terça-feira, 15 de setembro de 2009

Libertação de 6 aves recuperadas no CERVAS: 17 e 21 de Setembro de 2009 (Distritos da Guarda, Coimbra e Bragança)‏

CERVAS
Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens


O CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (Gouveia) vem por este meio convidá-los a estar presentes em mais quatro acções de devolução à Natureza de seis aves selvagens recuperadas neste centro:


17 de Setembro de 2009, 5ª feira
Libertação de uma Águia-calçada (Aquila pennata)
9h30 - Pinhanços, Seia
Ponto de encontro: Aeródromo de Pinhanços

Esta acção será organizada com a colaboração do Aeródromo de Pinhanços.

Esta ave foi recolhida por um funcionário do Aeródromo de Pinhanços no dia 17 de Agosto de 2009, por se encontrar ferida e incapaz de voar. Foi entregue ao SEPNA de Gouveia e encaminhada para o CERVAS. Aqui verificou-se que apresentava lesões compatíveis com electrocussão, incluindo uma fractura na asa esquerda. Sofreu todo o processo de recuperação que consistiu em resolução desta fractura e lesões associadas, alimentação para que adquirisse o peso adequado, contacto com aves da mesma espécie e treinos de voo e caça, encontrando-se agora apta para ser devolvida à Natureza.



Libertação de uma Águia-calçada (Aquila pennata)
10h30 - Seia
Ponto de encontro: Centro Escolar de Seia

Esta acção será organizada com a colaboração do Centro Escolar e do CISE.

Esta ave foi recolhida pelo SEPNA de Portalegre, em Nisa, no dia 31 de Julho de 2009, após ter caído do ninho. Foi entregue no Parque Natural da Serra de São Mamede e encaminhada para o CERVAS. Aqui sofreu todo o processo de recuperação que consistiu em alimentação para que crescesse e adquirisse o peso adequado, passagem pelo 1º processo de muda de penas, contacto com aves adultas da mesma espécie e treinos de voo e caça. Encontra-se agora apta para ser devolvida à Natureza e, tratando-se de uma espécie migratória, torna-se extremamente importante que seja libertada o mais rapidamente possível para que ainda possa efectuar a sua 1ª migração este ano.



Libertação de duas cegonhas-brancas (Ciconia ciconia)
11h00 - Montemor-o-Velho
Ponto de encontro: Ponte da Barca, Montemor-o-Velho
Nota: o encontro para esta acção será na Ponte da Barca pelas 11h00 mas depois será necessária a deslocação até ao local exacto da libertação (campos agrícolas junto à estrada que liga a Ponte da Barca a Verride) .

Esta acção será realizada com a colaboração da Reserva Natural do Paúl da Arzila (RNPA).

Uma das cegonhas foi encontrada debilitada numa central da EDP na Figueira da Foz, em Julho, e recolhida pelo SEPNA de Montemor-o-Velho. Foi depois entregue na RNPA e encaminhada para o CERVAS. A outra cegonha foi recolhida em Nisa, também debilitada, pelo SEPNA de Portalegre e entregue no Parque Natural da Serra de São Mamede, que a encaminhou para o nosso centro. Aqui, o processo de recuperação de ambas as aves consistiu em alimentação para que adquirissem o peso adequado, contacto com outras cegonhas e treinos de voo. Encontram-se então aptas para ser devolvidas à Natureza num local adequado para a espécie.



21 de Setembro de 2009, 2ª feira
Libertação de dois grifos (Gyps fulvus)
11h30 - Penedo Durão, Freixo de Espada à Cinta
Ponto de encontro: Miradouro do Penedo Durão

Esta acção será realizada com a colaboração da empresa Mota-Engil, "padrinhos" de uma destas aves, e do PNDI.

Um destes 2 grifos, uma ave ainda juvenil, foi encontrado debilitado no Penedo Durão, no dia 20 de Agosto, e entregue no CERVAS por um Vigilante do PNDI.
O outro, também juvenil, foi encontrado debilitado e desnutrido num campo agrícola em Taveiro (Coimbra), por um particular, no dia 31 de Agosto, e encaminhado para o CERVAS pelo SEPNA de Coimbra. Este local não é um habitat apropriado para esta espécie pelo que esta ave se terá desorientado durante as deslocações em busca de alimento que é comum fazerem após saírem do ninho.
O processo de recuperação de ambas as aves consistiu em alimentação para que adquirissem o peso adequado, contacto com outros abutres e treinos de voo. Encontram-se então aptas para ser devolvidas à Natureza num local adequado para a espécie.




Para qualquer informação e/ou confirmação de presença nestas acções, agradecemos contacto para este mail (cervas.pnse@gmail.com) ou pelo telefone 962714492.

No caso da libertação das cegonhas-brancas, no dia 17, para qualquer informação por favor contactar o Vigilante da Natureza da RNPA, Pedro Ramalheira: 910748281.



Poderá auxiliar na divulgação destas acções encaminhando este e-mail.



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Águia-calçada (Aquila pennata)

A águia-calçada (Aquila pennata) é a águia mais pequena que ocorre em Portugal. Mede entre 45 - 53 cm de comprimento e 110 – 135 cm de envergadura. Existem dois tipos de coloração nesta espécie: uma forma clara, em que os indivíduos apresentam o corpo, cauda e a maior parte das asas ventralmente brancos, exceptuando as penas primárias de cor preta, e uma forma escura em que os indivíduos apresentam coloração castanho-escura com as penas primárias pretas e a cauda clara na face ventral. Esta espécie apresenta em ambas as formas uma pequena mancha branca nas áreas frontais da inserção de cada asa no corpo. Os tarsos são completamente cobertos por penas, o que terá dado origem ao seu nome comum. Habita e nidifica em zonas florestais, preferencialmente em montados de sobreiro e pinheiro intercalados com clareiras e zonas abertas. É uma espécie monogâmica, solitária e territorial durante o período de nidificação. Ambos os progenitores cuidam das crias (1 ou 2) que são nidícolas (eclodem do ovo sem estar completamente desenvolvidas, não possuindo ainda penas). A dieta desta espécie baseia-se em aves de pequeno e médio porte, répteis e pequenos mamíferos, que caça entre as árvores e nas zonas abertas de mato. A águia-calçada é uma espécie migratória que se desloca para África em meados de Outubro para passar o Inverno, regressando ao nosso país em fins de Março.
Esta espécie foi classificada pelo ICNB em 2005 como “Quase Ameaçada” sendo as suas principais ameaças a destruição do habitat provocada pelos incêndios e o abate de pinheiros de grandes dimensões, onde esta espécie nidifica. A colisão com estruturas e o abate a tiro são também factores que ameaçam significativamente esta ave.


Cegonha-branca (Ciconia ciconia)

A cegonha-branca (Ciconia ciconia) pertence à ordem dos ciconiiformes e distribui-se por todo o nosso país. Possui um comprimento entre 90 e 105cm (com o pescoço distendido) e uma envergadura entre 180 e 218cm. Pode viver até cerca de 33 anos em estado selvagem. Esta ave tem uma plumagem de cor branca com excepção das penas primárias e secundárias, as grandes coberturas e as coberturas primárias, a alula e as escapulares que apresentam uma coloração preta. A cegonha-branca possui pernas altas de coloração vermelha e pescoço longo. Os juvenis distinguem-se dos indivíduos imaturos e adultos principalmente através da coloração do bico: nas primeiras fases de vida é mais curto e quase preto, passando progressivamente para uma coloração acastanhada ou vermelho-pálido com a ponta preta, até atingir a coloração vermelha, típica dos adultos. Apesar de ser considerada uma ave aquática, a maioria dos casais nidificantes em Portugal utiliza diversos habitats como pastagens naturais, searas, montados ou lameiros. No entanto, charcas, pequenas ribeiras, pântanos, sapais e arrozais são muito utilizados por estas aves como locais de alimentação. A cegonha-branca apresenta uma dieta bastante variada: insectos, lagostim-vermelho, anfíbios, pequenos mamíferos, répteis e até mesmo restos de alimento humano, que encontram em lixeiras e aterros sanitários
Esta espécie é monogâmica e, geralmente, utiliza o mesmo ninho, ano após ano. Os casais podem nidificar isoladamente ou em colónias. Em Portugal, são conhecidas colónias constituídas por mais de 70 casais nidificantes. Esta espécie escolhe árvores, construções humanas de diversos tipos, postes e escarpas fluviais e costeiras para edificar o ninho. A postura é efectuada em Fevereiro/Março, sendo que a incubação dura 33-34 dias. O período de permanência no ninho, após a eclosão, é de aproximadamente dois meses (58-64 dias). A incubação, tal como a protecção e a alimentação das crias, é realizada por ambos os membros do casal, podendo ser criadas 1 a 5 crias.
Esta cegonha é uma espécie caracteristicamente migradora e dispersiva sendo que a maioria das aves nidificantes em Portugal migra para a bacia do Rio Niger através do Estreito de Gibraltar.
Como curiosidade, a associação milenar da cegonha-branca ao nascimento de crianças está intimamente relacionada com os seus hábitos migratórios. O seu regresso à Europa, para aqui se reproduzir, coincidente com a estação da Primavera, que simboliza o renascimento da vida, tornou esta espécie num símbolo de fertilidade.
Em Portugal, a cegonha-branca tem o estatuto de “Pouco preocupante”, atribuído pelo ICNB no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal em 2005.
A destruição do habitat, a intensificação da agricultura e abandono de práticas tradicionais, a contaminação química das cadeias alimentares, o abate ilegal e a electrocussão são os principais factores de ameaça a esta espécie.


Grifo (Gyps fulvus)

O grifo (Gyps fulvus) é uma ave de rapina diurna de grandes dimensões, com uma envergadura que pode atingir os 2,65m, e essencialmente bicolor (penas de voo e cauda mais escuras e corpo e restantes penas das asas mais claras). Possui asas largas com “dedos” muito compridos, cauda curta e arredondada e cabeça de cor pálida e de difícil observação durante o voo. O adulto apresenta uma gola de penas esbranquiçadas em torno do pescoço e bico amarelado enquanto que o juvenil possui uma gola castanha clara e um bico cinzento.
Plana em círculos e desliza com frequência, surgindo em bandos dispersos e confinando-se aos cumes das montanhas. No nosso país, o seu habitat de nidificação corresponde exclusivamente a escarpas rochosas de grande dimensão. Faz o ninho em saliências ou pequenas cavernas nas escarpas e raramente em árvores, reutilizando o ninho em anos consecutivos. O seu habitat de alimentação corresponde a campos desarborizados onde se realiza aproveitamento pecuário extensivo. Por vezes realiza movimentos migratórios para explorar zonas de alimentação. Necessita de uma ampla extensão de correntes de ar ascendentes ou térmicas e procura frequentemente cursos de água para se banhar e beber. Na dormida, é comunal (dormem em pequenas comunidades) e nocturno em grupos desagregados, podendo formar dormitórios em árvores.
A população de grifos em Portugal encontra-se confinada aos vales do Douro superior, e seus afluentes, e do Tejo (troço internacional) e seus afluentes, havendo também alguns casais na Serra de S. Mamede e na zona de Barrancos. Esta ave apresenta hábitos necrófagos (alimenta-se dos tecidos macios – músculos e vísceras – de mamíferos de médio e grande porte). Detecta os cadáveres através da visão, muitas vezes pelo movimento de outras aves, no solo ou no ar. Para reprodução, é uma espécie colonial e ambos os progenitores alimentam as crias por regurgitação, crias estas que são nidícolas (eclodem do ovo sem estar completamente desenvolvidas, sem penas). O período de nidificação decorre entre Dezembro e Agosto.
As principais ameaças a esta espécie são: uso de iscos envenenados para captura de predadores de espécies pecuárias, redução da disponibilidade trófica devido ao cumprimento das exigências higieno-sanitárias, diminuição do aproveitamento pecuário extensivo, a modernização agrícola, a perturbação humana, a colisão e electrocussão, a degradação de habitats, a perseguição humana e a construção de parques eólicos.
Em 2005, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade atribui-lhe o estatuto de “Quase ameaçado”.


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CAMPANHA DE APADRINHAMENTOS:
O CERVAS mantém em curso uma campanha de apadrinhamento de animais selvagens em recuperação ou de um projecto desenvolvido no centro. Para apadrinhar um animal ou um projecto através de uma contribuição financeira ou da angariação e cedência de material de diversos tipos, contacte o CERVAS: cervas.pnse@gmail.com / 96 271 44 92.


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BLOG DO CERVAS: O CERVAS possui o seu espaço na Internet: cervas-aldeia.blogspot.com. Este blog possui informações sobre o centro e todas as actividades desenvolvidas, inclusive das várias libertações que ocorrerão.


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Agradecendo desde já toda a atenção

Os melhores cumprimentos,
A Equipa do CERVAS




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CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens
Apartado 126
6290-909 - Gouveia
Telm: 962714492 / E-mail: cervas.pnse@gmail.com
http://cervas-aldeia.blogspot.com

O CERVAS é uma estrutura que pertence ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) / Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA (www.aldeia.org) com o apoio da ANA – Aeroportos de Portugal e outros parceiros. O centro tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal www.antidoto-portugal.org, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.

Quercus Comunicado: Dia Internacional para a Protecção da Camada de Ozono

16 de Setembro

Dia Internacional para a Protecção da Camada de Ozono

Necessário Prevenir a Libertação de CFC’s

No Dia Internacional para a Protecção da Camada de Ozono (16 de Setembro), a QUERCUS alerta para a necessidade de reforçar a recuperação dos CFC’s (Clorofluorcarbonetos) contidos nos largos milhares de frigoríficos, arcas congeladoras e aparelhos de ar condicionado que todos os anos vão parar ao lixo. De acordo com dados das entidades gestores de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, em 2008 foram recuperadas cerca de 34 toneladas de CFC’s, um valor superior em 27% aos montantes de 2007 (24 Toneladas). Apesar desde crescimento, estes são valores que representam apenas uma percentagem pequena do total existente nos equipamentos em fim de vida pelo que algumas centenas de toneladas continuam a ser emitidas para a atmosfera.

Os CFC’s estão ainda presentes nos equipamentos mais antigos pelo que a sua NÃO remoção/tratamento faz com que sejam libertados para a atmosfera, com consequências graves na destruição da Camada de Ozono. Apesar do esforço das entidades gestores de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos e de algumas campanhas de sensibilização, Portugal continua a apresentar um mau desempenho na recuperação e tratamento dos CFC’s. Para que os CFCs sejam removidos e tratados os equipamentos velhos terão de ser encaminhados sem serem compactados ou removidas peças pelo que é essencial que os cidadãos e as autarquias tenham este cuidado.

O que é a Camada de Ozono?

O ozono (O3) que existe na atmosfera localiza-se essencialmente na estratosfera, entre 10 a 50 km acima da superfície terrestre, observando-se as maiores concentrações a altitudes aproximadamente entre 15 e 35 km, constituindo o que se convencionou chamar a "Camada de Ozono". A protecção da Camada de Ozono é fundamental para assegurar a vida na Terra, uma vez que o ozono estratosférico tem a capacidade de absorver grande parte da radiação ultravioleta B (UV-B), radiação solar que pode provocar efeitos nocivos (ou até mesmo letais) nos seres vivos, ameaçando assim a saúde humana e o ambiente (www.iambiente.pt). A libertação de substâncias responsáveis pela destruição da camada de ozono, como é o caso dos CFC’s, provocou ao longo de décadas a diminuição da espessura desta importante camada protectora.

Lisboa, 15 de Setembro de 2009

A Direcção Nacional da

Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza

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Para mais esclarecimentos contactar:

Hélder Spínola, 937788472 ou 964344202.

Acção de Formação em Manteigas - Orientação


Dias 26 e 27 de Setembro 2009
Dias 26 e 27 de Setembro, o Grupo Desportivo 4 Caminhos realizará em Manteigas uma acção de Formação de Orientação, destinada a agentes desportivos e a todos os que se queiram iniciar na modalidade.
Se tem interesse em iniciar-se nesta modalidade, o Grupo Desportivo 4 Caminhos vai ministrar uma acção de formação, homologada pela Federação Portuguesa de Orientação para o seguinte público-alvo:
- Professores licenciados em Educação Física;
- Agentes desportivos que organizam actividades de ar livre;
- Novos praticantes da modalidade;
- Amantes do contacto com a Natureza.
A acção terá uma parte teórico-prática em sala com apresentação multimédia e uma parte prática.

Organização
Câmara Municipal de Manteigas
Associação Manteigas Solidária
Grupo Desportivo 4 Caminhos

Local
Junta de Freguesia de Santa Maria - Manteigas (parte teórica)
Penhas Douradas (parte prática)

Programa
Dia 26 de Setembro 2009 (1.º Dia)
09:00 Horas
Recepção/Entrega de documentação
09:30 Horas
Apresentação
Orientação por métodos expeditos
Enquadramento
Modalidade/Actividade
Jogos didácticos
10:00 Horas
História e organização da modalidade
10:30 Horas
Intervalo
10:45 Horas
Noção de planificação
Localização e orientação do mapa através de pontos de referência
Automatização do gesto (localização e orientação permanente do mapa)
11:30 Horas
Leitura e Interpretação do Mapa
Legenda
Simbologia
12:30 Horas
Intervalo (Almoço)
14:00 Horas
Sinalética especifica de Orientação
15:00 Horas
Noção das distâncias e escalas
16:00 Horas
Introdução da Bússola
16:30 Horas
Realização de um percurso formal
18:00 Horas
Final

Dia 27 de Setembro 2009 (2.º Dia)
09:30 Horas
Realização de um percurso formal (Penhas Douradas)
11:30 Horas
Entrega de Diplomas
12:00 Horas
Encerramento

A acção inclui acompanhamento por monitores, bibliografia de apoio e mapas.

Observações
Os formandos devem ser portadores de uma bússola (no caso de a possuírem) e uma muda de roupa completa para a parte prática;
A organização assegura o almoço do 1.º dia da Acção de Formação.

Inscrições
Até ao dia 23 de Setembro 2009
Associação Manteigas Solidária (amanteigassolidaria@gmail.com)
Grupo Desportivo 4 Caminhos (ori@gd4caminhos.com)

Mais informações pelo telemóvel número 936 264 216

Data Início :
26-09-2009
Data de Fim :
27-09-2009 0:00
In CM Manteigas

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Comunicado Quercus

Propostas ambientais da Quercus – ANCN

para as eleições legislativas de 2009

as dezanove áreas principais

Na semana em que tem início oficial a campanha eleitoral para as legislativas de 2009, a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza envia a todos os partidos candidatos propostas de acção em dezanove áreas*, organizadas em: questões transversais e áreas temáticas.

Muito embora seja difícil seleccionar áreas principais, a articulação entre políticas, o respeito e fiscalização da aplicação da legislação existente e o respeito pelas regras dos processos de avaliação de impacto ambiental e de avaliação ambiental estratégica, são alguns dos temas identificados como transversais.

De facto, na legislatura que agora termina foram vários os exemplos de infra-estruturas cujos processos de avaliação foram meros pró-forma para justificar decisões já tomadas, tendo ainda sido possível observar o Governo criar excepções para determinados projectos e interesses. Para além dos efeitos perversos ao nível do ordenamento do território que muitas destas decisões de excepção podem ter, não se podem ignorar os impactos na credibilidade do sistema legislativo, ou na criação de um sentimento generalizado de injustiça e de falta de rigor.

Assim, é fundamental que o próximo Governo demonstre claramente que o caminho a seguir é outro. Um caminho onde, antes de se decidir sobre um dado projecto, plano ou infra-estrutura, se avaliam, em igualdade de circunstâncias, várias opções ou vários cenários, no sentido de permitir clareza, transparência e eficácia no processo de decisão. Eliminar os regimes de excepção é outra das medidas fundamentais.

No que concerne às áreas temáticas, temas como as alterações climáticas, a energia, os recursos hídricos ou a conservação da natureza marcam presença. As alterações climáticas, com as suas múltiplas ligações a quase todas as áreas ambientais, assumirão algum protagonismo no início desta nova legislatura, uma vez que Portugal estará envolvido nas negociações internacionais sobre o período pós Quioto. Contudo, para Portugal esta área é um desafio mais a nível interno do que externo, pois é aí que os passos mais importantes, no sentido de reduzir as nossas emissões de gases com efeito de estufa, terão que ser dados. Mas para atingirmos os nossos objectivos neste domínio são vários os sectores onde teremos que trabalhar, desde a energia e a forma como a usamos e produzimos, à mobilidade, ou à agricultura e floresta.

Ainda associado ao tema das alterações climáticas, mas mais por via das consequências que poderão resultar duma eventual falta de coragem política para agir no momento certo, os recursos hídricos, bem como o fenómeno da desertificação deverão ser olhados com particular cautela.

De referir ainda a importância da educação, sensibilização, formação e informação enquanto elementos chave a reforçar numa sociedade que apresenta grandes possibilidades de melhorar o seu desempenho e contributo em termos ambientais. O reforço de actuação a estes níveis não se deverá cingir aos cidadãos, mas alargar-se a públicos diferenciados, fugindo da tendência, algo generalizada, para considerar que ao investirmos nas crianças estamos a garantir o futuro. Esse investimento é fundamental, mas não é suficiente, sendo necessário trabalhar com públicos que estão hoje a tomar decisões que poderão condicionar fortemente o futuro em termos ambientais.

Para terminar, referir a importância de, quer em termos de medidas transversais, quer ao actuarmos ao nível de uma área específica, ser fundamental manter sempre presente a importância de procurar criar uma cultura na sociedade onde consumir e produzir sejam sinónimos de actos medidos à luz da sustentabilidade.

Lisboa, 14 de Setembro de 2009

A Direcção Nacional da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Para mais informações contactar: Susana Fonseca 937788471 ou Francisco Ferreira 937788470

* O documento completo pode ser consultado em www.quercus.pt

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

GreenFest | BCSD Portugal | Conferências‏



O BCSD Portugal e a organização do Green Fest tem o prazer de o convidar a participar nas três Conferências que terão lugar no Centro de Congressos do Estoril, das 14h00 às 18:00.



Dia 18 de Setembro



· Em parceria com a SDC, a Conferência Relatórios de Sustentabilidade: Tendências e Desafios



· Em parceria com o Grupo Luís Simões, a Conferência Gestão de Frotas Sustentável



Dia 23 de Setembro



· Em parceria com o Grupo Portucel Soporcel, a Conferência Sustentabilidade do Ciclo do Papel





A inscrição é gratuita mas limitada aos lugares disponíveis e sujeita a confirmação.



Para inscrições e informações por favor contactar:



BCSD Portugal

Cátia Dias

email: catia.dias@bcsdportugal.org

Telefone : 21-7819001



Para obter informações sobre outras conferências, consulte http://www.greenfestival.pt/2009/



Certos do V. interesse



Com os melhores cumprimentos,



____________________________________________



Karina Rodrigues

(Assistente de Projecto)



cid:image002.jpg@01C99D7E.6FB6A250


Av. de Berna, nº 11, 8º Andar, 1050-036 Lisboa

Telefone: +351 21 781 90 01 | Fax: +351 21 781 91 26
karina.jesus@bcsdportugal.org | www.bcsdportugal.org

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Homenagem a Francisco Caldeira Cabral na CM de Gouveia‏

No centenário do nascimento de Francisco Caldeira Cabral

A Câmara Municipal de Gouveia está a organizar uma exposição
e vai realizar
um Colóquio sobre o seu ilustre munícipe Francisco Caldeira
Cabral,
1º Arquitecto Paisagista português, ligado a vários projectos
na zona,
ao Parque Natural da Serra da Estrela, etc. (Mais informações
sobre
em
http://proffranciscocaldeiracabral.portaldojardim.com/ )

O tema geral é "Francisco Caldeira Cabral
- O Homem e a Obra".
O Colóquio e a inauguração da Exposição são na próxima 4ª feira,
dia 16 de Setembro. A sessão de abertura do Colóquio é às 10.00 h.,
na Biblioteca Virgílio Ferreira, seguindo-se uma Conferência
pela Profª. Teresa Andresen, e, ainda da parte da manhã,
uma sessão mais informal de testemunhos sobre o Homem e a Obra,
em que intervêm Gonçalo Ribeiro Telles, Ilídio Araújo,
Joaquim Elias Gonçalves e Luís Maria Lopes da Fonseca.

À tarde, haverá uma outra sessão, dedicada ao tema do
Ambiente e Protecção da Natureza e da colaboração
dada ao Parque da Serra da Estrela,
com intervenção dos dois primeiros dirigentes do Parque
- José Maria CC e Eduardo Osório e de João CC.
A inauguração da Exposição está marcada para as 17.00 h.,
no Cine-Teatro de Gouveia, onde ficará até 31 de Outubro.

Haverá também uma pequena brochura "Francisco Caldeira Cabral,
o Homem e a Obra".

domingo, 6 de setembro de 2009

26ª CAMINHADA PELO INTERIOR

26ª CAMINHADA PELO INTERIORA Câmara Municipal do Sabugal vai realizar a 26ª CAMINHADA PELO INTERIOR, no dia 20 de Setembro de 2009, pelas 9h00. A Concentração será no Largo da Igreja, na freguesia da Rapoula do Côa.

O programa será o seguinte:

09h00 - Concentração no Largo da Igreja da Rapoula do Côa
09h30 -
Início da Caminhada
10h30 -
Pequeno-almoço nas Termas do Cró
13h00 - Almoço no Parque de Merendas da Rapoula do Côa

CLIQUE AQUI para visualizar/descarregar o cartaz do evento.

Para mais informações:

271 751 040 ou 927 530 195

CAMINHE CONNOSCO com a Câmara Municipal

sábado, 5 de setembro de 2009

Agricultores pedem apoios do Governo após incêndios no Sabugal

Populações do concelho falam em forte abalo da economia local

04.09.2009 - 11h49 Lusa
A Associação Distrital dos Agricultores da Guarda (ADAG) defendeu hoje que o Governo "deve apoiar imediatamente as populações e os agricultores" que foram atingidos pelos fogos registados no concelho do Sabugal na última semana.

"A ADAG reclama ao Governo o rápido e participado levantamento dos prejuízos dos agricultores e restante população para que, também rapidamente, sejam atribuídos todos os apoios públicos indispensáveis à reposição de infra-estruturas e bens afectados", refere a associação em comunicado.

Segundo o presidente da ADAG, António Machado, no caso dos agricultores, "para além de ajudas financeiras a fundo perdido para garantir o relançamento da actividade nas explorações, é de imediato necessário que o Governo apoie a alimentação animal". Salienta que na base deste pedido está o facto de a produção pecuária ser "uma actividade de interesse relevante para a região e para o Sabugal em particular".

A associação de agricultores coloca-se "à disposição do Ministério da Agricultura e do Governo para colaborar neste trabalho de levantamento de prejuízos e de atribuição de apoios".

Por outro lado, aponta que "a extensão e violência" dos incêndios que atingiram aquele concelho "põem a nu a continuada falta de prevenção e de ordenamento florestal, males crónicos que sucessivos Governos pouco têm feito para corrigir".

No entender da direcção da ADAG, a falta de investimento público na floresta "com os mais de quatro anos de impossibilidade dos produtores acederem às ajudas comunitárias, aceleraram o abandono, a desertificação rural e o desânimo do sector".

Refere que o cadastro florestal, "que até era considerado como prioritário pelo Governo, e que é um instrumento fundamental na orientação e execução da política florestal", durante a actual legislatura, "nem sequer viu o concurso para a sua execução ser lançado". Deste modo, acrescenta, continua-se "sem sequer saber quem são os proprietários de uma área equivalente a vinte por cento do território nacional".

É também denunciado que as Zonas de Intervenção Florestal "ficaram-se pela sua constituição, embrenhadas em burocracia e sem trazer os benefícios práticos anunciados". "É este desleixo governamental que favorece a violência e a extensão dos incêndios florestais", conclui a associação.

O incêndio, que andou activo durante mais de três dias no concelho do Sabugal, atingiu dez freguesias rurais e destruiu "cerca de 11 mil hectares de área", segundo adiantou à Lusa o presidente da autarquia, Manuel Rito.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

1ª Conferência Ibérica das Zonas Uraníferas" - Mangualde, 5 de Setembro de 2009

A AZU vem por este meio convidar Vª Exc.ª a estar presente na "1ª Conferência Ibérica das Zonas Uraníferas", a organizar no dia 5 de Setembro, Sábado, a partir das 9.30h até às 17.30h, em Mangualde, na Biblioteca Municipal.

Este encontro pretende, por um lado, na parte da manhã apresentar elementos científicos sobre esta actividade e as suas envolvências sociais, ambientais e em termos de sustentabilidade do território e por outro, na parte da tarde dar voz aos candidatos e candidatas às eleições legislativas pelos distritos eleitorais nos quais existe ou existiu actividade de exploração mineira e saber dos projectos para recuperação e desenvolvimento produtivo destas terras, assim como saber que respostas dão os futuros eleitos aos problemas sociais que afectam estas gentes.

Dado que daremos a maior repercussão mediática a este importante evento, contamos com a sua presença.

II Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo‏

Museu,

Exposição e

Feira de Automobilia

Veículos Clássicos, Tractores e Máquinas Agrícolas, Viaturas Militares, Antiguidades, Velharias, Livros e colecções várias!

Depois do sucesso da 1ª edição, visitada por mais de 4.000 pessoas, a Megre Motorsport anuncia a realização da II Feira de Coleccionismo e do Veículo Antigo, de 19 a 20 de Setembro 2009, em Águas – Penamacor.

Este conceito de feira ao ar livre, a exemplo das que existem em diversos países da Europa, nomeadamente Inglaterra, França e Alemanha, foi introduzido em Portugal por José Megre no ano passado, naquela que foi uma das suas últimas iniciativas e concilia a visita à Exposição/Museu com uma Feira de Automobilia e Coleccionismo.

Agradecemos a divulgação deste evento.

Para mais informações contacte:

Telm: +351 912202767

E-mail: feirabb@clubeaventura.pt

Regulação nas organizações da sociedade civil‏

Regulação nas organizações da sociedade civil: estudo publicado e disponível on-line

Na sequência do Ciclo de Conferências Internacionais Organizações da Sociedade Civil: Transparência e Responsabilidade*, venho divulgar a publicação de um estudo da ECNL (European Center for Not-for-Profit-Law) para o qual tive a oportunidade de dar alguns contributos:

Iniciativas públicas e auto-reguladoras para a promoção da transparência e accountability das organizações sem fins lucrativos na União Europeia (Título original Recent Public and Self-Regulatory Initiatives Enhancing NPO Transparency and Accountability of NPOs in the European Union).

Este estudo foi publicado em Agosto e está divulgado no website da Direcção Geral da Justiça, Liberdade e Segurança. O estudo procurou identificar e ajudar a desenvolver as melhores práticas, bem como emanar recomendações para eventuais acções a nível europeu no que respeita à accountability (acção de prestar contas, transparência, responsabilidade) das organizações sem fins lucrativos. A informação apresentada no relatório pretende servir como uma referência útil para decisores políticos, entidades reguladoras e organizações sem fins lucrativos.
Download do estudo em: http://smsh.me/7k29

* Informação e material do Ciclo de Conferências em http://smsh.me/528f

Transportes e mobilidade juntam cérebros em Castelo Branco‏

In Reconquista

Empresários, investigadores e autarcas no Cine Teatro

Transportes e mobilidade juntam cérebros em Castelo Branco
A cidade recebe em Setembro o encontro promovido pela Transportes em Revista. Ferreira do Amaral e Augusto Mateus são esperados na abertura dos trabalhos.

Por: José Furtado


27 de Agosto de 2009 às 10:57h

Os temas ligados aos transportes e à mobilidade vão estar em debate ao longo de dois dias em Castelo Branco. A Transportes em Revista escolheu a cidade para o 6.º encontro que organiza, desta vez com o tema “Cidades competitivas, papel da mobilidade”. Os trabalhos decorrerão a 17 e 18 de Setembro no Cine Teatro Avenida, mas o programa inclui outras iniciativas com as quais a organização pretende envolver a população.

Para a abertura dos trabalhos foi convidado o secretário de Estado do Ordenamento, do Território e das Cidades, João Ferrão. Mas os promotores avançam com outros nomes como dos antigos ministros das Obras Públicas Ferreira do Amaral e Carmona Rodrigues, o economista Augusto Mateus, Miguel Anacoreta Correia ou Vitor Ramalho.

O programa conta ainda com uma forte presença de autarcas, tendo sido convidados os presidentes das câmaras municipais de Albufeira, Vila Real, Évora, Bragança, Viana do Castelo ou Castelo Branco, com Joaquim Morão a abrir e encerrar o encontro.

Para José Limão, director da Transportes em Revista, o convite justifica-se não só porque é às câmaras que cabe a gestão do território como a definição das políticas de mobilidade. Em alguns casos com melhorias face ao que era feito pelo Estado no passado, como aconteceu ao assumirem a gestão do transporte escolares, exemplifica.

José Limão defende que o próprio Estado devia entregar mais competências e meios aos municípios para serem eles a definir o que querem também neste sector, entre outras razões por uma questão de conhecimento da realidade.

“Os problemas que Castelo Branco tem são completamente divergentes de Montesinho, Mirandela ou Viseu”, diz.

O objectivo do encontro em Castelo Branco é abordar os temas de forma criativa “e tendo sempre a preocupação que tragam mais-valias na abordagem e de tentar encontrar laços comuns entre agentes que têm estado muitas vezes de costas voltadas”, sintetiza José Limão.

A publicação que dirige foi criada há sete anos e tornou-se “uma referência neste sector”, atraindo especialistas de renome que participam nas suas páginas mas também em acontecimentos como aquele que Castelo Branco se prepara para receber.

Boleias alternativas

O encontro não ficará confinado ao Cine Teatro Avenida. À hora do almoço de 18 de Setembro a cidade vai assistir a uma Parada de Transportes, com veículos movidos a energias alternativas mas também modos suaves, como a bicicleta.

Os veículos serão assegurados pelas empresas patrocinadoras do encontro e qualquer pessoa pode aproveitar a boleia nos dois percursos definidos. Um tem origem no Cine Teatro Avenida e passagens pela Alameda da Liberdade e Av. 1.º de Maio, terminando no Hotel Rainha D. Amélia.

O outro parte da Praça Rainha D. Leonor (Tílias) seguindo pela Rua Pedro da Fonseca (Escola Superior de Educação), Av. Nuno Álvares, Rua Cadetes de Toledo e o Cine Teatro como destino.

Encontro na terra natal

Para o director da Transportes em Revista a realização do encontro em Castelo Branco é também especial por outras razões. José Limão é natural da cidade e embora não resida há muito anos nela continua a dizer com uma certa graça “sou como o granito bem rijo e moreno”, citando o verso de Saudades da Beira, música popularizada pela Orquestra Típica Albicastrense.

Na cidade diz ter encontrado “um entusiasmo que não conhecia”, referindo-se à câmara municipal e em particular ao presidente Joaquim Morão, que apoiou o encontro desde a primeira hora.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Classificaçaõ do Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira de interesse regional

Resolução do Conselho de Ministros n.º 75/2009
Presidência do Conselho de Ministros
Classifica como obra do grupo II o aproveitamento hidroagrícola da Cova da Beira, localizado no concelho do Sabugal, do distrito da Guarda, e nos concelhos de Penamacor, Belmonte, Covilhã e Fundão, do distrito de Castelo Branco

Procura dos produtos florestais começará a aumentar em 2010, conclui estudo

A procura de produtos florestais deverá começar a aumentar no próximo ano, mas uma recuperação significativa demorará mais tempo, conclui um estudo, num momento em que o consumo de papel na Europa e nos EUA cai 16%.


Da autoria do instituto de investigação finlandês Pellervo Economic, o estudo foi elaborado em Maio e prevê a "retoma da economia mundial" e, como tal, também da procura da indústria papeleira, "ainda que de forma ligeira, com poucos impactos na produção".


"Em 2010, a situação da indústria florestal não será muito melhor. Apesar de alguma recuperação económica, o volume de madeira usada será pouco superior no próximo ano", frisa o estudo.


A indústria papeleira europeia e norte-americana registou uma marcada recessão no nível de actividade económica, com fortes reduções nos níveis de emprego, estando a ser afectada pela tendência global de queda na procura de pasta e também do papel.


Só no primeiro semestre deste ano, o consumo de papel caiu na Europa e nos EUA 16%, face a igual período do ano anterior.


O primeiro semestre de 2009 continuou a registar o impacto do processo de encerramento de capacidades produtivas, o que, segundo o estudo, acabou por beneficiar os mercados europeus no final de 2008.


Segundo dados da Portucel, no que diz respeito ao segmento de qualidade, as vendas de produtos 'Premium' mantiveram nos mercados europeus um peso superior a dois terços do volume vendido, "o que é particularmente relevante na actual conjuntura económica".




No mercado de pasta de papel registou-se uma diminuição dos níveis da procura nos mercados europeus, tendo o consumo de pasta recuado 4,5% no segundo trimestre de 2009, reflexo directo do abrandamento da actividade em todos os segmentos e mercados.


De destacar o mercado chinês que, entre os principais consumidores, tem mantido um desempenho superior ao de 2008, o que sustentou um crescimento global das entregas dos produtores de madeira exóticas em cerca de 10%.


No primeiro semestre deste ano, pelos menos cinco milhões de toneladas de produção foram retiradas do mercado, correspondentes a cerca de 10% da capacidade instalada no final de 2008, o que juntamente com o bom desempenho do mercado chinês, contribuiu "para a diminuição acentuada do nível anormalmente elevado de reservas que se verificava no final do primeiro trimestre", de acordo com dados da Portucel.
2009-08-26 10:20
Oje

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Curso de Especialização Tecnológica em HERBALISMO

Última chamada: Inscrições abertas até 31 de Agosto para o

Curso de Especialização Tecnológica em HERBALISMO

O CET é uma formação pós-secundária não superior que visa conferir qualificação profissional do nível 4.

O CET em Herbalismo tem sido desenvolvido sob uma consciente cooperação entre a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Guarda e a Escola de Herbalismo da Associação Luzku, resultando num curso de carácter único. O curso consiste em alguns módulos de carácter geral e científico realizadas na ESTG e uma série de módulos directamente relacionados com as plantas medicinais realizados na Escola de Herbalismo na Quinta Dionísio.

Início do curso: 05 de Outubro 2009

Final do Curso: 01 de Abril 2011

O curso tem um total de 1420 horas das quais:

270 são leccionadas na ESTG

730 são leccionadas na Escola De Herbalismo na Quinta Dionísio

420 correspondem a períodos de estágio, realizadas como formação em contexto de trabalho em entidades e empresas selecionadas

Em anexo encontra-se um folheto informativo sobre o curso.

Coordenação do Curso: Pedro Cardão (ESTG)

Mirjam Olsthoorn (Associação Luzku).


Um Técnico de Herbalismo é um técnico qualificado em Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM) com conhecimentos múltiplos sobre as plantas benéficas para o bem-estar, com uma equilibrada base teórica e prática para:

- cultivar as Plantas Aromáticas e Medicinais;

- transformar as Plantas Aromáticas e Medicinais em produtos ervanários;

- proceder à comercialização de plantas ou produtos transformados;

- realizar consultorias informativas e de bem-estar e acompanhamento sequente.

A última década tem demonstrado um crescimento expansivo do interesse público no cuidado de saúde natural baseado em princípios holísticos. O Herbalismo é um dos ramos mais antigos e amplamente implementados dentro das práticas de saúde natural.

Um Técnico de Herbalismo é um representante de uma profissão muito antiga, transformada num novo formato. O Técnico de Herbalismo contemporâneo é um especialista em plantas medicinais e aromáticas com conhecimentos múltiplos sobre as plantas benevolentes para a saúde. A profissão de Técnico de Herbalismo abrange um vasto leque de competências relacionadas: desde a determinação e a botânica, a produção, a colheita e a transformação, a conservação e o controlo de qualidade, a aplicação, a comercialização e a legislação.

Em toda a Europa existem numerosos cursos em assuntos relacionados com o Herbalismo, habitualmente oferecidos por centros de saúde natural e variando em objectivos, conteúdo e duração. Alcançar o grau de Técnicos de Herbalismo profissional tem sido virtualmente impossível em quase toda a CE. Como resultado as pessoas formam-se como ‘especialistas’ não qualificados. Isto reflecte a grande necessidade de Técnicos de Herbalismo formados a desempenhar a sua profissão segundo normas de qualidade regularizadas ao nível governamental; uma necessidade já há anos verificada por especialistas envolvidos na formação e na educação em Herbalismo, bem como por médicos e políticos. O desenvolvimento de um programa educacional para uma qualificação profissional de nível 4 é necessário ao nível Europeu. Em resposta a essa necessidade o CET em Herbalismo - o segundo curso oficialmente acreditado em Europa - oferecerá um curso de qualidade num formato que pode ser transferido ao nível nacional e internacional.


Para informações sobre inscrições, logísticas e Acção Social:

Prof. PEDRO CARDÃO

Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Instituto Politécnico da Guarda

Av. Dr. Fransisco Sá Carneiro, 50

6300-559 Guarda

Tel. 271-220120

subdirector.estg@ipg.pt

pcardao@ipg.pt

Para informações sobre o procedimento e o conteúdo do curso:

MIRJAM OLSTHOORN

Luzku-Fuzku - Comunidade Internacional de Terapias Naturais e Artísticas
Trinta
6300-225 Guarda
Tel. 271 230015
Mob. 96 3985049
luzkufuzku@gmail.com
www.luzkufuzku.home.sapo.pt

RuralBio – Feira de Agricultura Biológica

“As Plantas Aromáticas e Medicinais assumiram ao longo dos tempos um protagonismo invulgar na tradição Alentejana, a elas aliam-se a pluralidade das pigmentações, a profusão de odores intensos, as copiosas aplicações tão unanimemente apreciadas. Ilustram os campos e conferem-lhe uma identidade única. Quando produzidas em Modo Biológico promovem a biodiversidade e contribuem para um Alentejo mais equilibrado, competitivo e harmonioso.

Com o intuito da promoção deste recurso a Associação de Defesa do Património de Mértola, organiza em colaboração com a Câmara Municipal de Beja a RuralBio 2009 – IV Feira de Agricultura Biológica, que irá decorrer de 23 a 25 de Outubro no recinto do Parque de Feiras Exposições de Beja cujo tema será os cosméticos.

O evento contará com momentos de animação, ateliers de obtenção de óleos essenciais, velas de cheiros, papel perfumado, obtenção de tisanas e perfumes, sessões de aromaterapia, oficinas de gastronomia, actividades de Educação Ambiental, workshops e venda de produtos obtidos a partir de Plantas Aromáticas e Medicinais certificadas em Modo Biológico. “

Muito obrigada

Cristina Caro

Técnica do Gabinete de Extensão Rural e Ambiente

Associação de Defesa do Património de Mértola

Largo Vasco da Gama, s/n

7750-328 Mértola

Portugal

Tel.: +351 286 610 000

Fax: +351 286 610 001

www.adpm.pt


Festival Sons 09 - Janeiro de Cima - 4 a 6 Setembro‏

Um rio convida estendendo o ar fresco que cativa nas tardes quentes, um programa recheado e aberto a imensas caras alegres no regaço de uma serra que acolhe. Será assim a segunda edição do Sons em Janeiro de Cima, aldeia-casa no Fundão.

Primeira pedra de uma iniciativa que se estenderá nos anos e que nos levará numa viagem incrivel pelos recantos das aldeias do xisto, o Sons 09 será o momento de retomar memórias de 2008 para uns e excusa soberba para arrecadar recordações para todos. Setembro receberá melodias de sempre quando o primeiro fim de semana chegar.

Site com informação detalhada: sons09.rodobalho.com

Uma organização: Tradballs, Rodobalho, Enluarados e rede de aldeias do Xisto

sons09_620_01.

Programa

(Sujeito a alterações)


Sexta - 4 de Set


21h - Projecção de filme
22h - Contos na barca - Marco Luna
23h - Workshop de danças (Bourrées) - Alexandre Matias
24h - Concerto de VENTOS DA LÍRIA (Praia Fluvial)
1.30 - Jam session e Dj Folk (Praia Fluvial)

Sábado - 5 Set:

9h - Visita e raid fotográfico á Lavaria das Minas da Panasqueira
10h - Workshop de cozedura de pão em forno de Lenha- inscrição prévia e limitada (Forno de Xisto - Restaurante Fiado)
11h - Passeios de carroça de burro (actividade paga)
almoço

14h - Workshop de artesanato em materiais reciclados - Agub (Praia fluvial)
14h- Workshop de confecção de linho em teares tradicionais (Casa das tecedeiras)
15.30h- PIMPIDU - Workshop de expressão plástica e pinturas faciais para miúdos e graúdos (Praia Fluvial) -

17h - Corrida de barcas tradicionais na Praia Fluvial da Lavadeira - inscrição prévia
18.30h - Workshop de danças tradicionais (Viras) - Alexandre Matias
jantar

21h - Tertúlia XIS-Tema - Apresentação do Projecto Raiz d'Aldeia e debate aberto sobre actividades de cultura tradicional na Rede de Aldeias do Xisto
22h - Concerto de DEU LA DEU
23h - Contos na barca - Marco Luna
24h - Concerto de FOL&AR
1.30 - Jam session e Dj Folk

Domingo - 6 Set

9h - Visita e raid fotográfico
10h - Workshop de construção em Xisto (inicio de construção em xisto de um muro que será construído, lentamente, todos os anos, pelos participantes do Festival Sons)
11h - Passeios de carroça de burro (actividade paga)
almoço

14h - Workshop de artesanato em materiais reciclado - Agub (Praia Fluvial)
15.30 - Workshop de artesanato em Fitas de orelos (típicas da região)
17h - Workshop de danças tradicionais europeias (Quadrilhas) - Alexandre Matias
18.30 - Concerto dos CABAZ (Praia Fluvial)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Agricultura: INE divulgou ontem dados sobre a produção agrícola



A produção dos cereais , a par do sector do leite, é uma área onde as dificuldades financeiras dos produtores mais se fazem sentir
20 Agosto 2009 - 00h30

Agricultura: INE divulgou ontem dados sobre a produção agrícola

25 por cento em risco de falência

"Estamos a viver uma crise dramática, agravada pela falta de disponibilização das ajudas." O cenário é traçado por João Machado, líder da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), que acredita que nos próximos meses os abandonos da actividade agrícola vão "aumentar exponencialmente".

"Estimamos que pelo menos 25% dos agricultores vão à falência", admite ao CM o responsável, explicando que, apesar de não haver estatísticas recentes sobre o número de pessoas na agricultura, a percentagem se poderá traduzir "em dezenas de milhares de agricultores".

O presidente da CAP garante que o problema afecta a generalidade dos produtos, mas assume que o "sector do leite é o mais afectado". A explicação para as dificuldades financeiras que atravessam os produtores é simples: a produção sai mais cara e as receitas das vendas caem. "Temos uma redução dos preços pagos aos produtores da ordem dos 40 a 50% nos últimos dois anos, enquanto os custos de produção aumentaram, em alguns casos, para os 100%.

Há dois anos, o leite era vendido a 55 cêntimos o litro, quando hoje os produtores não recebem mais de 25 cêntimos, menos de metade. O mesmo acontece com o milho. Há dois anos, o preço da tonelada chegava aos 240 euros , quando hoje se situa apenas nos 145 euros. A situação é mais grave em sectores como o da cortiça, onde "já nem sequer existem propostas de compra desta matéria-prima". A CAP garante que a soma dos proveitos com as ajudas comunitárias já não é suficiente para pagar os custos de produção.

Além de uma maior rapidez na disponibilização dos apoios comunitários (ver caixa), João Machado afirma serem necessárias ajudas nacionais. "Falamos de linhas de crédito como as que já existem no Ministério da Economia, da reposição da electricidade verde que foi extinta há quatro anos e o fim da aplicação da taxa de recursos hídricos, que Espanha já não cobra", explica o líder da CAP.

AGRICULTORES PORTUGUESES DISCRIMINADOS

Para contrariar a crise, a Comissão Europeia autorizou todos os Estados-membros a antecipar as ajudas habitualmente pagas em Dezembro para o mês de Outubro, revelou ontem a CAP. Ainda assim, a confederação teme que os apoios não cheguem mais cedo aos agricultores portugueses, dada a "incapacidade de resposta dos serviços" do Ministério da Agricultura.

"Os agricultores portugueses vão ficar discriminados", atira João Machado. Isto porque, segundo o dirigente da CAP, os serviços do Ministério estão ainda a comprovar o pagamento das ajudas relativas ao ano anterior. "A União Europeia não vai estar disponível para pagar agora sem que o Ministério faça antes esse levantamento." Por esse motivo, a CAP avança que os agricultores estão agora "apreensivos" face à capacidade de cumprimento dos prazos.

CEREAIS CAEM E A VINHA REGISTA SUBIDA LIGEIRA

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram uma quebra na produção de cereais, que, no trigo mole, atingiu os 40%. Houve "quebras em todas as espécies", diz o INE, aliada a uma menor área cultivada. João Machado, da CAP, explica que, "não sendo uma cultura anual, o aumento dos custos de produção levou muitos agricultores a não semear". "Há uma quebra significativa da área semeada, da ordem dos 170 mil hectares, em relação há dois anos."

Nas uvas para vinho, o INE estima uma subida na produtividade de 5%, acompanhada de uma boa "qualidade das massas vínicas".

PORMENORES

CRESCIMENTO

Os pomares apresentam-se como uma das áreas mais produtivas. A produção de pereiras e macieiras deverá crescer 5% e a de amendoeiras 10%.

ABANDONO

João Machado, da CAP, admite que o previsível abandono da actividade agrícola pode levar à queda da produção nos pomares.

DADOS OFICIAIS

O último recenseamento geral da Agricultura fez-se em 99 pelo INE. Há uns anos estimava-se haver 400 mil agricultores no País. Diana Ramos

In Correio da Manha


Deixo aqui a opinião pessoal sobre este assunto:


Acho que já é tempo de mudança mas ninguém quer fazer essa mudança, dado que se habituaram a ter ajuda para tudo e mais alguma coisa, seca, inundações entre outras que inventam todos os anos.

Agricultura tem que ser auto sustentável nada de grandes produções, mas sim produção em escala, aqui pelo interior acabaram com as salas de ordenha comunitária, os agricultores acabaram por vender as vacas leiteiras e arranjar vacas de carne, e óbvio que o rendimento não é o mesmo, existiam famílias que viviam do dinheiro que faziam da venda do leite, neste momento tiveram que emigrar ou fazer outra coisa, por falta de rendimento, e os custos de produção neste tipo de produção eram mínimos, uma vez que pastavam durante todo o ano nos lameiros que conseguiam sustentar uma vaca ou duas consoante a dimensão do mesmo.

Este é o exemplo mais comum, dado que a polémica é em torno da produção de leite e custos de produção que dispararam.

Mas poderia referir outros exemplos , em que o abandono de pequena escala para produção em grande escala só beneficia alguns.

No antigo quadro comunitário de apoios, qualquer projecto era aprovado de pequeno investimento e compra de um tractor, para pessoas que não fazem vida da agricultura, só são agricultores ao fim de semana e mal, e os jovens empresários agrícolas que se conseguiram instalar na região, neste momento queria se candidatar a projectos de compra de tractor e não podem dizendo que já há tractores a mais, pudera não há fiscalização nenhuma.


E por aqui me fico......