto aposta no estabelecimento de canais de comunicação entre os vários intervenientes e apoia-se numa forte componente de parceria entre a sociedade civil e o Estado, envolvendo as empresas e o voluntariado, nomeadamente através do Corpo Nacional de Escutas, comprometendo assim a população portuguesa com a preservação e recuperação da sua floresta original.
As vantagens das florestas autóctones são variadas e vão desde um sequestro de carbono com muito maiores garantias de durabilidade, uma vez que são mais resistentes aos incêndios; a um melhor suporte de biodiversidade e a uma perfeita integração com os ciclos da água e bioquímicos dos ecossistemas naturais. Recuperar e repor as nossas florestas originais, articulando-as de forma sustentável com as florestas de produção, será uma das melhores heranças que poderemos deixar às próximas gerações.
Estão já disponíveis para plantio cerca de 220.000 árvores provenientes de sementes colhidas em Portugal no ano transacto, e que irão ser plantas um pouco por todo país. Para algumas espécies estima-se que o número de plantas existentes neste momento em viveiro seja maior do que o existente na natureza.
Durante o corrente ano, já com uma significativa ajuda voluntária, foi possível recolher sementes suficientes para no próximo ano se atingirem, pelo menos, os dois milhões de árvores e arbustos autóctones para plantar.
A cerimónia de apresentação do projecto “Criar Bosques”, que conta já com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, decorrerá a 19 de Novembro no Auditório do Edifício Novo da Assembleia da República, com início às 15h.

Para mais informações poderá consultar Quercus ou Condominio da Terra

Hélder Spinola – 93 7788472
Paulo Magalhães – 93 9575888

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Actividade: Apanha da Azeitona‏


A ATN vem por este meio solicitar a divulgação da Actividade de voluntariado "Apanha da Azeitona". A ATN, ONG de ambiente, sediada em Figueira de Castelo Rodrigo (distrito da Guarda), tem desenvolvido um projecto multi-disciplinar e inovador de conservação da natureza na ZPE do Vale do Côa, a Reserva da Faia Brava. A ATN conta já com cerca de 500 ha de propriedades, nas margens do rio Côa, que foram adquiridas pela associação para a conservação de natureza e gestão sustentável dos recursos naturais. Temos vindo a desenvolver várias campanhas para dar a conhecer a associação e para angariação de sócios, e mostrar o que temos de melhor: a ZPE (Zona de Protecção Especial) do Vale do Côa, uma zona riquíssima em biodiversidade e ainda muito desconhecida do público português. Através destas campanhas procuramos sensibilizar e alertar as pessoas para os problemas relacionados com a conservação da natureza, integrando-as no nosso grande projecto que é a Reserva da Faia Brava. Em baixo e em anexo, encontra toda a informação sobre esta campanha para a conservação do Vale do Côa. Para mais informações, por favor consulte a página web da associação em http://www.atnatureza.org/ ou contacte-nos por email (geral@atnatureza.org).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Campanha “Reflorestar a Faia Brava” com o Colectivo Germinal



A Associação Transumância e Natureza (ATN), ONGA com sede em Figueira de Castelo Rodrigo, e o Colectivo Germinal estão a organizar dois campos de trabalho voluntariado para a reflorestação da Reserva da Faia Brava, que irão decorrer dias 24,25 e 26 de Outubro e dias 7,8 e 9 de Novembro.

O objectivo primeiro é o repovoamento de áreas ardidas e agrícolas abandonadas, promovendo assim a recuperação destes ecossistemas. Haverá também a manutenção de um viveiro florestal e recolha de sementes de espécies autóctones.As árvores utilizadas para os repovoamentos são autóctones, como carvalhos (sobreiros, azinheiras, roble, etc), freixos, entre outras. As áreas intervencionadas são propriedade da Associação Transumância e Natureza, sendo portanto protegidas. Toda a área está inserida num projecto de criação de uma futura reserva natural. Estas acções têm por objectivo criar as condições necessárias para a recuperação de um ecossistema natural onde espécies da fauna e flora autóctones, possam sobreviver e prosperar. Os acampamentos de voluntários realizam-se de Sexta a Domingo, sendo a Sexta-feira para recepção dos participantes. O ponto de encontro é Figueira de Castelo Rodrigo, junto à Câmara Municipal. A partir daqui asseguramos transporte até ao local do Acampamento e retorno. Durante os três dias da reflorestação, garantimos refeições veganas / vegetarianas confeccionadas no acampamento (Pequeno-almoço, Merenda no campo e Jantar).
Necessitas trazer tenda, saco-cama, o teu próprio prato, copo e talher, lanterna, termo, impermeável e roupa quente, botas ou galochas, instrumentos musicais, alegria e boas vibrações!! Para participares não te esqueças de quando fizeres a inscrição , indicares o fim-de-semana que pretendes estar presente e aguardar a nossa confirmação.
Colectivo Germinal - Associação Cultural
Rua Dr. Pedro Lemos nº 14, R/c 3200-237 LOUSÃ
Telefones: 239422927 963605378

sábado, 11 de outubro de 2008

País das cunhas e do "mexer de cordelinhos"


Estudo revela que portugueses são permissivos com a corrupção e o pequeno tráfico de influências
CLARA VASCONCELOS
Um inquérito realizado à população portuguesa revela que os portugueses toleram bem o tráfico de influências e vêem nele a única forma de ultrapassar um Estado lento e desatento aos seus direitos e necessidades.
A maioria dos portugueses tem uma "visão permissiva" da corrupção e é bastante tolerante quando o acto corrupto é realizado em nome de uma "causa justa" ou se traduz "em benefícios para a população". Quando questionados sobre o que fazer para combater o fenómeno, 11% dizem não saber, mas a maioria aponta para a criação de uma agência anti-corrupção, com altos poderes de investigação.
Os resultados deste estudo vão ser apresentados no próximo dia 16, altura em que será lançado o livro "A Corrupção e os Portugueses. Atitudes, práticas e valores", de Luís de Sousa e João Triães, editado pelas RCP Edições. O trabalho foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito do projecto "Corrupção e Ética em Democracia: o caso de Portugal" e resulta de um inquérito à população portuguesa onde se procurou perceber o que pensam da corrupção e que comportamentos reputam de corruptos.
Os resultados revelam, segundo a análise feita pelos próprios autores - ambos sociólogos - que "o problema da corrupção em Portugal não é apenas um problema legal, mas, também, de cultura cívica". Os portugueses tendem a considerar "actos corruptos" aqueles que "mais se aproximam da definição penal", deixando, assim, de fora uma série de outros comportamentos tipo "cunhas", "favorecimentos", ou "patrocinato político".
Em relação a esses comportamentos revelam-se permissivos e até favoráveis, sempre que os mesmos tenham por objectivo uma causa justa ou o interesse colectivo (o orçamento limiano, por exemplo). É o que os autores chamam de "corrupção ao estilo Robin Hood", própria de "uma cultura cívica ainda muito assente na satisfação das necessidades básicas". Continuação da Noticia in JN

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Caminhos da Ruralidade em Baião‏

Desafios para uma ruralidade

O que é a ruralidade hoje e como se pode construir a realidade de amanhã? Quais são os problemas do desenvolvimento rural na zona do Tâmega? Estas são algumas das questões que Baião, o concelho mais verde do distrito do Porto, vai debater, sábado, no Auditório Municipal, durante a jornada de reflexão 'Desafios para uma Ruralidade com futuro' " Se é o concelho mais verde, honra lhe seja, mas há 300 e mais concelhos portugueses, inclusive em regiões urbanas, que muito ganhariam em fazer reflexão idêntica. O caminho para as regiões rurais não está em imitar a (má) urbanização mas em redescobrir a sua base na terra, sem menosprezar o bem-estar dos seus residentes. E isso significa necessariamente que o cultivo sustentável da terra e outros aspectos do sector primário (florestas, solos) tem que ganhar ou voltar a ganhar, em novos moldes embora (a par da conservação da natureza, da agricultura biológica, etc) um peso determinante. Só assim se conseguiria talvez evitar ainda o caminho descendente para o abandono e a monocultura florestal, com seu cortejo de ruínas e degradações. E é esse o maior contributo que pode ser dado pela maioria do nosso território ao combate às alterações climáticas. Continuar a consentir em alterações imprevidentes do uso do solo que vão no sentido da mineralização (as "grandes obras") é que certamente não ajudará. In Público

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Contabilistas são os que mais procuram as hortas distribuídas pela Câmara de Guimarães

04.10.2008

A câmara de Guimarães está a oferecer hortas para que os habitantes cultivem alimentos biológicos e já tem 25 candidatos, maioritariamente contabilistas.

“Já existem 25 inscrições para o cultivo das hortas mas ainda existem muitos espaços vagos”, disse à Lusa Costa e Silva, vereador dos Serviços Urbanos e do Ambiente na câmara de Guimarães. Após uma nova campanha de divulgação, a autarquia decidiu prolongar a inscrições para “hortelãos” até ao dia 15 de Outubro.

A Horta Pedagógica de Guimarães está situada na Veiga de Creixomil, à entrada da cidade, a 100 metros de um hipermercado e num dos terrenos outrora mais férteis e cultivados do concelho.

Por cinco euros anuais, os candidatos ficam na posse de uma parcela de terreno apenas com a única obrigação de a cultivarem.

Cedência por um ano

Entre os candidatos a uma parcela de terreno, estão maioritariamente contabilistas mas também, educadoras de infância, professores e um serralheiro. “São pessoas que querem cultivar um terreno pelo prazer de lidar com a terra e não exactamente por necessidade”, frisou o vereador.

Os campos, em tempos cultivados pelos proprietários, estavam agora desocupados. “A câmara decidiu fazer uma horta pedagógica e biológica nos terrenos não cultivados para permitir uma maior educação ambiental mas também para que os habitantes da cidade possam cultivar produtos para depois consumir”, referiu ainda o vereador.

A Horta está dividida em pequenas parcelas delimitadas por caminhos e regatos, apresentando várias actividades ligadas à agricultura e à educação ambiental. Com uma área de três hectares, as hortas cedidas pela câmara têm áreas que vão dos 50 aos 100 metros quadrados e o contrato de cedência tem a validade de um ano.

Até que todos os espaços estejam entregues à população, os serviços camarários estão a cultivar legumes, fruta e ervas aromáticas. “Os produtos serão entregues a uma cooperativa de solidariedade para que façam parte do banco alimentar e possam ser entregues a famílias carenciadas”, frisou Costa e Silva.

Aos técnicos camarários cabe depois o fornecimento de informações sobre as épocas de cultivo, as formas de rega e até sugestões culinárias. Os utensílios agrícolas, propriedade da autarquia, ficarão guardados num anexo que está ainda a ser construído pela autarquia e que funcionará também como ponto de encontro dos pequenos agricultores.

Projecto do Continente abrange 20 concelhos

Integrado no projecto HiperNatura Continente, o conceito de hortas pedagógicas custou 600 mil euros. A verba destina-se a recuperar, edificar e modernizar espaços verdes de 20 cidades de norte a sul do país onde existam hipermercados da marca Continente [detidos pelo grupo Sonae, proprietário do PÚBLICO] e em que as autarquias se queiram associar ao projecto.

“É uma forma de participar activamente na preservação e na revitalização da natureza urbanas”, segundo Miguel Rangel, da empresa promotora do projecto.

Além de Guimarães, as autarquias abrangidas pelo projecto são Albufeira, Amadora, Cascais, Covilhã, Coimbra, Leiria, Lisboa, Loures, Maia, Matosinhos, Ovar, Porto, Portimão, S. João da Madeira, Seixal, Viana do Castelo, Vila Nova de Gaia, Vila Real e Viseu.

Em Guimarães, a câmara continua à procura de novos agricultores. “Queremos pessoas que gostem da terra, que queiram semear e colher de uma forma biológica”, finalizou Costa e Silva.



Até já os contabilistas estão a ver a crise que se avizinha e começam a procura de terra para cultivar as batatas.....
Ainda vamos ter todos os cantinhos do interior culvidados novamente...

Lista Vermelha

Mamíferos e anfíbios atravessam "crise de extinção"

07.10.2008

O lince ibérico foi ontem utilizado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) como um exemplo da "crise de extinção" por que passam os mamíferos do mundo. A edição de 2008 da Lista Vermelha de espécies ameaçadas, ontem divulgada pela UICN, dá conta de 1141 mamíferos em risco de extinção - cerca de 21 por cento das 5487 espécies conhecidas.
Pela primeira vez, a Lista Vermelha avaliou todas as espécies descritas de mamíferos. Mas, entre elas, existem 836 para as quais não há dados suficientes para se saber se estão ou não ameaçadas. O número de mamíferos em perigo pode chegar aos 36 por cento do total.
Há 188 mamíferos "criticamente em perigo" de desaparecer, entre eles o lince ibérico (Lynx pardinus), "que tem uma população de 84 a 143 adultos e que continua em declínio", sustenta a UICN, num comunicado. Também os anfíbios atravessam uma séria crise de sobrevivência. Praticamente um em cada três espécies que existem no mundo corre o risco de se extinguir. Mamíferos, anfíbios e aves são os únicos grupos de seres vivos cujas espécies estão quase todas identificadas e estudadas. O mesmo não ocorre com répteis, peixes, invertebrados e plantas.
No total, dos cerca de 1,6 milhões de espécies até agora descritas no mundo, apenas 2,7 por cento foram avaliadas pela Lista Vermelha. Destas, 38 por cento estão em risco de extinção.
Do resto pouco se sabe, sendo impossível fazer-se uma avaliação completa, por exemplo, das quase 300 mil plantas ou dos 1,2 milhões de invertebrados conhecidos.
Por isso, a UICN está a lançar um índice que funciona como uma espécie de Dow Jones - o indicador da tendência das bolsas norte-americanas - para a biodiversidade. O índice SRLI (Sampled Red List Index) avalia a tendência de extinção dentro de um grupo a partir de uma amostra aleatória das suas espécies.

domingo, 5 de outubro de 2008

Pobreza e Conservação: paisagens, povos e poder‏

A IUCN/UICN publicou em 2008 o livro "Pobreza y Conservación: Paisajes, Pueblos y Poder" no qual se analisa e discute como contribuir para a conservação da natureza e, ao mesmo tempo, para a redução da pobreza e para uma maior justiça social.Neste documento é enfatizada a importância de encontrar mecanismos económicos que assegurem uma relação harmoniosa entre conservação e desenvolvimento, de forma a garantir um futuro sustentável. Os interessados poderão obter a versão digital deste livro a partir do seguinte link:

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Passeio Fotográfico por Terras do Lince



A Transcudânia em associação com diversas entidades privadas, promove nos dias 17, 18 e 19 de Outubro, um passeio com workshop de fotografia acompanhado de um biólogo e um historiador à descoberta do concelho do Sabugal.
O Sabugal é uma das regiões mais desconhecidas do País, cheia de coisas novas a descobrir, as surpresas surgem a cada pedaço de caminho.A organização propõe que venham descobrir e fotografar algumas das pérolas escondidas deste maravilhoso concelho do Sabugal, os recantos pitorescos, a arquitectura militar, religiosa e rural, as florestas da Reserva Natural da Serra da Malcata, as aldeias históricas, os locais de sonho onde a saborosa gastronomia regional será servida.No final será seleccionada uma fotografia por participante para realizar uma exposição que estará na galeria do bar «O Bardo» no bairro do Castelo do Sabugal.
Programa do workshop
17 de Outubro
20.00 - Sabugal – Porta do Castelo – Bar «O Bardo» – Recepção dos participantes, breve introdução à visita, apresentação da equipa.
21.00 - Sabugal – Casa do Castelo – Jantar - entradas de produtos regionais, enchidos e queijos, «assado de porco à Monumenta», sobremesas típicas.
22.30 - Sabugal Castelo - Workshop de fotografia nocturna à envolvente do Castelo do Sabugal acompanhada por um historiador que fará o enquadramento histórico.
23.30 - Sabugal - Hotel – dormida.
18 de Outubro
8.30 - Sabugal - Pequeno-almoço.
9.00 - Sabugal – Partida em autocarro para a Reserva Natural da Serra de Malcata.
10.00 - Malcata - Whorkshop de fotografia de natureza com acompanhamento de um biólogo.
13.00 - Malcata - Almoço em plena mata da Serra da Malcata – Ementa surpresa de produtos da terra.
15.00 - Malcata - Partida em autocarro para Sortelha.
16.00 - Sortelha - Workshop de fotografia de arquitectura histórica e rural, a visita será acompanhada por um historiador que fará o enquadramento histórico.
19.00 - Sortelha - Jantar numa quinta rural com um ambiente único e uma paisagem de cortar a respiração – entradas de enchidos e queijos, borrego assado na brasa e sobremesa.
21.00 - Sortelha - Partida em autocarro para o Sabugal
22.30 - Sortelha - Analise critica do trabalho realizado – debate sobre os resultados obtidos. A exposição, o enquadramento a estética.
23.30 - Sabugal - Hotel – dormida.
19 de Outubro
8.30 - Sabugal - Pequeno-almoço.
9.00 - Sabugal / Sortelha - Partida em autocarro para Alfaiates.
9.30 - Alfaiates - Sacaparte - Alfaiates Sacaparte, continuação do workshop de fotografia de monumentos e património arquitectónico.
10.30 - Alfaiates - Sacaparte - Partida em autocarro para Vilar Maior.
11.00 - Vilar Maior - Enquadramento histórico seguido de período livre para explorar e por em pratica alguns dos conhecimentos partilhados.
13.00 - Vilar Maior - Almoço típico de produtos regionais.
16.00 - Vilar Maior - Partida em autocarro para o Sabugal.
17.00 - Sabugal - Analise dos trabalhos realizados e selecção de um trabalho por participante para exposição na galeria de «O Bardo».
19.00 - Sabugal - Despedidas.
Sobre os preços e condições de participação devem os interessados contactar a organização através do email: transcudania@gmail.com

domingo, 21 de setembro de 2008

Pró-Raia prevê criar 400 postos de trabalho

Lurdes Saavedra, presidente da Pró-Raia-Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte, anunciou esta quarta-feira, 10 de Setembro, a apresentação de uma candidatura ao PRODER-Programa de Desenvolvimento Rural que prevê a criação de cerca de 400 novos postos de trabalho nos concelhos do Sabugal e da Guarda.
«A candidatura ao PRODER-Programa de Desenvolvimento Rural no valor de 11,5 milhões de euros foi entregue nos serviços do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e da Pescas, insere-se no âmbito do QREN-Quadro de Referência Estratégico Nacional e visa a criação de dinâmicas territoriais económicas, sociais e culturais», explicou Lurdes Saavedra, presidente da Pró-Raia e vereadora da Câmara da Guarda.
A autarca adiantou que em caso de aprovação da candidatura global «serão convidados os privados, as associações locais, as Juntas de Freguesia a apresentarem os seus projectos no âmbito do referido programa de desenvolvimento».
A proposta económica pretende aumentar o investimento produtivo, a fixação da população activa jovem, incentivar o empreendedorismo jovem e apostar na agricultura biológica. «Está prevista a criação de um observatório para investimento produtivo e escoamento de produtos do território, a criação de pequenas infra-estruturas de diversificação nas explorações agrícolas e a criação de micro-empresas locais em respeito pelo ambiente», esclareceu Lurdes Saavedra.
A candidatura da Pró-Raia tem ainda como objectivo promover a inserção social e profissional elevando o número de empregos qualificados e a empregabilidade de jovens e mulheres em meio rural e aumentar a capacidade instalada em respostas sociais, como serviços itinerantes de saúde, acompanhamento domiciliário e animação sócio-cultural.
href="http://capeiaarraiana.wordpress.com/">In CapeiaArraiana

Vamos ver se torna realidade ou é mais uma promessa!!!
É preciso começar a prepara a campanha eleitoral para a próxima temporada que se avizinha......
Estamos cá para ver.....

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

5,6 e 7 de Setembro – Sortelha [aldeia histórica] – Sabugal



Uma muralha impenetrável assalta o topo do monte, dentro dela, protegida como o maior tesouro de reis e princesas, uma aldeia, Sortelha, parece saída intocada dos séculos passados. À porta principal, uma ginginha-de-rei envolve no verde todo o largo de onde é possível ainda ver as feridas deixadas pelo assalto das tropas Francesas, a mando de Napoleão. Um cenário cinematográfico que recebe um projecto cheio de ambição, própria da sua juventude, o Iberfolk 2008.

O Iberfolk é um desafio permanente ao público, aos conceitos culturais estabelecidos, à criatividade, à participação activa e à descoberta, que as associações Transcudânia e Tradballs, o colectivo Rodobalho e a Junta de Freguesia de Sortelha preparam entre 5 e 7 de Setembro, na aldeia histórica de Sortelha.

Num formato centrado na participação daqueles que seriam os espectadores, o Iberfolk pretende levar o valor histórico e patrimonial de Sortelha, e da região, a novos públicos mas também cativar os milhares de visitantes da aldeia para desconcertantes formas de fazer cultura. Pretendemos construir um ponto de encontro saudável, partilhado em redor dos valores patrimoniais, da música, da dança e da cultura tradicional, nas suas diversas formas de reconstrução e re-interpretação.
Depois do sucesso da 2ª edição, com a magia de Sortelha aclamada por todos, temos a certeza que Setembro abrirá as portas da muralha a almas novas em busca de momentos ímpares.

O programa será um misto de aprendizagem e descoberta – das danças, dos instrumentos, das artes, da paisagem.
À música de grupos de raiz tradicional com propostas inovadoras de interpretação, como as adufeiras de Paúl, João Gentil e Luís Formiga ou No Mazurka Band adicionaremos projectos novos e dinâmicos como Rabies Nubis, Ishbarian Bagpipe, PortFolk ou Arranca Telhados e juntaremos a paisagem ímpar de Sortelha e arredores para que o olhar, a audição, o tacto e o olfacto se sintam em casa, numa casa-aldeia.
Mas porque a participação do público é essencial também o dia será feito de desafios: Workshops de instrumentos tradicionais e dança, escalada, caminhadas e passeios de burro.

Assente numa organização voluntária e na conjunção de muitos esforços e iguais vontades, o programa será aberto a propostas de todos quantos se queiram juntar. Seja na preparação, na logística ou no palco [que pode ser improvisado].


Todas as actividades serão gratuitas, havendo inscrição prévia obrigatória nas caminhadas.

Haverá campismo gratuito, com chuveiros de água quente [a confirmar] e serviço de cantina.

Destes ingredientes nascerão 3 dias de intensa vivência e descoberta, crescerá um projecto de participação e utopia, cimentará uma forma de dinamizar espaços de inegável valor patrimonial construído e humano.

Em Setembro as muralhas desaparecem.


Programa detalhado


Sexta,5

21:00 - Documentário
21:00 - Observação astronómica
21:30 – Arranca Telhados
22:30 – Hora do conto
23:00 – Rabies Nubis
00:00 – No Mazurka Band
DJ Folk

Sábado, 6
11:00 - Workshop de reciclagem

11:00 – Passeio de burro
13:00 – Caminhada à descoberta da serra da Malcata *
15:00 - Documentário
16:00 – Escalada do castelo
16:00 – Workshop de dança tradicional
17:00 - PortFolk

22:00 – Observação Astronómica
22:00 – Adufeiras de Paúl
22:40 – Hora do conto
23:30 – Ishbarian Bagpipe
00:30 – João Gentil e Luís Formiga
DJ Folk




Domingo, 7
11:00 – Passeio de Burro

11:00 - Workshop de reciclagem

16:00 – Workshop de dança tradiconal
16:00 – Workshop de inic. Gaita-de-foles
17:00 – Escalada do castelo
17:30 – Workshop de dança tradicional



Endereços Web

www.transcudania.com
www.rodobalho.com
www.tradballs.com
ww.myspace.com/nomazurkaband
ww.myspace.com/arrancatelhados
ww.myspace.com/rabiesnubis
www.myspace.com/ishbarianbagpipes
portfolk.no.sapo.pt/
www.joaogentil.com
Contactos

Transcudânia – Carlos Alexandre – 917021183 - www.transcudania.comtranscudania@gmail.com
Colectivo Rodobalho – Ana Bica - 968197601 - www.rodobalho.com - rodobalho@rodobalho.com

terça-feira, 12 de agosto de 2008

III IBERFOLK 5,6 e 7 de Setembro 2008 em Sortelha


Já mexe mais uma edição do melhor festival do interior o III IBERFOLK organizado pela associação Transcudania com a colaboração de algumas entidades da região e do pais.
Para estar actualizado com as novidades do evento até a data visite as páginas da associação e do Rodobalho.
Algumas bandas já confirmadas
Rabies Nubis.
Adufeiras do Paul
Arranca telhados
Porto folk



Não falte.......

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Oficina de Formação de Guardiões

* A Colher para Semear informa a todos os sócios, amigos e interessados que noprimeiro fim-de-semana de Setembro, respectivamente dias 6 e 7, terá lugarem Figueiró dos Vinhos, na Quinta do Olival, na localidade de Aguda (sede danossa associação), um conjunto de oficinas práticas, onde todos os amantesdas variedades tradicionais poderão participar na recolha de frutos elegumes, para posterior extracção de sementes, tratamento e sua preservação.Pretendemos assim, partilhar com todos vós alguns ensinamentos e preceitosno sentido de vos proporcionar mais sucesso na recolha e conservação dasvossas sementes. Deste modo, informamos que: - O programa para os dois dias de oficinas, consiste no sábado, em colheitae extracção, e no domingo, em limpeza e acondicionamento; - O custo das oficinas é de 15 euros para não sócios e de 7,5 euros parasócios; - O alojamento pode efectuar-se em tendas próprias em espaços da quinta, ouem residenciais/ hotéis na região (ficando a procura e o contacto a cargodos próprios); - A alimentação é da responsabilidade de cada um, pelo que podem trazercomida própria para merendar ou fazer piquenique, ou ainda, procuraralternativas na região; - Está prevista a possibilidade de degustar alguns dos produtos colhidos; - O número de inscrições é limitado pelo que deverão efectuar a vossainscrição até final do mês de Agosto (dia 31), através dos seguintescontactos:
José Miguel Fonseca (236622218);
Graça Ribeiro (914909334) ou
José Mariano Fonseca (919969311).
Em caso de previsão de condições climatéricas adversas para as datasmencionadas, todos os participantes inscritos serão avisados com 48 horas deantecedência sobre possíveis alterações.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Recriação Histórica do Cerco de Almeida Pelas Tropas de Napoleão



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Dia a Realizar : 22, 23 e 24 de AgostoVenha assistir a uma fantástica recriação e lembrar os tempos em que Almeida era a Princesa da Beira e uma das Praças Fortes mais importantes de Portugal.Visite AlmeidaSaiba onde ficar:[ Clique aqui

Acção de formação "Faça Agricultura Biológica no seu Quintal"

O Núcleo da Quercus de Braga vai realizar a acção de formação "Faça Agricultura Biológica no seu Quintal" no dia 27 de Setembro, na Quinta Pedagógica de Real.
A acção de formação terá seis sessões, das 14h30 às 17h30, aos sábados: 27 de Setembro, 4 de Outubro, 11 de Outubro, 15 de Novembro, 22 de Novembro e 29 de Novembro.
"A Agricultura Biológica é um modo de produção amigo do ambiente e da saúde do consumidor. Contudo, para obter produtos de boa qualidade é necessário conhecer um conjunto de técnicas que permitem melhorar o solo, controlar as pragas e as doenças e promover a sustentabilidade, sem recorrer ao uso de produtos químicos", explicam os organizadores.
A taxa de inscrição é de 48 euros para sócios e 60 euros para não sócios.

Contactos:
Telef: 253.276.412
Telem: 96.344.58.89 (Ângela Pereira)
Email: braga@quercus.pt

Acção de formação "Faça Agricultura Biológica no seu Quintal"

O Núcleo da Quercus de Braga vai realizar a acção de formação "Faça Agricultura Biológica no seu Quintal" no dia 27 de Setembro, na Quinta Pedagógica de Real.
A acção de formação terá seis sessões, das 14h30 às 17h30, aos sábados: 27 de Setembro, 4 de Outubro, 11 de Outubro, 15 de Novembro, 22 de Novembro e 29 de Novembro.
"A Agricultura Biológica é um modo de produção amigo do ambiente e da saúde do consumidor. Contudo, para obter produtos de boa qualidade é necessário conhecer um conjunto de técnicas que permitem melhorar o solo, controlar as pragas e as doenças e promover a sustentabilidade, sem recorrer ao uso de produtos químicos", explicam os organizadores.
A taxa de inscrição é de 48 euros para sócios e 60 euros para não sócios.

Contactos:
Telef: 253.276.412
Telem: 96.344.58.89 (Ângela Pereira)
Email: braga@quercus.pt

sexta-feira, 13 de junho de 2008

4ª Edição da Feira da Solidariedade

Localidade:
Almeida
Descrição:
Parceria com a Rede Social e Associações Congéneres (teremos este ano a presença de grupos da Associação Casa Loic- Itália e ASPRODES - Espanha); Animação, Cultura, Gastronomia, Stands vários, Workshops, Música e outras manifestações artísticas, com grupos a confirmar; participação especial da QUERCUS com exposição de uma casa ecológica.
Programa SÁBADO – 1415h.00 - Abertura da Feira com o “Grupo de Teatro,Danças e Cantares da Miuzela ”ECO- MODELO – Passagem de Modelos EcológicaJogos Tradicionais / Animação / Passeios de Burro…Sessão experimental de Yoga (no auditório da ASTA)
21h.00 – Noite Musical com o “Grupo de Cordasde Vilar Formoso” no auditório da Asta
DOMINGO – 15
Marcha de Mãos Dadas Chegaremos0
8h.30/9h.00 - Encontro para partida dosmarchantes na JUNÇA, com recepção da Junta12h.00 - Passagem “refrescante” pela aldeia das NAVES
12h.30 - Terminus “recuperador de energias”na aldeia histórica de Castelo Bom13h.00 - Regresso à ASTA para encontro na Feira da SolidariedadeECO- MODELO - passagem de modelos ecológicaJogos tradicionais…Sessão experimental de Yoga no auditório da Asta17h.00 - Sorteio das rifas – distribuição de prémios18h.00 – Actuação do Grupo Musical O “Pé Coxinho”Encerramento
Local:
Pinhal circundante da ASTA

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Campos de Trabalho Internacionais para Jovens – 2008


Candidaturas abertas até 30 de Agosto
Inseridos num programa de intercâmbio de jovens de diferentes países, com vista ao reconhecimento das diferentes identidades culturais e à consciencialização do mosaico cultural, estão abertas as inscrições para jovens com idades entre os 18 e os 30 anos, interessados em participar em projectos realizados em Portugal e no Estrangeiro. O programa dos CTI inclui diferentes áreas como: Arqueologia, Sócio-Comunitária, Restauro e valorização do património histórico-cultural, Ambiente e outras de reconhecido interesse como o Diálogo Intercultural (2008 Ano Europeu do Diálogo Intercultural) e Identidades Regionais.
Os projectos CTI, em Portugal, decorrem nos meses de Verão, entre Julho e Setembro inclusive e têm uma duração de 15 dias. Os projectos CTI, no estrangeiro, decorrem durante todo o ano em quatro continentes (África, América, Ásia e Europa). Particularmente na Zona Centro todos os interessados poderão solicitar mais esclarecimentos adicionais nas Lojas Ponto JA do IPJ de Castelo Branco, Guarda, Viseu, Aveiro, Coimbra e Leiria ou consultar o Portal da Juventude em:
13-06-2008 Ka
Boa oportunidade para as entidades do interior se candidatarem a receber jovens e mostrar o interior do pais, quem sabe alguns se apoixonem e voltem mais tarde com ideias para valorizar o nosso interior....

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Colóquio Ambiente e Sustentabilidade em Meio Rural

Vai decorrer, no dia 14 de Junho de 2008, pelas 9h00, uma sessão de esclarecimento sobre AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE EM MEIO RURAL. Com o aumento da poluição atmosférica e consequente alargamento do buraco na camada de ozono, frutos da cada vez maior competitividade e consumismo da sociedade moderna, olhar pelo meio ambiente torna-se numa atitude indispensável a cada um de nós.
O Programa será o seguinte:
09:00h - Sessão de Abertura
09:15h - Boas Práticas Agrícolas
09:45h - Gestão de fitofarmacêuticos
10:15h - Enquadramento Legal - Gestão de Resíduos Florestais, Queimadas, Queimas
10:45h - Pausa para Café
11:00h - Energias Renováveis- Microprodução
11:30h - Certificação Ambiental
12:00h - Mesa Redonda
13:00h - Fim dos Trabalhos
O evento decorrerá no Auditório Municipal do Sabugal e contará com a participação dos seguintes oradores:
- Eng. Eva Santos (Biofutura)
- Eng. João Martins (Valorfito)
- Eng. Carla Pereira (C.M.S)
- Eng. Rosa Pereira (Regriconduta)
- Eng. Sara Figueiredo
CLIQUE AQUI para visualizar o cartaz do evento.
Não ignore o meio ambiente, PARTICIPE!!A ENTRADA É LIVRE
.Informação e inscrições:
Regriconduta, Lda.Serviços de Consultoria Integrada
www.regriconduta.pt
Contactos: 962 846 166 / 962 326 961

Seminário "Mundo Rural, um Mundo de Oportunidades

CEMFor organiza o seminário “Mundo Rural, um Mundo de Oportunidades” que se realiza a 12.06 em Santarém, durante a Feira Nacional da Agricultura. Neste encontro pretende-se abordar projectos e actividades que contribuem para o desenvolvimento rural. As inscrições são gratuitas mas obrigatórias. Informamos, ainda, que os participantes no seminário se pretenderem divulgar projectos ou iniciativas, que se enquadrem no seu âmbito, poderão faze-lo bastando para tal que nos informem aquando da inscrição e nos entreguem o material no dia do evento, antes da recepção dos participantes. Em anexo enviamos o programa do seminário, o qual agradecemos a divulgação junto de possíveis interessados.

CEMFor - Centro de Estudos Multidisciplinares e Formação
Av. Oscar Monteiro Torres, 47A
1000 - 216 Lisboa
Telf: 21 795 12 99 - Fax: 21 793 33 13 - 96 301 02 45 - 91 384 91 67
formacao@cemfor.com - www.cemfor.com

Pena não poder ir se alguem for depois, faça me chegar as conclusões e docuementação se faz favor.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Agricultores voltam a usar a força animal

JN 2008-05-26
Animais estão de regresso à agricultura portuguesa Muitos agricultores de Trás-os-Montes estão a pôr de parte o recurso as máquinas, devido ao aumento constante do preço do gasóleo agrícola, e a ponderar o regresso ao uso de animais. Desde o ano passado que o combustível verde sofreu aumentos de 70 cêntimos para um euro, "numa proporção duas vezes superior aos aumentos do gasóleo normal", adiantou, ao JN, Abreu Lima, vice-presidente da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP). As subidas constantes aumentam o custo de produção. Actualmente, a maior parte da agricultura já é mecanizada, mas os velhos tempos da utilização de animais, como o burro ou o boi, podem regressar. Abreu Lima considera os "aumentos brutais". Os agricultores concordam. Luís Manuel, de Vimioso, pondera recorrer mais aos dois burros que os pais possuem nos trabalhos agrícolas, devido ao preço do gasóleo. O agricultor costumava fazer trabalhos agrícolas com o tractor para fora, mas deixou de o fazer porque já não é rentável. "Há menos de dois anos atestava o depósito de 50 litros com 12 euros, agora gasto 30 euros", contabiliza. Batatas para o lixo Feitas as contas, um burro ou um boi poderá dar menos despesas, uma vez que são alimentados com produção fabricada pelos proprietários, além de que algumas espécies, como o burro Mirandês, tem direito a subsídio à produção. João Preto, agricultor em Angueira, Vimioso, diz que actualmente a agricultura dá prejuízo. "Mais vale não fazer nada", desabafa. Só este ano, o agricultor desfez-se de três toneladas de batata que não conseguiu escoar. "Não vale a pena o que gastei para produzir", referiu. Os que vivem junto à fronteira acabam por ir a Espanha abastecer, minimizando, assim, os gastos. Estes aumentos estão a criar situações de "enorme gravidade e imensa preocupação para os agricultores", sustenta, por seu turno, o responsável pela Confederação dos Agricultores Portugueses. "A maior parte dos agricultores da região tem idade avançada e não consegue uma agricultura competitiva, o que poderá piorar se a mecanização diminuir, acrescenta. São, de resto, cada vez mais os agricultores da região que estão a abandonar as máquinas, nomeadamente o tractor, e a recorrer aos animais, uma situação que o próprio Abreu Lima diz estar a presenciar. "Somos desafiados para ter competitividade, mas não nos criam as condições necessárias para isso", lamentou, ontem, no Dia do Agricultor, uma iniciativa que decorreu em Macedo de Cavaleiros.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

12ª Feira do Livro de Seia

De sábado a 8 de Junho
Decorre no Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) de 31 de Maio a 8 de Junho a 12ª edição da Feira do Livro de Seia, este ano a par dos anteriores, com diversas actividades para além, claro, da presença de obras de diversas editoras. O horário de funcionamento normal da feira é das 10h às 22h e no primeiro dia, pelas 15h30, acontece “Museu das Histórias” apresentado pelo curso de Animação Sócio-Cultural da Escola Profissional de Santa Comba Dão e encenado pelo professor Alexandre Sampaio. Por volta das 21h30 é a vez de subir ao palco do auditório do CISE “RIT - Óqtrupe”, formado por Luís Portugal, Paulo Serafim e Vítor Fernandes. Em Junho, no dia 1, está presente o grupo Chuchurumel: às 15h30 para uma oficina de instrumentos musicais populares portugueses e às 21h30 o grupo apresenta o espectáculo musical “Posta Restante”.
O dia 2 é dedicado à poesia, com “Vozes da Lusofonia”, que consiste na interpretação de poetas de língua portuguesa pelo Dr. Lauro Moreira, Embaixador do Brasil junto à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). “Joana D’ Arc” é encenado pelo professor José Batista e apresentado, no dia 3, às 21h30, pelo Município de Seia e pela Escola EB 2,3 Dr. Guilherme Correia de Carvalho. “Museu das Histórias” volta a marcar presença no dia 4, às 14h, e às 21h30 a Ludoteca Municipal, apresenta “COM(SENSOS)” um espectáculo de mímica com humor. No dia 5, às 14h e às 21h30, é encenado “Minha Árvore Minha Casa” por Encerrado para Obras – Associação Cultural e Artística.
25-05-2008 In Kaminhos

quinta-feira, 15 de maio de 2008

QREN: Governo lança novo programa para apoiar parcerias em territórios desertificados

14 de Maio de 2008, 15:00Lisboa, 14 Mai (Lusa) - Promover parcerias entre agentes económicos para estimular o desenvolvimento de territórios desertificados é o principal objectivo do PROVERE, um programa que vai ser apresentado quinta-feira e será financiado através do Quadro de Referência Estratégico Nacional.Em declarações à Lusa, o secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Rui Baleiras, explicou que o programa, sem dotação própria, pretende estimular a cooperação e facilitar o acesso aos fundos comunitários em regiões de baixa densidade populacional, através do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e dos programas de Desenvolvimento Rural e das Pescas.O governante adiantou que a expectativa é criar empregos e promover actividades que girem em torno dos recursos endógenos.Um exemplo disto seria o aproveitamento de uma antiga exploração mineira para a criação de um parque temático que ofereça actividades de lazer, lúdicas, culturais e de investigação.Outra situação que poderia beneficiar do PROVERE seria o reforço das condições de navegabilidade do Guadiana, "tornando-o uma avenida para o desenvolvimento do barrocal e da serra algarvia", em que o investimento-âncora seria a oferta de cruzeiros com dormida que impulsionariam outras actividades como a gastronomia ou a oferta de produtos agro-pecuários."Espera-se que em torno das empresas-âncora surjam outros negócios e oferta de bens e serviços complementares", salientou Rui Baleiras.A apresentação de candidaturas conjuntas é precisamente o que distingue o PROVERE (Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos) de outros programas inscritos no QREN e que beneficiam normalmente promotores isolados.O secretário de Estado considerou que existe "um défice de cooperação estrutural entre os portugueses" que este programa visa minimizar, dando condições preferenciais de financiamento aos projectos através dos programas temáticos e regionais do QREN e dos programas de desenvolvimento rural e das pescas."O PROVERE não tem fundos próprios, visa sobretudo agilizar a formação de parcerias e garantir condições de financiamento mais generosas", esclareceu.Rui Baleiras realçou que este programa é um dos pilares da estratégia de eficiência colectiva que o Governo está a elaborar para estimular a capacidade de cooperação entre os agentes económicos, e que passará também pelo desenvolvimento de pólos de competitividade e tecnologia e "clusters" e acções de revitalização e desenvolvimento urbano.O concurso para acções preparatórias vai decorrer entre 15 de Maio e 11 de Julho.Numa segunda fase, será atribuída uma certificação PROVERE às candidaturas seleccionadas, para reconhecimento das iniciativas às quais serão garantidas condições privilegiadas de acesso aos fundos comunitários, com taxas de comparticipação superiores.Os investimentos a apoiar serão preferencialmente os que se encontram em territórios que ficam fora das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, capitais de distrito e outras cidades de dimensão significativa (superior a 20 mil habitantes).As candidaturas podem ser promovidas por várias entidades, incluindo empresas, municípios, associações de desenvolvimento local, centros de formação ou instituições científicas e tecnológicas.RCR.Lusa/fim Noticias

Conferência "Os desafios do Território Rural "?=

CONVITE
Conferência>> "Os Desafios do Território Rural">>
Professor Doutor Gonçalo Ribeiro Teles
Dia 16 de Maio
16 horas
Auditório Prof. Manuel Laranjeira
Entrada Livre ______________________________________________________________________________>>>> José Carlos Ferreira>>>> Dep. Ciências e Engenharia do Ambiente>> Faculdade de Ciências e Tecnologia>> Universidade Nova de Lisboa>> Campus da Caparica>> 2829-516 Caparica>> Portugal>>>> jcrf@fct.unl.pt>>>>
http://www.dcea.fct.unl.pt>>
http://territoriosustentavel.dcea.fct.unl.pt>> http://civitas.dcea.fct.unl.pt

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Guarda: Câmara instala energias alternativas em Espaço Educativo Florestal

*A Câmara da Guarda vai dotar o Espaço Educativo Florestal - Quinta daMaúnça com energias alternativas, instalando equipamentos que permitamabandonar as energias comuns.Segundo a vereadora Lurdes Saavedra, responsável pelo pelouro doAmbiente, a autarquia deliberou instalar um aerogerador (aproveitamentoda energia do vento) e uma central fotovoltaica (aproveitamento daenergia solar) para produção de energia eléctrica e aquecimento de águassanitárias.Por outro lado, numa parceria com entidades espanholas, a Câmaracandidatou ao programa comunitário Interreg a construção de uma centralde compostagem [conjunto de técnicas aplicadas para controlar adecomposição de materiais orgânicos] que, a ser concretizada,possibilitará o aquecimento de águas sanitárias a partir de resíduosflorestais.Os equipamentos para aproveitamento das energias eólica e solar, ainstalar a breve prazo, servirão dois edifícios recentementerecuperados, num investimento de 267 mil euros, destinados a EspaçoExperimental e Unidade de Alojamento, que deverão funcionar no início dopróximo ano lectivo.A responsável pelo pelouro do ambiente explicou que a antiga "Casa doCaseiro" foi adaptada a Unidade de Alojamento "para receber turmas decrianças em tempo de férias ou aos fins-de-semana".No outro imóvel funcionará o "Espaço Experimental" da Quinta da Maúnça,que ficará equipado com laboratório ambiental e com uma área paratransformação de produtos agrícolas, explicou.*Central de compostagem poderá receber resíduos de todo o concelho*Quanto à candidatura apresentada ao Interreg, com entidades espanholas,no âmbito de um projecto destinado à cooperação e gestão conjunta emmeio ambiente, património e gestão de recursos, uma das vertentes estárelacionada com a construção de uma central de compostagem.Segundo Lurdes Saavedra, está previsto que a central receba "os resíduosflorestais da Quinta da Maúnça, de toda a cidade e, eventualmente, doconcelho".A ideia para construção desta unidade surge "no seguimento da políticade energias limpas" definida pela Câmara da Guarda para o EspaçoEducativo Florestal."Existe a possibilidade de aquecer a água de um dos edifícios destaforma, porque a combustão liberta energia e faz o aquecimento da água",adiantou, dando conta que está a ser feita uma experiência utilizando umbidão "para depois se apostar no aquecimento de água por esta via"."Uma coisa é fazer o aquecimento [da água] através de um bidão, em quepor baixo são colocadas folhas e todo o material biodegradável e alibertação de gases faz aquecer a água, e outra é fazer o aquecimento detoda a água a partir de uma central", referiu.Caso a candidatura seja aprovada, a vereadora do Ambiente refere que éintenção da autarquia mostrar às crianças que visitarão a Quinta daMaúnça "que é possível aquecer água através da compostagem", utilizandoervas ou folhas secas, por exemplo.*Centro de Investigação e Transformação Agro-Florestal*O projecto, que visa rentabilizar os resíduos agro-florestais apareceinserido num plano mais vasto relacionado com a criação de um Centro deInvestigação e Transformação Agro-Florestal, no valor global de 802 mileuros, indicou a autarca.Para além da central, engloba a construção de um edifício onde serácriado um Centro do Conhecimento da Floresta e uma estufa aquecida paraprodução de espécies sensíveis em perigo de extinção.O Centro da Natureza - Quinta da Maúnça, localizado nos arredores dacidade da Guarda, possui hortas de produção biológica, campo dedemonstração de plantas aromáticas e medicinais, edifícios de apoio(espaço para apresentação de audiovisuais e desenvolvimento de acções desensibilização para crianças) viveiro florestal, jardim e parque demerendas.
*Lusa*

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Cova da Beira: Portal na Internet agrega informação de produtores locais e artesãos

Cova da Beira

Vinhos, azeite, pinturas a óleo ou artesanato em madeira são algumas das atracções do portal Cova da Beira na Internet, que pretende agregar num único sítio toda a informação sobre artesãos e produtos locais da região. O portal, financiado com fundos comunitários, foi criado pela ConsisPro, empresa de novas tecnologias sedeada no Parque de Ciência e Tecnologia da Covilhã (Parkurbis), em parceria com a RUDE - Associação de Desenvolvimento Rural. O objectivo imediato é "divulgar a informação e potencialidades das populações rurais dos concelhos de Belmonte, Fundão e Covilhã". No futuro, "o portal pode evoluir para um sítio de comércio electrónico. Será uma segunda fase do projecto, que depende do resultado do portal que agora arranca", disse hoje à Agência Lusa José Carlos Correia, da ConsisPro.
Quem quiser abrir a sua montra na Internet pode inscrever-se gratuitamente no endereço do próprio portal ou contactando a ConsisPro. "O portal Cova da Beira pretende chegar a cada aldeia da região e alargar a possibilidade de contactos com novos clientes", realçou. No arranque, há já 12 produtores e artesão listados, um número que em breve chegará aos 25, referiu José Carlos Correia. "Segundo as informações que recolhemos, esse número poderá ascender a 150 ou 250 pessoas. As bases de dados são antigas, o que também justifica a aposta no portal", acrescentou. A empresa está actualmente a actualizar o levantamento de produtores e artesãos, através de informações prestadas pelas juntas de freguesia. "Depois desse primeiro contacto, falamos com cada pessoa e a partir daí também funciona o passa-a-palavra", concluiu .
In Kaminhos

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A nossa região tem excelentes condições para a produção de alimentos em Modo de Produção Biológico”



José Marques Dinis Assunção, presidente da direcção da Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM) “A nossa região tem excelentes condições para a produção de alimentos em Modo de Produção Biológico” O Engenheiro Agrário José Assunção é o presidente da Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM), sedeada na Guarda, actividade que desenvolve a par das funções de Coordenador Regional da PERIAGRO, SA [empresa que realiza avaliações a nível nacional]. Natural da freguesia da Castanheira, concelho da Guarda, também está ligado à actividade autárquica, sendo o actual líder parlamentar do PS na Assembleia Municipal da Guarda.
A Guarda:
Que ligação tem à Guarda?
José Assunção:
A minha relação afectiva com a Guarda iniciou-se desde muito jovem, quando iniciei a minha vida académica no Colégio de S. José. Terminados os estudos secundários, fui fazer a minha formação superior em ciências agrárias, após o que regressei para desenvolver a minha actividade profissional na região.
A Guarda:
Qual a sua ocupação profissional?
José Assunção:
Até há pouco tempo fui dirigente da Direcção Regional de Agricultura da Beira Interior. Recentemente aceitei novos desafios e actualmente sou Coordenador Regional da PERIAGRO, SA que partilho com a presidência da AAPIM e que tento compatibilizar com a conclusão de um Mestrado em Agroecologia. A Guarda: Como aparece a sua ligação à Associação de Agricultores para Produção Integrada de Frutos de Montanha (AAPIM)? José Assunção: A minha ligação à AAPIM, surge do facto de ter sido há já mais de catorze anos, um dos sócios fundadores, conjuntamente com um grupo de empresários agrícolas dos Distritos da Guarda Viseu e Castelo Branco e ter aceite coordenar este projecto.
A Guarda:
Como surgiu a AAPIM e quais são os seus objectivos?
José Assunção:
As preocupações ambientais sentidas a nível global a partir dos anos noventa desenvolveram novos modos de produção agrícola, compatíveis com a preservação do ambiente e dos recursos naturais. Os modelos produtivistas desenvolvidos no pós guerra, sem quaisquer preocupações ambientes estavam ultrapassados e era necessário desenvolver novos paradigmas, visando a produção de alimentos mais seguros na defesa do ambiente e da saúde pública. Acompanhando as mudanças que se vinham operando em alguns países mais desenvolvidos da Europa percebemos que dispondo nós de conhecimentos técnicos e científicos dos novos modelos de agricultura, não podíamos resignar-nos e propusemos aplicar estes novos modelos na nossa região, para o que convidámos alguns dos empresários agrícolas mais evoluídos da região, a organizarem-se numa associação pioneira a nível nacional nestes sistemas agrícolas. Hoje a AAPIM é uma das organizações mais prestigiadas do País e os seus associados dispõem hoje de formação técnica e ambiental que os coloca ao nível dos agricultores mais evoluídos da Europa. É gratificante verificarmos que no interior também somos capazes de desenvolver projectos inovadores e de sucesso. Estatutariamente, a AAPIM, tem ainda como objectivo: - desenvolvimento de um novo modelo de assistência técnica, visando uma agricultura competitiva mas sustentável e evolução técnica e ambiental dos seus associados, pela introdução de modos de produção ambientalmente sustentáveis através da Produção Integrada (PRODI) e Modo de Produção Biológico (MPB); - promover a formação dos associados com a aquisição de competências, dotando-as com conhecimentos técnicos e de gestão adequados à cada vez maior competitividade impostas às suas explorações; - promover a certificação e promoção dos produtos, resultantes destes modos de produção; - promover a comercialização dos produtos com recurso à utilização de novas técnicas de marketing, em parceria com instituições da especialidade e pela concentração do produto e procura de escala, organizada em fileira.
“A AAPIM tem já vários associados com marcas de dimensão internacional a aplicar o Modo de Produção Biológico, nas suas explorações”.
A Guarda:
Quantos associados tem, que área abrange e que actividades são desenvolvidas pela AAPIM?José Assunção:
A AAPIM tem actualmente 713 associados em nome individual, como empresários e agrupamentos de produtores, com uma área de 5.278 hectares, nas culturas de vinha, maça, cereja, pêssego, olival, castanheiro e frutos secos, distribuídos pelos Distritos da Guarda Viseu e Castelo Branco, com várias explorações no Douro e Alentejo, sendo responsável pela assistência técnica e formação dos seus associados nas várias especialidades. Todos os associados da AAPIM estão obrigados a aplicar na sua exploração técnicas compatíveis com a protecção ambiental e produção de alimentos de elevada qualidade intrínseca através da Produção Integrada e da Agricultura Biológica.Para prestar formação e assistência técnica aos seus associados a AAPIM, dispõe de um corpo técnico especializado nestes modos de produção, apoiados por laboratórios fitossanitários e estações meteorológicas automáticas, para monitorização e controlo das várias pragas e doenças das diversas culturas. Todos os associados da AAPIM estão abrangidos por um sistema de certificação dos seus produtos, através de um Organismo Privado de Controlo, garantindo a rastreabilidade e segurança alimentar dos seus produtos.A AAPIM desenvolve ainda, em parceria com diversas Universidades e outras instituições, projectos de investigação e desenvolvimento, na área das ciências agrárias e ambiente.A Guarda: Qualquer agricultor pode ser sócio ou são exigidos requisitos específicos?José Assunção: A AAPIM é uma associação de nível nacional, podendo ser associados todos os agricultores que aceitem os desafios da competitividade e sustentabilidade dos espaços rurais.A Guarda: Considera que o futuro do sector agrícola passa pela agricultura biológica?José Assunção: A Agricultura Biológica de que falamos é um modelo de agricultura científica, que não deverá ser confundida com agricultura “abandonológica” que existe ainda no conceito de tanta gente! O País e especialmente a nossa região tem excelentes condições para a produção de alimentos em Modo de Produção Biológico. Num mercado cada vez mais globalizado, só poderemos ser competitivos pelo valor acrescentado dos produtos de elevada qualidade produzidos com recurso a modos de produção que dêem garantias de qualidade e de segurança. O consumidor, cada vez mais informado e preocupado com a segurança alimentar, procura cada vez mais produtos de origem biológica. A procura ao nível dos países mais informados não pára de crescer. A Europa tem programas de apoio a este modo de produção visando atingir até ao final do novo Quadro 10% da produção convencional. O desenvolvimento da Agricultura Biológica na nossa região é ainda importante para a sustentabilidade e criação de riqueza no nosso território, contrariando o fatalismo de abandono que teima em desertificar as zonas rurais. Temos que ser capazes de vencer este desafio.A Guarda:
No Distrito da Guarda já existem muitos produtores dedicados à agricultura biológica?
José Assunção:
Sim, já existem na região vários agricultores a desenvolver este modo de produção em diversas culturas. A AAPIM tem já vários associados com marcas de dimensão internacional a aplicar o Modo de Produção Biológico, nas suas explorações, porque já perceberam as tendências mundiais do mercado e querem chegar primeiro para não perderem competitividade.
A Guarda:
Qual o ponto de situação da candidatura para a instalação de um olival biológico – o maior do país – na Beira Interior?
José Assunção:
O Plano Integrado para o desenvolvimento do olival biológico promovido pela AAPIM, foi entregue em Setembro e aguarda a regulamentação do PRODER para ser aprovado. Já tive a oportunidade de fazer a apresentação do projecto ao Ministro da Agricultura [Jaime Silva] e na recente reunião de trabalho aqui na Guarda, com as Organizações do Distrito o projecto foi classificado pelo Senhor Ministro como um projecto relevante, de interesse para a região e para o País, pelo que a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro está a procurar mecanismos legais de financiamento, para a sua aprovação. Não podemos perder muito tempo, 2013 está quase aí…
A Guarda:
Que outros projectos, de grande significado, estão a ser desenvolvidos pela AAPIM?
José Assunção:
Estamos a preparar em parceria com algumas Universidades, projectos de investigação sobre as diversas culturas nas áreas da competitividade sustentável do ambiente. Estamos também a negociar com uma empresa de comercialização de nível internacional, a comercialização das prunoideas dos associados da Cova da Beira, para além doutros projectos que não é ainda oportuno revelar.A Guarda: Considera que o QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) é decisivo para desenvolver a agricultura na região?José Assunção: O QREN, através do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER), é um documento que no seu espírito geral, pretende criar condições estruturais ou incentivar os agentes a executarem políticas de desenvolvimento sustentável, nas zonas rurais do país, definindo como objectivos estratégicos principais: aumentar a competitividade dos sectores agrícolas e florestais; valorizar os espaços rurais e os recursos naturais de forma sustentada; revalorizar a economia e socialmente as zonas rurais. É um programa que para além de pretender desenvolver a competitividade da nossa agricultura, tem subjacente preocupações ambientais e paisagísticas, das zonas rurais, onde poderão ser apoiadas economias de desenvolvimento de produtos de qualidade aproveitando o potencial endógeno da nossa região. A AAPIM aceitou o desafio provocado pelo PRODER e assumiu os riscos de apresentação de planos de fileira. Esperamos que os decisores e os vários agentes económicos da região, não desperdicem esta oportunidade, que poderá ser a última.SECÇÃO: Entrevista

terça-feira, 6 de maio de 2008

Os brasileiros que venceram em Vila de Rei

A caminho, o segundo filho nascido em Portugal
Das quatro famílias brasileiras que há dois anos vieram para Vila de Rei, para, numa iniciativa da Câmara, repovoar o município, só uma ficou. São os Duarte parecem estar de pedra e cal. Letícia e Marcelo, de 36 e 32 anos, tinham dois filhos. Hoje têm mais um e "lá para final de Agosto" nascerá outro, revela o pai. O casal só decidiu que o novo irmão de Helena e Mateus, de 13 e oito anos, e Henrique, de 16 meses, se chamará Tomás ou Afonso. Quem o diz é o pai, Marcelo Duarte, no Centro de Acolhimento de São João do Peso onde, como a mulher, é funcionário. Mas sempre que "alguém precisa de trabalhos de jardinagem ou de pintura, por exemplo", Marcelo aproveita para, nos dias de folga, acrescentar o seu ordenado. E ultimamente também vão aparecendo trabalhos de informática, área em que é especializado.
Letícia não esgota a sua actividade no Centro. À quarta-feira é recepcionista numa albergaria de Vila de Rei, e exerce psicologia (a sua profissão) em part-time, em Mação. "Trabalhamos muito, mas o balanço é positivo", diz Marcelo escusando-se a revelar o rendimento do agregado, mas recordando que a família já tem dois carros e que mudou para "uma casa maior" em Fevereiro. "A ideia é termos uma casa mesmo nossa", em São João do Peso, aldeia que já não admitem deixar. Esta é a única família que, ao abrigo de um acordo entre o município Maringá e Vila de Rei (Castelo Branco), veio e se integrou plenamente neste meio. Helena e Mateus, que frequentam a escola na vila, "parece até que estão perdendo o sotaque", ironiza Marcelo, garantindo que "os filhos já nem querem ouvir falar no regresso ao Brasil". Kaminhos

Nem sei se foi má experiencia se foi um abre olhos, mas ou menos ainda ficou alguem para contar a hisória, se os politicos praticasem medidas realmente incentivadoras de promoão dos produtos locias e valorizar o pais. enfim onde é que isto vai parar....

"A Arte que o Côa Guarda” – Exposição no Museu do Sabugal

O Museu do Sabugal vai receber de 7 de Maio a 29 de Junho de 2008, a exposição “A arte que o Côa Guarda – Arte Rupestre e Arqueologia do Vale do Côa”.
A mostra integra 16 painéis gigantes que reproduzem algumas das mais importantes gravuras descobertas no Vale do Côa, duas réplicas de painéis gravados, a exibição de um filme sobre o Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e a reconstituição de um acampamento paleolítico.
Durante a exposição irá funcionar, no local do acampamento, uma oficina de arqueologia experimental, dedicada aos alunos das escolas, que será assegurada por técnicos do PAVC. Ali serão desenvolvidas algumas modalidades de interpretação do quotidiano dos homens e mulheres do paleolítico, e recriadas a produção e e utilização de armas de caça, produção de fogo, realização de gravuras em suportes de xisto.
Esta iniciativa pretende dar a conhecer melhor o que é a arte rupestre do Vale do Côa, dando a conhecer este vasto património e despertar as pessoas para a visita ao parque, . Por outro lado vão ser recriados cenas do quotidiano através das quais podemos estabelecer ligação com a nossa exposição permanente, de cariz arqueológico.
A exposição foi organizada pela Câmara Municipal da Guarda em colaboração com o Ministério da Cultura, IGESPAR e PAVC .
Pode ser visitada de terça a sexta-feira das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30 e ao fim-de-semana das 14h30 às 18h30, na sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal.

Sistemas Complementares de Troca: instrumentos para a promoção do desenvolvimento sustentável

O Graal e a Fundação Holandesa STRO
têm o prazer de convidá- lo(a) para a Palestra:

Sistemas Complementares de Troca: instrumentos para a promoção do desenvolvimento sustentável
Data: 12 de Maio
Horário: 18 horas
Local: Terraço Graal
Rua Luciano Cordeiro nº 24- 6º A
Orador: Miguel Yasuyuki Hirota
Ritsumeikan Asia Pacific University, Japão
Introdução ao Tema: Um dos desafios mais importantes das sociedades actuais é sem dúvida a construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento local que privilegiem a alocação de recursos locais na satisfação das necessidades locais, respeitando as vocações, particularidades e valores das populações e das comunidades.
Face a um sistema monetário e financeiro internacional que assumidamente não cumpre com a sua função de “motor de desenvolvimento” em algumas regiões, tem sido cada vez mais discutida a necessidade de construir mercados e economias locais mais fortes, auto-sustentados e menos dependentes dos mercados financeiros internacionais para intermediar transacções e criar fontes de emprego e riqueza.
As últimas duas décadas foram por isso palco de um ressurgimento notável de sistemas monetários não- estatais, especialmente impulsionados pelas novas tecnologias da comunicação e informação, com exemplos nos 5 continentes.
Considerados como verdadeiros “laboratórios” de inovação económica e social, os Sistemas Complementares de Troca poderão fornecer contributos importantes para a definição de políticas e iniciativas de desenvolvimento local e humano.
Caracterizam-se por uma grande diversidade de modelos organizacionais, estes são sistemas não- estatais, administrados localmente pelas comunidades aos quais estão delimitados, desenhados como verdadeiros “fatos feitos à medida” destas. Compreendê-los significa, portanto, compreender as necessidades e características das comunidades do século XXI.
Biografia do Orador: Miguel Yasusuki Hirota nasceu em Fukuoka, Japão em 1976. Tendo terminado o seu Mestrado no Departamento de Estudos Internacionais Avançados da Universidade de Tóquio, prepara actualmente o seu Doutoramento da Universidade de Ritsumeikan Asia Pacific, no Japão. Desde 1999, estuda e promove sistemas complementares de troca em todo o Mundo, tendo publicado vários artigos e livros para além de ser um orador frequentemente requisitado sobre o tema.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O novo fôlego do lince em Portugal

02.05.2008, Ana Fernandes

É o felino mais ameaçado do mundo e ninguém garante que ainda se passeie por Portugal. Daqui a uns anos talvez o possamos voltar a ver em oito áreas classificadas do país



Lá fama o bicho tem. Serão poucos os que nunca ouviram falar do lince. Os mais velhos talvez ainda se lembrem da campanha Salvem o lince e a serra da Malcata, uma das primeiras que houve na área do ambiente no país, há 30 anos. Os mais novos, mais que não seja, ouviram falar dele por causa da barragem de Odelouca. É o felino mais ameaçado do mundo e ninguém mete a mão no fogo que ainda se passeie por Portugal. Mas esta já foi a sua casa e hoje o Governo lança um plano de acção para voltar a acolhê-lo.
Foi precisamente por causa da barragem de Odelouca, no Algarve, que destrói parte do habitat natural desta espécie, que as acções de conservação do lince ganharam um novo impulso. Por causa das medidas de compensação exigidas por Bruxelas, será construído, em Silves, o Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico. Re-
ceberá bichos vindos dos centros espanhóis, que já fazem reprodução em cativeiro há vários anos.
Mas como o objectivo não são os parques zoológicos mas sim a natureza, a ideia é voltar a repovoar o território com estes esquivos felinos. Para isso, havia que montar um plano de acção, agora concluído, e que será hoje apresentado pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, na Malcata. O despacho que o concretiza conta também com a assinatura do secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas.
Isto porque muitas das acções previstas terão de ser postas em prática num esforço conjunto entre o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, a Direcção-Geral dos Recursos Florestais, a Direcção--Geral da Veterinária e as unidades científicas.
Ainda não há uma estimativa do valor total do plano, adiantou Humberto Rosa. Sabe-se que o centro de reprodução e as medidas de recuperação do habitat em Odelouca custarão entre quatro a cinco milhões de euros.
"A primeira tarefa da comissão de acompanhamento [do plano] se-
rá passar as medidas a projectos", adiantou o responsável. Só nessa altura haverá um cálculo final dos custos. Para pôr as acções em prática, haverá apoios comunitários, tanto da Agricultura como do Ambiente e do Desenvolvimento Regional, e também do sector privado.
O papel dos cidadãos
Pouco será conseguido sem o envolvimento dos particulares, já que as acções cruciais passarão pela recuperação do habitat natural do lince - o matagal mediterrânico - e o seu prato predilecto, o coelho-bravo. Co-
mo a maioria do país é privado, a adesão dos proprietários às medidas propostas é crucial.
Mas, "enquanto instrumento potencial de execução deste plano, o
arrendamento de terrenos ou a aquisição ou expropriação por parte do Estado serão considerados sempre que sejam as únicas opções viáveis para o desenvolvimento de acções de conservação de relevância primordial", adianta o plano de acção, a que o PÚBLICO teve acesso.
As medidas previstas terão como áreas prioritárias de intervenção as áreas classificadas da Malcata, Nisa--Laje da Prata, São Mamede, Moura--Barrancos, Guadiana, Monchique, Caldeirão e Barrocal algarvio.
Há 30 anos, o apelo - e os autocolantes - da Liga para a Protecção da Natureza tiveram grande sucesso. Mas, desde aí, o que na altura se jurava existir em Portugal possivelmente desapareceu. O último sinal da sua presença foi dado por excrementos encontrados em 2001 na serra da Adiça. O Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade con-
sidera-o pré-extinto no país.
Com a ajuda de Espanha, Portugal joga agora o tudo ou nada. Para que a Ibéria não perca para sempre um dos seus mais antigos habitantes.

Municípios da Serra desenvolvem estudo estratégico

De desenvolvimento da região, coordenado por Daniel Bessa
Seis municípios da Serra da Estrela estão a elaborar um estudo estratégico de desenvolvimento da região, com uma forte aposta no turismo, dirigido pelo economista Daniel Bessa, foi hoje anunciado.

Celorico da Beira, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia são os seis municípios que constituem o Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e que "por isso se uniram neste trabalho", disse à Agência Lusa José Manuel Biscaia, presidente da Câmara de Manteigas, o único concelho cujo território está totalmente dentro do Parque.
O objectivo é "transformar a realidade da Serra da Estrela em vários atractivos, sobretudo turísticos, para além de um ou outro produto específico, como a neve", acrescentou.

Segundo Biscaia, "o estudo não pretende substituir entidades já existentes como o Pólo Turístico da Serra da Estrela (ex-Região de Turismo), mas antes complementá-las".

Os autarcas e Daniel Bessa encontram-se hoje, a partir das 17:30, na Câmara da Covilhã, numa reunião à porta fechada.

Entre outros pontos, vai estar em discussão a possibilidade de candidatar projectos do estudo estratégico ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

"Avistam-se dificuldades, na medida em que o governo entende que para execução do QREN devem existir entidades que coincidam com áreas das NUT III", antecipou o autarca de Manteigas. Kaminhos

Projectos e mais projectos e estudos mas para que, não sabem fazer uma unica coisa bem, e andam sempre a pedir estudos e mais estudo.
Vamos ver no que dá este ultimo.

Internet para captar turistas para a região

Associação Comercial da Guarda apresentou candidatura ao Interreg
A Associação Comercial da Guarda (ACG) pretende atrair turistas para a região através da Internet, tendo já apresentado uma candidatura ao programa comunitário Interreg, numa parceria com duas entidades espanholas, anunciou hoje a direcção.

Segundo Paulo Manuel, presidente da direcção da ACG, o projecto, elaborado numa parceria com a Fundação do Parque Científico da Universidade de Salamanca e Associação Comercial de Ciudad Rodrigo (Espanha), consiste em criar um "mundo digital" onde estejam presentes o património, a gastronomia, a cultura e a educação das regiões de ambos os lados da fronteira.
O resultado da candidatura, no valor de 2,5 milhões de euros, será revelado dentro de dois meses e, caso seja aprovada, vigorará até 2010, referiu.

"O objectivo é fazer a promoção do turismo cultural e da natureza do distrito da Guarda e da província de Salamanca" num site na Internet, salientou, dando conta que o "mundo digital" perspectivado tem "características muito idênticas ao second life".

Paulo Manuel referiu tratar-se de "criar um mundo interactivo onde os visitantes podem ter um conhecimento mais aprofundado da cultura e da natureza" das regiões abrangidas. Kaminhos


Eles inventam cada uma, apostassem realmente na qualidade do turismo prestado, para incentivar as pessoas a gastarem e consumirem.....Enfim...

Espero que consigam levar a bom porto esta ideia....

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Lançamento de Livro "Pensar como uma Montanha"

Pensar Como Uma Montanha
Hoje as 21:00 h
A Associação do Amigos do Rio Ovelha em conjunto com o Marco de Letras, fará no próximo dia 28, Segunda-Feira, a apresentação no Auditório Municipal, da obra mais discutida mundialmente no domínio da ecologia e da natureza, em especial da ética ambiental: A Sand Country Almanac, de Aldo Leopold.
Conservando na capa o título original em inglês, a obra tem por título em português Pensar como uma montanha (expressão do próprio autor).
A obra será apresentada em conversa entre José Carlos Marques (Filósofo, Editor e Vice-Presidente da ONGA "Campo Aberto), Paulo Telhadas dos Santos (Biólogo, Presidente da FAPAS) , Miguel Dantas da Gama (Director da Revista "Tribuna da Natureza") e Raúl erqueira Lima (Astrónomo e Editor da Revista "Tribuna da Natureza").
Esta iniciativa surge no âmbito do Marco de Letras - Feira do Livro de Marco de Canaveses, que realiza de 25 de Abril até 1 de Maio.

Para mais informações, contactar 931 109 418.

I Feira de Actividades Económicas (FACEB)