terça-feira, 25 de agosto de 2009

RuralBio – Feira de Agricultura Biológica

“As Plantas Aromáticas e Medicinais assumiram ao longo dos tempos um protagonismo invulgar na tradição Alentejana, a elas aliam-se a pluralidade das pigmentações, a profusão de odores intensos, as copiosas aplicações tão unanimemente apreciadas. Ilustram os campos e conferem-lhe uma identidade única. Quando produzidas em Modo Biológico promovem a biodiversidade e contribuem para um Alentejo mais equilibrado, competitivo e harmonioso.

Com o intuito da promoção deste recurso a Associação de Defesa do Património de Mértola, organiza em colaboração com a Câmara Municipal de Beja a RuralBio 2009 – IV Feira de Agricultura Biológica, que irá decorrer de 23 a 25 de Outubro no recinto do Parque de Feiras Exposições de Beja cujo tema será os cosméticos.

O evento contará com momentos de animação, ateliers de obtenção de óleos essenciais, velas de cheiros, papel perfumado, obtenção de tisanas e perfumes, sessões de aromaterapia, oficinas de gastronomia, actividades de Educação Ambiental, workshops e venda de produtos obtidos a partir de Plantas Aromáticas e Medicinais certificadas em Modo Biológico. “

Muito obrigada

Cristina Caro

Técnica do Gabinete de Extensão Rural e Ambiente

Associação de Defesa do Património de Mértola

Largo Vasco da Gama, s/n

7750-328 Mértola

Portugal

Tel.: +351 286 610 000

Fax: +351 286 610 001

www.adpm.pt


Festival Sons 09 - Janeiro de Cima - 4 a 6 Setembro‏

Um rio convida estendendo o ar fresco que cativa nas tardes quentes, um programa recheado e aberto a imensas caras alegres no regaço de uma serra que acolhe. Será assim a segunda edição do Sons em Janeiro de Cima, aldeia-casa no Fundão.

Primeira pedra de uma iniciativa que se estenderá nos anos e que nos levará numa viagem incrivel pelos recantos das aldeias do xisto, o Sons 09 será o momento de retomar memórias de 2008 para uns e excusa soberba para arrecadar recordações para todos. Setembro receberá melodias de sempre quando o primeiro fim de semana chegar.

Site com informação detalhada: sons09.rodobalho.com

Uma organização: Tradballs, Rodobalho, Enluarados e rede de aldeias do Xisto

sons09_620_01.

Programa

(Sujeito a alterações)


Sexta - 4 de Set


21h - Projecção de filme
22h - Contos na barca - Marco Luna
23h - Workshop de danças (Bourrées) - Alexandre Matias
24h - Concerto de VENTOS DA LÍRIA (Praia Fluvial)
1.30 - Jam session e Dj Folk (Praia Fluvial)

Sábado - 5 Set:

9h - Visita e raid fotográfico á Lavaria das Minas da Panasqueira
10h - Workshop de cozedura de pão em forno de Lenha- inscrição prévia e limitada (Forno de Xisto - Restaurante Fiado)
11h - Passeios de carroça de burro (actividade paga)
almoço

14h - Workshop de artesanato em materiais reciclados - Agub (Praia fluvial)
14h- Workshop de confecção de linho em teares tradicionais (Casa das tecedeiras)
15.30h- PIMPIDU - Workshop de expressão plástica e pinturas faciais para miúdos e graúdos (Praia Fluvial) -

17h - Corrida de barcas tradicionais na Praia Fluvial da Lavadeira - inscrição prévia
18.30h - Workshop de danças tradicionais (Viras) - Alexandre Matias
jantar

21h - Tertúlia XIS-Tema - Apresentação do Projecto Raiz d'Aldeia e debate aberto sobre actividades de cultura tradicional na Rede de Aldeias do Xisto
22h - Concerto de DEU LA DEU
23h - Contos na barca - Marco Luna
24h - Concerto de FOL&AR
1.30 - Jam session e Dj Folk

Domingo - 6 Set

9h - Visita e raid fotográfico
10h - Workshop de construção em Xisto (inicio de construção em xisto de um muro que será construído, lentamente, todos os anos, pelos participantes do Festival Sons)
11h - Passeios de carroça de burro (actividade paga)
almoço

14h - Workshop de artesanato em materiais reciclado - Agub (Praia Fluvial)
15.30 - Workshop de artesanato em Fitas de orelos (típicas da região)
17h - Workshop de danças tradicionais europeias (Quadrilhas) - Alexandre Matias
18.30 - Concerto dos CABAZ (Praia Fluvial)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Agricultura: INE divulgou ontem dados sobre a produção agrícola



A produção dos cereais , a par do sector do leite, é uma área onde as dificuldades financeiras dos produtores mais se fazem sentir
20 Agosto 2009 - 00h30

Agricultura: INE divulgou ontem dados sobre a produção agrícola

25 por cento em risco de falência

"Estamos a viver uma crise dramática, agravada pela falta de disponibilização das ajudas." O cenário é traçado por João Machado, líder da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP), que acredita que nos próximos meses os abandonos da actividade agrícola vão "aumentar exponencialmente".

"Estimamos que pelo menos 25% dos agricultores vão à falência", admite ao CM o responsável, explicando que, apesar de não haver estatísticas recentes sobre o número de pessoas na agricultura, a percentagem se poderá traduzir "em dezenas de milhares de agricultores".

O presidente da CAP garante que o problema afecta a generalidade dos produtos, mas assume que o "sector do leite é o mais afectado". A explicação para as dificuldades financeiras que atravessam os produtores é simples: a produção sai mais cara e as receitas das vendas caem. "Temos uma redução dos preços pagos aos produtores da ordem dos 40 a 50% nos últimos dois anos, enquanto os custos de produção aumentaram, em alguns casos, para os 100%.

Há dois anos, o leite era vendido a 55 cêntimos o litro, quando hoje os produtores não recebem mais de 25 cêntimos, menos de metade. O mesmo acontece com o milho. Há dois anos, o preço da tonelada chegava aos 240 euros , quando hoje se situa apenas nos 145 euros. A situação é mais grave em sectores como o da cortiça, onde "já nem sequer existem propostas de compra desta matéria-prima". A CAP garante que a soma dos proveitos com as ajudas comunitárias já não é suficiente para pagar os custos de produção.

Além de uma maior rapidez na disponibilização dos apoios comunitários (ver caixa), João Machado afirma serem necessárias ajudas nacionais. "Falamos de linhas de crédito como as que já existem no Ministério da Economia, da reposição da electricidade verde que foi extinta há quatro anos e o fim da aplicação da taxa de recursos hídricos, que Espanha já não cobra", explica o líder da CAP.

AGRICULTORES PORTUGUESES DISCRIMINADOS

Para contrariar a crise, a Comissão Europeia autorizou todos os Estados-membros a antecipar as ajudas habitualmente pagas em Dezembro para o mês de Outubro, revelou ontem a CAP. Ainda assim, a confederação teme que os apoios não cheguem mais cedo aos agricultores portugueses, dada a "incapacidade de resposta dos serviços" do Ministério da Agricultura.

"Os agricultores portugueses vão ficar discriminados", atira João Machado. Isto porque, segundo o dirigente da CAP, os serviços do Ministério estão ainda a comprovar o pagamento das ajudas relativas ao ano anterior. "A União Europeia não vai estar disponível para pagar agora sem que o Ministério faça antes esse levantamento." Por esse motivo, a CAP avança que os agricultores estão agora "apreensivos" face à capacidade de cumprimento dos prazos.

CEREAIS CAEM E A VINHA REGISTA SUBIDA LIGEIRA

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram uma quebra na produção de cereais, que, no trigo mole, atingiu os 40%. Houve "quebras em todas as espécies", diz o INE, aliada a uma menor área cultivada. João Machado, da CAP, explica que, "não sendo uma cultura anual, o aumento dos custos de produção levou muitos agricultores a não semear". "Há uma quebra significativa da área semeada, da ordem dos 170 mil hectares, em relação há dois anos."

Nas uvas para vinho, o INE estima uma subida na produtividade de 5%, acompanhada de uma boa "qualidade das massas vínicas".

PORMENORES

CRESCIMENTO

Os pomares apresentam-se como uma das áreas mais produtivas. A produção de pereiras e macieiras deverá crescer 5% e a de amendoeiras 10%.

ABANDONO

João Machado, da CAP, admite que o previsível abandono da actividade agrícola pode levar à queda da produção nos pomares.

DADOS OFICIAIS

O último recenseamento geral da Agricultura fez-se em 99 pelo INE. Há uns anos estimava-se haver 400 mil agricultores no País. Diana Ramos

In Correio da Manha


Deixo aqui a opinião pessoal sobre este assunto:


Acho que já é tempo de mudança mas ninguém quer fazer essa mudança, dado que se habituaram a ter ajuda para tudo e mais alguma coisa, seca, inundações entre outras que inventam todos os anos.

Agricultura tem que ser auto sustentável nada de grandes produções, mas sim produção em escala, aqui pelo interior acabaram com as salas de ordenha comunitária, os agricultores acabaram por vender as vacas leiteiras e arranjar vacas de carne, e óbvio que o rendimento não é o mesmo, existiam famílias que viviam do dinheiro que faziam da venda do leite, neste momento tiveram que emigrar ou fazer outra coisa, por falta de rendimento, e os custos de produção neste tipo de produção eram mínimos, uma vez que pastavam durante todo o ano nos lameiros que conseguiam sustentar uma vaca ou duas consoante a dimensão do mesmo.

Este é o exemplo mais comum, dado que a polémica é em torno da produção de leite e custos de produção que dispararam.

Mas poderia referir outros exemplos , em que o abandono de pequena escala para produção em grande escala só beneficia alguns.

No antigo quadro comunitário de apoios, qualquer projecto era aprovado de pequeno investimento e compra de um tractor, para pessoas que não fazem vida da agricultura, só são agricultores ao fim de semana e mal, e os jovens empresários agrícolas que se conseguiram instalar na região, neste momento queria se candidatar a projectos de compra de tractor e não podem dizendo que já há tractores a mais, pudera não há fiscalização nenhuma.


E por aqui me fico......



4ª Reunião Ibérica de Pastagens e Forragens (SPPF-SEEP) 2010‏

A Sociedade Portuguesa de Pastagens e Forragens (SPPF) fundada em 1979, tem sede no INIA-Elvas, e conta, actualmente, com cerca de 600 associados (técnicos, agricultores, investigadores, estudantes, etc.). É uma associação pública sem fins lucrativos e tem como principal objectivo a investigação, a reflexão e a divulgação técnico - científica relativas às pastagens e forragens.

Para concretizar este objectivo global desenvolve um conjunto de actividades em que se destaca a organização anual da Reunião de Primavera da SPPF, onde se privilegia, a discussão, o debate e a divulgação de temas (apresentados em conferências e posters) e que envolve os principais elementos da comunidade científica e técnica a nível nacional e internacional que têm vindo a desenvolver trabalhos no domínio das pastagens e forragens.

A Sociedade Portuguesa de Pastagens e Forragens (SPPF) e a “Sociedad Española para el Estudio de los Pastos” (SEEP) vão organizar em 2010, em Miranda do Douro (Portugal) e Zamora (Espanha), de 3 a 6 de Maio, a 4ª Reunião Ibérica de Pastagens e Forragens (XXXI Reunião de Primavera da SPPF) subordinada ao tema “Pastagens – Fonte Natural de Energia”.

Para que este evento seja um sucesso é importante uma ampla divulgação, pelo que solicitamos a V. Ex.ª que divulgue a 4ª Reunião Ibérica de Pastagens e Forragens (XXXI Reunião de Primavera da SPPF) da forma que achar mais conveniente.

Mais informações em www.sppf.pt.

Agradecendo, desde já, a atenção dispensada, apresentamos a V. Ex.ª os nossos melhores cumprimentos.

Com os melhores cumprimentos.

Em nome da Direcção da SPPF

Teresa Carita

Secretária Técnica da SPPF

A/c INIA-Elvas

Apartado 6

735-951 Elvas, Portugal

Telf. +351 268 637 740

Fax +351 268 629 295

E-mail: teresacarita@sppf.pt

www.sppf.pt

Debate "O Papel das Comunidades e Associações Locais na Conservação da Natureza"‏

Vimos por este meio convidar V. Ex.ª a participar numa acção que
visa debater "O Papel das Comunidades e Associações Locais na
Conservação da Natureza".

A acção será realizada no Auditório da Caixa Agrícola de S.
Bartolomeu de Messines, no dia 26 de Agosto de 2009, pelas 21 horas e
conta com a presença, como orador, do Dr. Luís Palma.

Não falte e divulgue esta acção!

Obrigada

ORGANIZAÇÃO:

VIVER SERRA - Associação para a Protecção e o Desenvolvimento das
Serras do Barlavento Algarvio

CEAI - Centro de Estudos da Avifauna Ibérica

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Lançamento do Portal do Projecto Territórios Sustentáveis

SUSTENTABILIDADE E CONSUMO RESPONSÁVEL
10 JULHO 2009| 15H
Rua da Prata 70-72, LISBOA

LANÇAMENTO DE NOVO PORTAL PARA UM CONSUMO MAIS RESPONSÁVEL
www.consumosustenta

vel.org

A Cores do Globo (Associação para a Promoção de Comércio Justo), a
QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza) e o ISU
(Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária), apresentam no
próximo 10 de Julho, às 15:00, em Lisboa [Rua da Prata 70-72], o
lançamento de um novo portal - www.consumosustentavel.org - no âmbito
do projecto “Territórios Sustentáveis”, projecto co-financiado pelo
Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento.

“Territórios Sustentáveis: Consumo responsável nas organizações
privadas, públicas e 3º sector” visa trabalhar, ao longo de 2009, as
questões do consumo nas suas várias vertentes (económica, social e
ecológica) e junto de várias entidades da sociedade portuguesa. Para
tal, conta com a colaboração da Universidade Lusíada, da Câmara
Municipal de Loures e da AMI - Assistência Médica Internacional
enquanto organizações piloto que se voluntariaram para serem estudos
de caso para um consumo mais responsável.

Estas entidades servirão de protótipos para a divulgação futura de uma
estratégia transversal, concertada e global na senda de padrões de
consumo internos, mais sustentáveis e mais éticos, em todos estes
sectores da sociedade. Assim pretende-se trabalhar e disseminar as
boas práticas, no território de cada uma destas organizações, e
sectores inerentes.

Estarão presentes neste lançamento convidados de cada uma das
organizações parceiras e estudos de caso.

Este novo portal constituirá uma plataforma de informação sobre o
trabalho desenvolvido ao longo do projecto (nomeadamente o
acompanhamento dos três estudos de caso), bem como de disponibilização
de conteúdos sobre a temática do consumo responsável e divulgação de
iniciativas desenvolvidas nesse âmbito a nível nacional e
internacional. A inovação do www.consumosustentavel.org prende-se com
a oferta de variadas perspectivas, reflectidas nas distintas áreas de
actuação dos parceiros envolvidos. Para além de reflectirmos sobre os
efeitos ambientais do consumo (a vertente mais popular no debate sobre
a sustentabilidade), juntamos-lhe as preocupações económicas e sociais
que se escondem por detrás das práticas de aquisição de bens.

Para mais informações:
Inês Cardoso (Coordenadora do Projecto) / 91 840 14 03
info@consumosustentavel.org

Http://www.coresdoglobo.org/


http://www.consumosustentavel.org

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Neste Verão experimente tornar-se um ecoturista

Férias


por BRUNO ABREU

Já pensou o que vai fazer para descansar este ano? Que tal fugir da cidade e passar uma ou duas semanas só com o som dos pássaros e do vento a passar nas árvores? O ecoturismo está a desenvolver-se e a oferta no nosso país é cada vez maior. Aproveite as actividades oferecidas nos parques naturais e vá conhecer melhor o ambiente enquanto se diverte.

A única coisa que se tira da natureza são fotos e nada se deixa excepto pegadas. Esta é a principal regra que o turista ecológico deve ter em mente quando for de férias. Uma ideia que tem cada vez mais adeptos em todo o mundo, porque o turismo convencional traz vários problemas ao ambiente. "Há pessoas que vão andar de moto4 para as dunas ou escalar falésias com aves em período de nidificação", explica Nuno Sarmento, da Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Também o aumento dos empreendimentos turísticos, como no litoral, causa muita pressão sobre o ambiente, devido à poluição e aos danos no terreno.

Evite fazer fogueiras, não deite detergentes nos rios e não despeje lixo na natureza. Estes são comportamentos que deve ter presentes. E se acha que nas áreas protegidas não se vai divertir, tire essa ideia da cabeça. Em todos os parques existem ofertas de divertimento ambiental. Passeios a cavalo no Gerês, canoagem no Douro, observação de flamingos na ria Formosa são actividades que pode realizar, assim como paintball, rappel ou tiro com arco, para emoções mais fortes.

Ecoturismo consiste em passar férias em contacto com a natureza, sem danificar o ecossistema e promovendo o desenvolvimento sustentável. Nuno Sarmento defende que as pessoas devem informar-se acerca do sítio para onde vão e saber se esses locais são fiáveis. Já chegaram queixas à LPN de actividades que no final não são muito ecológicas: "Em Castro Verde (Alentejo) chegaram queixas à LPN de pessoas que foram fazer observação de aves e que os organizadores se chegaram demasiado aos pássaros, assustando-os. Ora isto não é atitude de um ecoturista", revela o ambientalista.

Planeie bem as suas férias e aproveite a Internet para ajudar. Os fóruns costumam ser bons conselheiros, pela partilha de experiências que se faz nesses espaços.

Caso viaje para fora, tenha atenção às emissões de carbono e co-mo organiza a sua viagem. "Use o meio de transporte menos nocivo para o ambiente e não compre pacotes em agências de viagens", recomenda o ambientalista. Pesquise na Internet sítios onde ficar e compre localmente para apoiar as populações. Mas atenção ao que compra, pois há sítios que vendem objectos feitos de marfim, tartaruga, couro de répteis, peles de animais, corais e conchas.

Durante as suas férias dispense o uso do automóvel e prefira uma bicicleta ou andar a pé. Assim estará muito mais exposto aos odores, sons e cenários da natureza. Usar ingredientes regionais na confecção das suas refeições dar- -lhe-á um melhor entendimento dos sabores locais, além de reduzir os custos ambientais decorrentes da importação de produtos.

Tenha atenção ao sítio onde fica alojado. Alugar uma casa é mais amigo do ambiente, já que consegue controlar os gastos em electricidade, água, comida (que nos hotéis é desperdiçada) e controla ainda o ar condicionado. DN


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Linces podem chegar mais cedo às serras e montados de Moura-Barrancos

22.06.2009
Helena Geraldes

O regresso do lince-ibérico às serras e montados de Moura-Barrancos, no Baixo Alentejo, pode estar mais próximo do que se julga. Em Espanha há registos recentes de animais que chegam bem perto da fronteira. Mas se por cá as condições ecológicas já são “bastante boas”, falta ainda aumentar um pouco mais a população de coelho-bravo, a sua principal presa, e conquistar as populações locais, considera a Liga para a Protecção da Natureza (LPN).

Há mais de 30 anos que a LPN trabalha pelo regresso a Portugal do lince-ibérico (Lynx pardinus), o felino das barbas e dos pêlos em forma de pincel na ponta das orelhas. Em Dezembro deste ano termina um projecto Life que, desde Outubro de 2006, tem procurado recuperar e conservar habitats e corredores que os ligam entre si nas serras e montados de Moura-Barrancos, dotando-os de condições de sobrevivência para a espécie.

Esta região é uma das oito áreas prioritárias de intervenção do Plano de Acção para a Conservação do Lince-ibérico em Portugal, publicado em Diário da República a 6 de Maio de 2008, juntamente com Malcata, Nisa, São Mamede, Guadiana, Caldeirão, Monchique e Barrocal.

Esta quinta-feira, a associação lançou um site dedicado ao projecto, financiado a 75 por cento pela Comissão Europeia, com actualização constante e uma versão em inglês. Até agora, a informação estava dispersa pelo portal da LPN. “Sempre foi essa a nossa intenção, mas só agora foi possível”, comentou Eduardo Santos, coordenador do projecto, ao PÚBLICO.

No âmbito deste projecto Life, a Liga construiu dezenas de abrigos para coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus), colocou comedouros e bebedouros e recuperou vegetação. “Antigamente era costume dizer-se por lá que havia tantos coelhos que parecia que os montes se mexiam. Hoje, há zonas onde a população ficou reduzida a menos de cinco por cento”, notou. “Precisamos aumentar e estabilizar” os coelhos, a principal fonte de alimento do lince, ainda que um animal adulto consuma apenas um coelho por dia. Muito depende da sua conservação. Apesar de os resultados definitivos só serem conhecidos no final do ano, Eduardo Santos constata que as estruturas colocadas para os coelhos estão a ser utilizadas.

Além disso, estão a ser intervencionadas duas linhas de água, que deverão funcionar como corredores ecológicos para o lince.

Projecto abrange 7700 hectares

Mas para implementar estas medidas é essencial conseguir a colaboração da população local. Desde 2006 foram estabelecidos oito protocolos de cooperação com entidades privadas e públicas de Moura-Barrancos – como proprietários e gestores de zonas de caça – num total de 7700 hectares. “Todas as medidas que propomos no plano de gestão [incluído no protocolo assinado com cada propriedade] não têm qualquer encargo para os proprietários. É tudo suportado pelo projecto”, explicou Eduardo Santos. E, garante, “não há imposição de limitações. Aliás, o que pretendemos é mostrar que é possível fazer uma gestão normal e, simultaneamente, concretizar as medidas de protecção do lince”.

No entanto, se estes 7700 são um “bom início”, não se pode dizer que sejam suficientes. “Gostaríamos de chamar mais pessoas para o projecto”, até porque “uma fêmea reprodutora precisa de 500 a 600 hectares”.

E se não existe antipatia pelo lince, a verdade é que ainda “há algum receio de que a conservação da espécie traga limitações àquilo que se pode fazer na gestão das propriedades”. “Precisamos conquistar as pessoas, mostrando-lhes que o regresso do lince pode ajudar a promover a região”, defende.

Em Espanha, onde ainda há lince, o trabalho é mais fácil porque esta é uma causa que “tem uma cara e as pessoas podem ver os animais. Lá existem populações para se trabalhar. Isso faz toda a diferença”. Mas em Portugal, a situação está prestes a mudar, com a chegada prevista para este ano de alguns linces para o recentemente inaugurado Centro Nacional de Reprodução do Lince, em Silves.

O lince é o felino mais ameaçado de extinção em todo o mundo e estima-se que existam apenas cerca de 150 indivíduos na natureza.Ecosfera


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Novo centro de reciclagem vai valorizar entulho de obras



Restos de tijolo do entulho de obras de um edifício podem servir para arranjar uma estrada rural na Beira Interior, graças a um novo centro de reciclagem, revelou hoje o presidente da Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB).

O Centro Integrado de Reciclagem e Valorização Ambiental (CIRVA) vai ser criado no Sabugal, para receber resíduos de construção civil, na mesma altura em que a lei vai obrigar quem constrói a valorizar os inertes produzidos.

«A partir de Julho, quando receberem projectos de construção, as câmaras são obrigadas a exigir uma volumetria dos inertes que vão ser produzidos na obra e onde vão ser entregues», explicou José Biscaia, presidente da Câmara de Manteigas e da AMCB.

«Cada câmara podia criar uma solução, assim como cada construtor é livre de optar por qualquer firma que certifique a entrega dos resíduos. Mas nós pretendemos ajudar nessa solução com o CIRVA», acrescentou.

Segundo José Biscaia, o centro é «um investimento privado das firmas Cirva A. C. E. e Tecnovia, que ascende a 500 mil euros» e que vai ser rentabilizado pelos resíduos que ali forem entregues.

Diário Digital / Lusa

quinta-feira, 11 de junho de 2009

ATN Saída de Campo 27 Junho - Ceifa Tradicional




Desde que o Homem na Europa deixou de ser nómada e se dedicou à agricultura, no período Neolítico, que a época das colheitas tem importância no ciclo de vida das populações humanas. Uma colheita abundante significava protecção dos deuses e fartura para o ano vindouro. Ainda hoje, os ciclos do cereal e a ceifa possuem importância na nossa vida. Os cereais são a base da nossa alimentação, desde o grão à farinha, do pão às massas.
A ATN semeia todos os anos pequenos campos de trigo, centeio e aveia, que são essenciais na alimentação de espécies como o Coelho-bravo, a Perdiz-vermelha e mesmo o Pombo-da-rocha. No fim da Primavera, parte deste cereal é colhido e guardado para a construção de telhados de colmo tradicionais e para a alimentação suplementar dos nossos cavalos garranos. Em Junho, quando o cereal dourado está pronto a ser colhido, convidamo-lo a participar nesta actividade tradicional da ceifa. Venha connosco e com o povo de Algodres para os campos, experimentar, com a ajuda de mãos experientes, a ceifar à moda antiga. Participe neste encontro entre tradições milenares e a conservação da natureza.

Data: 27 de Junho de 2009

Local: Reserva da Faia Brava, Algodres, Figueira de Castelo Rodrigo

Programa da actividade:

A visita começa às 9.00h, em frente da igreja da aldeia de Algodres. A actividade tem a duração aproximada de 8 horas, com várias pausas e um merecido descanso nas Hortas da Sabóia. A partir de Algodres, sairemos com a população local para um dia de trabalho à moda antiga. Juntos iremos até aos campos de cereais, onde iremos aprender sobre a sua importância na manutenção dos ecossistemas e no mosaico agro-florestal da região. A ceifa será feita em conjunto com a população local, com a ajuda da foice, e aprenderemos a construir as antigas medas (fardos tradicionais). Segue-se o almoço convívio de churrasco nas Hortas da Sabóia. Finalmente, depois de um merecido descanso, voltaremos à aldeia, em veículo todo-o-terreno, com certeza com uma nova visão sobre a história deste local e a sua importância para a conservação da natureza.

Chegada a Algodres às 17.00h.


Dificuldade: Fácil

Distância: 3 km

Custo da actividade: 5 euros para sócios. 12 Euros para não sócios. Inclui seguro de acidentes pessoais, visita guiada por técnico da ATN, material para trabalho e almoço (churrasco)
*Notas: Em caso de mau tempo a visita será adiada para data a combinar com os participantes. Para usufruir de seguro, é indispensável o envio da ficha de inscrição e comprovativo de pagamento até 2 dias antes da actividade


Inscrições e pedidos de informação: geral@atnatureza.org





Filipa Viegas
--
Eng.ª de Recursos Naturais e Natureza
Associação Transumância e Natureza
Email: f.viegas@atnatureza.org
Tel: 271313915
Tlm:
www.ATNatureza.org

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Gaia Commitment


Gaia Commitment Fórum Internacional do Condomínio da Terra, um evento em que especialistas de todo o mundo se irão debruçar sobre o relacionamento da humanidade com o planeta que habita. Como Organizar a Vizinhança Global? é o desafio que se coloca e para o qual se aponta uma possível resposta. Dias 4 e 5 de Julho de 2009, na Praça do Eixo Atlântico (estação de metro João de Deus), em Gaia, Portugal, vamos pensar a Terra como um imenso Condomínio.

Gaia Commitment e inscrições: http://gaia.earth-condominium.com

Condomínio da Terra: www.condominiodaterra.org

Gaia, Deusa da Terra | Gaia, Teoria do Planeta Vivo | Gaia, Cidade Portuguesa | Gaia, Declaração do Condomínio da Terra


Condomínio da Terra
Praça das Camélias, 58

4430-037 GAIA

logoQuercus
t: 223 749 249 f: 284 321 326

e: gaiacommitment@earth-condominium.com

i: www.condominiodaterra.org

P Vamos todos cuidar das partes comuns. Evite imprimir.

domingo, 7 de junho de 2009

A Guarda Digital vai lançar um projecto de Web TV para a Beira Interior


Actualmente, a Guarda Digital encontra-se a encetar parcerias com entidades regionais e nacionais, para avançar com um projecto de TV para toda a região da Beira Interior. Para já o projecto contempla apenas a versão Web.

O novo canal irá chamar-se “beirainterior.tv” e conta com o apoio de diversas parcerias para a produção de conteúdos. O projecto pretende «impor-se como um canal agregador de todos os conteúdos com qualidade produzidos pelos diferentes agentes da nossa região» revela o gestor, Sérgio Duarte. De salientar, que no beirainterior.tv serão aplicadas as boas práticas já preconizadas no guarda.pt. No entanto, agora num âmbito mais alargado a nível territorial.

domingo, 24 de maio de 2009

Prazo para legalização de furos e poços adiado por um ano

O prazo para registo de poços, furos e charcas foi alargado para 31 de Maio de 2010, isto é mais um ano do que o inicialmente previsto no Decreto-Lei nº 226-A/2007. Quem não regularizasse a situação até essa data incorria numa multa que varia entre 25 e 70 mil euros.

Esta decisão surge depois de o Governo reconhecer que o atraso na criação das Administrações de Região Hidrográfica – responsáveis pelo processo de legalização – impediu que a nova obrigação legal fosse amplamente divulgada. Todos os que possuem furos, independentemente da data em que os abriram, têm de os declarar. «A profunda reestruturação da gestão dos recursos hídricos em curso, nomeadamente o facto das Administrações de Região Hidrográfica apenas terem entrado em funções em Outubro de 2008, não permitiu desenvolver, em devido tempo, uma desejável campanha alargada de divulgação do prazo para cumprimento desta obrigação ou estabelecer uma rede de locais, mais próximos dos cidadãos, que permita atingir os objectivos», adiantou o gabinete do ministro.

De acordo com a nova lei, qualquer utilização dos recursos hídricos deve requerer previamente um título, sob a forma de autorização, licença ou concessão. Abertura de furos e poços para captação de água, aterros e escavações, extracção de areias, esgotos, recarga de praias, instalações de aquicultura, competições desportivas e navegação, sementeira, plantação e corte de árvores e arbustos, são algumas das utilizações sujeitas ao licenciamento que o Governo considera «fundamental para garantir uma gestão eficiente e sustentável dos recursos hídricos». O pedido de regularização não tem custos directos, mas implica a entrega de vários documentos (identificação do utilizador, tipo e caracterização da utilização, identificação do local com indicação das coordenadas geográficas). in O interior

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Destruídos dossiers sobre caso da Cova da Beira

Ministério do Ambiente não tem documentação sobre caso polémico que envolve ex-professor de José SócratesO Ministério do Ambiente destruiu em 2007 a totalidade dos processos de fundos comunitários da Intervenção Operacional Ambiente do 2.º Quadro Comunitário de Apoio, por decisão da Autoridade de Gestão do Programa Operacional do Ambiente, escreve o jornal «Público».Entre os projectos encontra-se o da construção e concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Associação de Municípios da Cova da Beira, cuja adjudicação ao grupo HLC está no centro de um processo de corrupção que tem julgamento marcado para Outubro, com três arguidos: António José Morais (antigo professor de José Sócrates na Universidade Independente), a mulher e o empresário Horácio Luiz de Carvalho, presidente do grupo HLC.No caso da Cova da Beira, o Instituto Financeiro do Desenvolvimento Regional tem em seu poder toda a documentação relativa à segunda fase do projecto, iniciada em 2001, já no quadro do QCA III, mas não tem nada sobre a primeira fase - aquela que foi investigada durante uma década pela Polícia Judiciária e levou este ano à pronúncia por corrupção e branqueamento de capitais.http://diario.iol.pt/politica/ambiente-cova-da-beira-socrates/1064536-4072.html

quinta-feira, 14 de maio de 2009

terra prometida - o douro‏

A terra prometida no Douro Superior
As vinhas do futuro estão a nascer no Douro Superior
No lado nascente da estrada que liga Vila Nova de Foz Côa aos confins do Douro Superior está a nascer a nova terra prometida do vinho português. Quem por ali passasse há apenas uma década olharia o planalto que acaba abruptamente no rio e poderia confrontar-se com uma paisagem solitária feita de arbustos rasteiros e de pequenos muros que recordavam ancestrais práticas de agricultura e da pastorícia.

http://static.publico.clix.pt/docs/local/terraprometida/

domingo, 10 de maio de 2009

Cursos de Identificação Auditiva de Aves/ Aves de Montanha‏

Curso de Identificação Auditiva de Aves / 30 e 31 de Maio de 2009

Nos dias 30 e 31 de Maio, o Município de Seia, através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), irá organizar um Curso de Identificação Auditiva de Aves. O curso, orientado por Gonçalo Elias, destina-se principalmente a observadores com alguma experiência de observação e identificação de aves e inclui várias saídas de campo para identificação auditiva de aves na serra da Estrela e áreas envolventes.

Para mais informações e inscrição consulte o sítio www.cise-seia.org.pt ou contacte o CISE através do telefone 238 310 230.

Curso de Identificação de Aves de Montanha / 27 e 28 de Junho de 2009

Nos dias 27 e 28 de Junho, o Município de Seia, através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), irá organizar um Curso de Identificação de Aves de Montanha. O curso, orientado por Gonçalo Elias, está direccionado para todos os interessados na observação e identificação de aves, com ou sem experiência, e inclui várias saídas de campo para identificação de aves na serra da Estrela e áreas envolventes.

Para mais informações e inscrição consulte o sítio www.cise-seia.org.pt ou contacte o CISE através do telefone 238 310 230.

Outras actividades

9 e 10 de Maio – Curso de Iniciação à Identificação e Observação de Aves

16 de Maio - Saída de Primavera para observação de aves
23 e 24 de Maio - Curso de Iniciação ao Estudo de Anfíbios e Répteis
13 e 14 de Junho -
Percurso pedestre com acampamento

IV Jornadas de Etnobotânica das Terras de Algodres







Para promover o consumo daquela planta selvagem em sopas, sobremesas e na confecção de queijo da Serra da Estrela.

Uma Confraria dedicada à urtiga vai ser constituída em Fornos de Algodres para promover o consumo daquela planta selvagem em sopas, sobremesas e na confecção de queijo da Serra da Estrela. A Confraria Gastronómica da Urtiga será formalizada em Maio, durante a realização das 4ºas Jornadas de Etnobotânica, organizadas pela Terras de Algodres – Associação de Promoção do Património de Fornos de Algodres. As jornadas irão decorrer entre 22 e 24 de Maio e a Confraria vai ser entronizada no dia 24, às 11 horas, no Auditório dos Paços de Município de Fornos de Algodres. A Confraria Gastronómica da Urtiga, a primeira a surgir no país, tem por objectivo «promover a urtiga enquanto mais-valia na gastronomia local e nas mais diversas utilizações», refere uma nota da autarquia. «Ao longo das várias edições das Jornadas de Etnobotânica das Terras de Algodres, temos procurado devolver à urtiga (Urtica dioica) a importância, de que a consideramos merecedora, ao nível da gastronomia local. Registos isolados e pontuais atestam o seu consumo local, num quase rude Caldo de Urtigas. Contudo, a delicadeza do seu sabor e a sua versatilidade, remetem e abrem-nos para outras experiências gustativas, às quais o seu carácter urticante dá um travo final» acrescenta a mesma fonte.

Programa
Dia 22 (Sexta-feira)
9h30 – Início das Actividades
Local: novo Centro Cultural (atrás da Câmara Municipal)

Dia 23 (Sábado)
9h00 – Encontro dos participantes em Fornos de Algodres (atrás do Tribunal)
9h30 – Saída de campo para recolha e observação de plantas (Maceira/Matança)
13h00 – Piquenique, no parque de merendas junto à Capela de Sta. Eufémia/ Matança
15h00 – PAINÉIS:
- “As Plantas: fonte de vida. Como e porquê nos alimentamos de plantas?”, por François Couplan (reconhecido especialista em Etno-botânica)
- “A aplicação de inquéritos de etnobotânica em Trás-os-Montes”, por
José Ribeiro (UTAD)
Local: auditório do novo Centro Cultural (atrás da Câmara Municipal)
21h00 – MÚSICA com “Os Lusitanos”
22h30 – TEATRO
- Monólogos, de António Homem de Melo, por Fernando Rebelo
-“Para as bichas muito alho”, de Victor Amaral, representado pelo Grupo Etnográfico da Casa do Pessoal da CMFA

Dia 24 (Domingo)
11h00 – Cerimónia de Entronização na Confraria da Urtiga, apadrinhada pela
Confraria de Gastrónomos e Enófilos de Trás-os-Montes
Local: Auditório dos Paços de Município de Fornos de Algodres
13h00 – Almoço de Entronização dos Confrades

III Encontro de Blogger´s na Serra da Estrela

As inscrições estão abertas até ao dia 4 de Junho.

Está já marcado o 3º Encontro de Blogger´s a realizar na Serra da Estrela. O evento vai ter lugar no dia 6 de Junho com o objectivo de «promover um salutar convívio entre blogger´s que diariamente vão mantendo viva a blogosfera através das suas ideias e troca de opiniões, numa sociedade que se quer cada vez mais participativa e interventiva» refere um comunicado. Este ano a organização está a cargo dos autores dos blogues http://oceanodepalavras.blogspot.com (de Luís Silva) e http://seiaportugal.blogspot.com (de Mário Jorge Branquinho). O programa inclui recepção aos participantes em frente à Câmara Municipal de Seia, visita à Feira do Livro e do Brinquedo, debate informal sobre a blogosfera, a realizar durante a visita ao Centro de Interpretação da Serra da Estrela, almoço inserido na III Mostra Gastronómica do Sabugueiro e ainda, a visita pelas ruas da aldeia mais alta de Portugal, à Torre e a algumas lagoas da Serra da Estrela. Os interessados em participar na iniciativa devem fazer a sua inscrição até ao dia 4 de Junho para o email luis.silva.75@gmail.com.

Data Início :

06-06-2009 0:00

Local Evento :

Seia

Petição "Rotulagem dos Organismos Geneticamente Modificados"


No nosso país não existe nenhuma lei que submeta os produtos alimentares a uma rotulagem obrigatória relativamente á sua origem, com isto, diariamente ingerimos produtos alimentares que possuem componentes transgénicos (modificados em laboratório) sem sequer termos conhecimento disso. Independentemente das suas consequências benéficas ou maléficas o consumidor tem direito à informação, para poder discernir entre aqueles que prefere consumir.
Esta petição tem como objectivo propor á Assembleia da República aprovar uma lei que possibilite aos consumidores diferenciar os produtos naturais dos produtos geneticamente modificados, permitindo assim possuir um poder de escolha entre aqueles que deseja consumir.

Assine aqui.

FESTA DO MUNDO RURAL ‘09

Ignorar hiperligações de navegação


Cartaz
FESTA DO MUNDO RURAL ‘09

Soito

Vai decorrer mais uma Mostra Agro-alimentar do Alto Côa, nos dias 30 e 31 de Maio de 2009, na freguesia de Soito. O evento realiza-se na Casa da Juventude, Desporto, Cultura e Lazer dessa localidade. Esta pretende ser uma forma de divulgação e promoção dos produtos alimentares do Sabugal, da sua gastronomia e Pecuária.

Clique aqui para aceder ao programa

Saída de Campo - De Olho nas Aves 23 Maio‏

Com a primavera chegam os cantos e os vôos das aves. Convidamo-lo a passar um dia diferente, aprendendo a identificar algumas espécies comuns e outras raras e emblemáticas, que nidificam na Reserva da Faia Brava. Dos aves canoras do sobreiral, às aves de rapina das arribas do Côa, venha descobrir o projecto internacional "Cliff Breeders/Aves Rupícolas", desenvolvido pela ATN, na Reserva da Faia Brava, desde 2000, em colaboração com a STN (Transhumance and Nature Foundation). Terá também a oportunidade de construir uma caixa-ninho e participar numa caça ao tesouro muito especial: um ninho de um grifo. As aves são a razão pela qual o vale do Côa é tão importante. Venha daí conhecer este santuário e participe nas acções de conservação de aves da ATN.

Data: 23 Maio

Local: Reserva da Faia Brava, Algodres (Figueira de Castelo Rodrigo)

Programa do Percurso: A visita começa às 9h00, em frente da igreja da aldeia de Algodres, e tem a duração aproximada de 8 horas, com várias pausas e um merecido descanso nas Hortas da Sabóia. A partir de Algodres, seguiremos até à entrada da Reserva da Faia Brava, ao longo de uma extensa mancha de sobreiral. Percorrendo os caminhos que atravessam o mosaico agro-florestal característico da região, terá a oportunidade de deslumbrar-se com a diversidade de espécies que poderá com alguma sorte observar. Após o almoço irá aprender como construir uma caixa-ninho para as aves. Chegada a Algodres às 17h00.

Dificuldade: Fácil.
Distância: 8 km.

Número de participantes (mín. e máx)- 6/12

Preço e o que inclui: Actividade gratuita para sócios da ATN. 9 euros para não sócios. Inclui seguro de acidentes pessoais, visita guiada por técnico da ATN, material para observação de aves (binóculos, telescópio).
*Notas: almoço de campo não incluído. Por favor, consulte a ATN em relação à possibilidade de incluir um almoço de campo. Em caso de mau tempo a visita será adiada para data a combinar com os participantes. Para usufruir de seguro, é indispensável o envio da ficha de inscrição e comprovativo de pagamento até 2 dias antes da actividade.

Inscriçõese pedidos de informação: geral@atnatureza.org

Inventário do Património Rural e Cultural na Reserva da Faia Brava 18-30 Agosto‏

Numa região profundamente marcada ao longo dos séculos pela acção humana, onde a paisagem natural se funde com a humanizada, a ATN convida-o a participar num Campo de Trabalho Internacional (CTI), realizado com o apoio do Instituto Português da Juventude (IPJ) e em parceria com a APDARC (Associação para a Promoção da Arte e Cultura do Vale do Côa e Douro Superior) e o Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC). Este campo pretende apoiar a inventariação de estruturas e construções rurais, assim como de histórias e saberes locais, na Reserva da Faia Brava, propriedade da ATN na ZPE do Vale do Côa. Os participantes deste CTI recebem formação teórica e prática em metodologias de inventário de arquitectura rural e de inquéritos e apoiam a ATN nos trabalhos de campo de inventário e reconstrução, que serão realizados em conjunto com especialistas convidados. Todo os dados e conhecimento recolhidos serão compilado num relatório final, que servirá de apoio à elaboração de actividades ecoturísticas, marcação de percursos pedestres, equestres e de bicicleta, a ser implementado na Reserva da Faia Brava.

Datas: 18 a 30 Agosto

Local: Reserva da Faia Brava, Algodres, (Figueira de Castelo Rodrigo) e Cidadelhe (Pinhel)

Programa:
Dia 18
o 13h00 Recolha dos participantes em Vila Nova de Foz Côa. Transporte até Algodres.
o 15h00 – 16h00 Recepção de participantes em Algodres e preparação do alojamento.
o 17h00 Breve apresentação sobre a ATN, APDARC e PAVC e sobre o programa do campo de trabalho.
o 18h00 – 19h30 Preparação do jantar
o 20h00 Jantar
Dia 19
o 08h00 Pequeno-almoç

o.
o 9h00 – 12h00 Módulo Teórico I: Introdução ao património rural típico do Vale do Côa (tipologias, funções, construção). Metodologias de levantamento.
o 12h30 Almoço de campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava.
o 14h30 – 17h30 Trabalho de Campo: Inicio de Inventário de património rural na freguesia de Algodres.
o 20h00 Jantar.
Dia 20
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Algodres
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo
o 20h00 Jantar e serão musical em Algodres (concertinas e danças tradicionais)
Dia 21
o 9h00 – 17h30 Trabalho de Campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Vale de Afonsinho.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo (Cachão, Reserva da Faia Brava)
o 20h00 Jantar
Dia 22
o 09h00 – 12h00 Saída de campo na Reserva da Faia Brava com um pastor local. Realização de inquérito sobre a sua actividade, as suas histórias, trabalhos, expressões de linguagem, registo de rotas antigas e de construções.
o 14h30 – 17h30 Trabalho de Campo: Continuação de Inventário de património rural na freguesia de Vale de Afonsinho
o 23h00 Passeio nocturno na Reserva da Faia Brava (fauna nocturna)
Dia 23
o 09h00 -12h00 Saída de campo no Parque Natural do Douro Internacional
o 12h30 Almoço de campo (Capela de Stº André, Almofala)
o 14h30 – 18h00 Tarde Livre em Figueira de Castelo Rodrigo
o 18h30 Regresso a Algodres
o 20h00 Jantar

Dia 24
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Inventario de património rural na freguesia de Cidadelhe
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo (Ervideiro, Reserva da Faia Brava)
o 18h00 Regresso a Algodres
o 20h00 Jantar.
Dia 25
o 09h00 – 17h30 Trabalho de campo: Continuação de Inventario de património rural na freguesia de Cidadelhe.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço
o 18h00 Regresso a Cidadelhe
o 20h00 Jantar e cozer o pão com a população de Cidadelhe
o 22h00 Regresso a Algodres
Dia 26
o 09h00 – 11h30 Módulo teórico II: Introdução a técnica de construção tradicionais.
o 12h30 Almoço de Campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava)
o 14h30 – 17h30 Trabalho de campo: Recuperação de muros tradicionais
o 20h00 Jantar.
Dia 27
o 09h00 – 17h30 Trabalho de Campo: construção de telhados de colmo e recuperação de pombal tradicional.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço de campo
o 20h00 Jantar
o 21h00 Visita nocturna às gravuras Rupestres do Vale do Côa.
Dia 28
o 09h00 – 11h30 Módulo teórico III: Levantamento e Marcação de percursos pedestres.
o 12h00 – 14h30 Pausa para almoço em Algodres
o 14h30 – 17h30 Trabalho de campo: Levantamento e marcação de percursos pedestres
o 20h00 Jantar
Dia 29
o 09h00 – 12h00 Trabalho de campo: levantamento e marcação de percursos pedestres.
o 12h30 Almoço de campo (Hortas da Sabóia, Reserva da Faia Brava)
o 14h30 – 17h00 Tarde Livre em Algodres
o 18h00 Avaliação dos trabalhos
o 20h00 Jantar e Serão musical em Algodres (concertinas e danças tradicionais)
Dia 30
o 09h00 Pequeno-almoço
o 10h00 – 11h00 Arrumação da casa
o 12h00 Transporte dos participantes até à Guarda e Pocinho.

Preço e o que inclui: Gratuito para estrangeiros e portugueses residentes no estrangeiro. 25€ para portugueses e estrangeiros residentes em Portugal, de acordo com as vagas oferecidas pelo IPJ. Alojamento em casa alugada na aldeia mais próxima, onde serão oferecidas 3 refeições diárias, preparadas pelos participantes (pequeno-almoço, almoço e jantar). A casa está equipada com cozinha, casa-de-banho e os quartos em camarata. A aldeia tem um pequeno super-mercado e café. A ATN oferece transporte até à vila mais próxima, para compras de supermercado, farmácia, etc. Inclui também um seguro de acidentes pessoais.

Mais informações em: geral@atnatureza.org ou www.atnatureza.org

Inscrições: Instituto Português da Juventude

Conservação de Aves de Rapina na Reserva da Faia Brava - 2ª Edição‏

No âmbito do projecto "Cliff-Breeders/

Aves Rupícolas", projecto internacional, que decorre desde 2000, este campo de trabalho pretende apoiar as acções práticas de conservação das populações de aves rupícolas na Reserva da Faia Brava, ZPE do Vale do Côa. Os participantes deste campo de trabalho, que já vai na sua 3ª Edição, recebem formação teórica e prática na identificação e conservação de aves de rapina e apoiam a ATN nos trabalhos de campo de monitorização de populações e de restauração ecológica, que serão realizados em conjunto com especialistas convidados.

Datas: 29 Junho a 5 julho

Programa:
Dia 29
o 16h30 Recepção de participantes (F.C.Rodrigo) e transporte até Algodres
o 18h30 Sessão de boas-vindas aos participantes e apresentação do programa de trabalhos
o 20h00 Jantar
o 21h15 Palestras 1 e 2: A ATN e o projecto Reserva da Faia Brava, Vale do Côa. Aves rupícolas do Vale do Côa – o projecto Cliff-Breeders/Aves Rupícolas (Alice Gama)

Dia 30
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Teórico-Práctico: Identificação e Monitorização de aves rupícolas;
o 20h00 Jantar
o Palestras 3 e 4: Identificação de Aves de Rapina e Conservação de aves rupícolas do P.N. Douro Internacional (Jorge Amaral e António Monteiro)

Dia 1
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Gestão de espécies-presa (coelho-bravo) – alimentação e repovoamento
o 20h00 Jantar
o Palestra 5: Parque Arqueológico do Vale do Côa (Dalila Correia).

Dia 2
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Gestão de espécies-presa (perdiz-vermelha) – alimentação; Gestão de alimentadores de aves necrófagas;
o 19h30 Jantar
o 20h30 Visita Nocturna ao Parque Arqueológico do Vale do Côa

Dia 3
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Monitorização de espécies-presa (coelho-bravo, perdiz e pombo-da-rocha);
o 19h00 Jantar
o Palestra 6: Legislação europeia e o futuro das aves necrófagas (Bruno Morais e Lara Aguiar)

Dia 4
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 19h00 Módulo Práctico: Monitorização de espécies-presa (coelho-bravo, perdiz e pombo-da-rocha) - continuação; Módulo Práctico: Recuperação e gestão de um pombal tradicional
o 20h00 Jantar
o Palestra 7: Aves de rapina – problemáticas e projectos de conservação (Carlos Pacheco)

Dia 5
o 8h30 Pequeno-almoço
o 9h00 – 12h00 Visita ao Parque Natural do Douro Internacional
o 12h30 Almoço
o 14h00 Encerramento de trabalhos e transporte de participantes

Custo e o que inclui:
90 Euros (sócios ATN) e 150 euros (não sócios). Inclui: seguro de acidentes pessoais; transporte de Vila Nova de Foz Côa a Algodres e entre módulos de formação; peq. almoços, almoços e jantares; certificado de participação, documentação e t-shirt.

Número de participantes (mín. e máx): 10-15.

Inscrições e pedidos de informação: geral@atnatureza.org

terça-feira, 5 de maio de 2009

Curso: Ecologia da Paisagem

- A Paisagem no Turismo Rural e de Natureza 16 e
17 de Maio de 2009
Bragança - Instituto Politécnico de Bragança


Inscrições e toda a informação em www.aldeia.org


PROGRAMA:

*Sábado, 16 de Maio*

9.00 - Abertura do secretariado e apresentação do curso.

9.30 - Ecologia da Paisagem: origem e as bases conceptuais (José Castro,
ESAB).

11.00 - Intervalo

11.15 - Componentes e funcionamentos da paisagem rural: exemplos da
etnobotânica local e regional (Ana Maria Carvalho, ESAB).

13.00 - Almoço

15.00 - Exercício prático sobre o carácter da paisagem de origem de cada
participante: as diferentes escalas para a sua representação, e os
principais elementos e funcionamentos envolvidos.

18.00 - Análise e discussão em conjunto da informação recolhida e
trabalhada.

*
Domingo, 17 Maio*

9.30 - A percepção da Paisagem (Ana Lavrador, Universidade Nova de Lisboa).

11.00 - Intervalo.

11.15 - A exploração estética da Paisagem (Luísa Genésio, ESAB).

13.00 - Almoço.

15.00 - Exercício prático de elaboração de um guia da paisagem em estudo por
cada participante, adaptado a diferentes fins: pedestrianismo, btt, burro,
birdwatching, janela do quarto do alojamento, etc.

17.00 - Apresentação final dos trabalhos realizados. Discussão sobre o
futuro das paisagens em estudo, o seu ordenamento, a sua conservação, e o
seu desenvolvimento.

18.00 - Encerramento do Curso



INFORMAÇÕES:

*Descarregar a ficha de inscrição
AQUI<http://www.aldeia.org/portal/user/documentos/curso_eco_paisagem_fichInsc.doc>
*


*NOTA: Cada participante deverá trazer computador portátil, bem como
fotografias que apresentem a paisagem que pretende estudar*

*PREÇO*:
*
*
Até 10 de Maio:*
Sócios da ALDEIA e da APEP: 30€
Não sócios**: 40€

*Após 10 de Maio:*
Sócios da ALDEIA: 40€
Não sócios**: 50€

* Inclui:
- Participação no curso e respectivo certificado
- CD com a documentação

** Há a possibilidade de inscrição como sócio/actualização de quota durante
o evento, usufruindo assim de redução de preço. A quota anual é de 10 € .
Não há jóia de inscrição.
* *
*INSCRIÇÕES – MODO DE PAGAMENTO:*
*Em caso de desistência não será reembolsado o valor da inscrição*
* *
- *CHEQUE*: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de
inscrição para:
ALDEIA. Apartado 29. 5230-314 Vimioso
*
- TRANSFERÊNCIA*:*
NIB: 003504710001216793071 (Caixa Geral de Depósitos de Miranda do Douro)
* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima
indicada, ou por correio electrónico para
aldeia.eventos@gmail.comjuntamente com a ficha de inscrição.


*CONTACTOS:*
*ALDEIA*
Correio electrónico: aldeia.eventos@gmail.com
Tel: 962255827
 

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Passeio Fotográfico Rotas na Natureza|2009 no Monte Barata 9 e 10 de Maio‏

O núcleo regional da Quercus de Castelo Branco organiza nos dias 9 e 10 de Maio um passeio fotográfico no Tejo Internacional mais propriamente no Monte Barata, propriedade pertencente a Quercus que muitos de vocês já conhecem.


Este passeio tem como objectivo a sensibilização dos participantes para os valores naturais do Tejo Internacional através da fotografia de Natureza e ainda dar a conhecer o Monte Barata, onde é possível ver algumas das espécies de flora e fauna emblemáticas da região.



Contará com a presença de um guia/formador com experiência em fotografia de natureza que irá ajudar os participantes nas dúvidas que forem surgindo.



Valor da Inscrição:

60€ para sócios da Quercus

80€ para não sócios, sendo que as pessoas que pretendam tornar-se sócias da Quercus no acto da inscrição beneficiarão do valor para sócio.



O preço inclui:

- alojamento,

- alimentação,

- Seguro,

- guia/formador,

- documentação,

- certificado de participação.



O transporte até Monforte da beira é da responsabilidade dos participantes, de Monforte da Beira até ao Monte Barata é da responsabilidade da Quercus.



Material necessário: saco-cama, roupa e calçado confortável.

Material fotográfico aconselhado: Maquina fotográfica (analógica ou digital), tripé, flash, cabo disparador



Inscrições e mais informações:

madalena.quercus@gmail.com

tlf: 272324272

tlm: 966 484 942



Contacto formador:

Pedro Martins - Fotógrafo Freelancer

Telemóvel: +35196 294 34 54 | E-Mail: info@pmartins.net

http://www.pmartins.net

http://www.photosensibilidade.blogspot.com

terça-feira, 28 de abril de 2009

Regresso ao Interior "Sem stresse nem carros a apitar"

Viviam em Rio de Mouro, uma das mais populosas freguesias de Sintra, num prédio com sete andares onde não falavam com ninguém. Há quatro anos mudaram-se para uma casa de granito num lugarejo mais pequeno do que uma aldeia, sem nome na rua, nem número na porta. Não é preciso. Em Apeadeiro de Maçainhas, esquecido atrás da Serra da Estrela, não há quem não conheça "o casal que veio de Lisboa".

Hoje, Carla Pais, de 35 anos, garante quase nem se lembrar de algum dia ter tido outra vida. Começa a apagar-se da memória o medo que tinha de sair à rua de noite, o espaço que faltava no apertado T2 e o stresse que lhe consumia os dias e esgotava o tempo que nunca sobrava. Dessa altura já só tem pequenos relances, como quando ouve na rádio as informações do trânsito. Sempre que dizem que "o IC19 está compacto, com longos quilómetros de filas paradas", brilham-lhe os grandes olhos verdes e sorri. Ela que agora chama "hora de ponta" a três carros parados no semáforo.

"É como se estivesse no paraíso, em total paz de espírito e sem precisar de nada. Parece que vivi aqui toda a minha vida", diz. Quem a ouve, com tamanha alegria e entusiasmo, falar da opção que tomou com o marido pode achar que tudo foram facilidades. Mas a decisão foi radical e arriscada. Carla despediu-se da empresa onde trabalhava como administrativa e esteve dois anos sem conseguir arranjar novo trabalho quando se mudou para o concelho de Belmonte, em plena Beira Interior. Carlos teve de vender ao sócio a quota que tinha numa empresa de comercialização de congelados e hoje trabalha como metalúrgico numa fábrica.

Os ordenados baixaram, mas o custo de vida também. André, o filho de 8 anos, nunca mais teve uma constipação, quando em Rio de Mouro tinha de ser internado quase todos os meses com problemas respiratórios e bronquiolites provocadas pela humidade e poluição. E arranjaram espaço, muito espaço. Quase 7 mil metros quadrados de terreno, com uma vista deslumbrante para os picos ainda brancos da serra, onde plantaram relva e flores e o miúdo se delicia a brincar com os cães que sempre quis, mas nunca antes tinha podido ter. Atrás de Carla foi a irmã, o marido e as filhas, que também optaram por fazer as malas e rumar à pacatez do Interior.

A qualidade de vida numa terra pequena onde "é mais seguro e saudável educar as crianças" e onde a vizinhança "é calorosa e tem tempo para dizer bom-dia e boa-tarde" tem levado muitos outros a tomar a mesma decisão. Os vários incentivos dados pela autarquia para fixar população fazem o resto. Certo é que Belmonte é, a par da Guarda, o único concelho de toda a Beira Interior a ganhar habitantes. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), registaram-se 143 novos belmontinos entre 2001 e o final de 2007. Um aumento de quase 1,9% conseguido graças a pessoas de outras terras que ali escolheram viver. Parece pouco, mas é uma verdadeira proeza, sobretudo tendo em conta que os concelhos vizinhos não param de ver gente partir.


Em Lisboa não se vive

A mudança permitiu a Paula poupar mais de 400 euros por mês. Hoje a guia turística garante que já não troca a “vila dos judeus” por nada
António Pedro Ferreira
"Temos crescido de há uns tempos para cá, ao contrário do que acontece com o resto dos municípios das Beiras, mesmo os grandes como o Fundão, a Covilhã ou Castelo Branco. Belmonte é uma espécie de oásis no deserto", regozija-se Amândio Melo, presidente da Câmara desde 2001.

Isenção de taxas municipais, redução do IRS em 5%, comparticipação de creches, subsídios à natalidade ou majoração do abono de família são algumas das medidas lançadas para combater a desertificação. No total, custam quase um milhão de euros ao já magro orçamento da autarquia. Mas fazem com que seja muito mais barato viver ali. E isso pode ser decisivo.

"Começamos agora a ver resultados destes incentivos. Havendo dúvidas, as pessoas acabam por optar pelo sítio onde pagam menos e onde vivem melhor", resume o autarca. Foi o que aconteceu com Ana e Manuel Francisco, um casal de enfermeiros que há pouco mais de seis meses trocou os grandes hospitais lisboetas pelo pequeno centro de saúde de Belmonte.

Em Odivelas, nos subúrbios da capital, pagavam quase ¤500 por um T2. Em Belmonte um T3 custa-lhes €160. Com o ATL do filho de 3 anos comparticipado pela autarquia, a gasolina que deixaram de gastar ou a diferença no preço de bens essenciais, a mudança permitiu-lhes um desafogo económico que nunca antes tinham conhecido.

"Em Lisboa não se vive, sobrevive-se. Lá éramos mais uma família endividada. Agora o dinheiro não só chega até ao fim do mês, como ainda sobra. Até estamos a pensar ter um segundo filho, coisa que antes era impensável", conta a enfermeira, de 38 anos.

Mas nem todos os novos habitantes vieram de tão longe. O saldo positivo do concelho nas estatísticas demográficas consegue-se também com os jovens da terra que partiram para fazer a universidade nas grandes cidades e, ao contrário do que acontecia, agora optam por regressar, já de diploma na mão. E também com moradores dos concelhos vizinhos que fizeram contas à poupança e não hesitaram em mudar-se. Para Paula Carvalho, de 39 anos, a matemática foi muito simples: trocar a Covilhã, uma das mais desenvolvidas cidades da Beira, pela pequena vila de Belmonte, conhecida por albergar uma das maiores comunidades judaicas do país, rendeu-lhe mais de 400 euros por mês.

"O bairro onde eu vivia tinha mais eleitores do que o concelho de Belmonte todo junto. Mas aqui é tudo muito mais barato e, sobretudo, vive-se melhor. Não há stresse, não há carros a apitar e as pessoas não são robôs. Ainda têm afectos e prazer de cumprimentar. Podem chamar-me provinciana ou sopeira, mas já não troco isto por nada", jura.
"in "Expresso"

Ainda dizem que o interior não dá, bem se ve que os mais espertos já estão a fugir para cá......

Promessas de Alqueva apenas aceleraram desertificação de aldeias da Estrela e da Luz

27.04.2009, Carlos Dias (jornal Público)

Populações ribeirinhas que ficaram com o lago artificial à porta de casa não vêem nem novas nem mandado do progresso prometido pela barragem e os mais novos optam pela emigração

Completados em Março sete anos após o encerramento das comportas da barragem de Alqueva, nas aldeias alentejanas ribeirinhas da Estrela e da Luz a desertificação humana avoluma o número de casas vazias e a população activa entra nas malhas da emigração, desiludida com as promessas de desenvolvimento garantidas anos a fio pelas autoridades nacionais, regionais e locais.
Em vez do anunciado progresso sob a forma de grandes projectos turísticos que prometiam levar à pequena aldeia o bem-estar na forma de emprego seguro em lugar do incerto e duro trabalho sazonal na agricultura, o mais que conseguiram foi um cais para os barcos atracarem junto ao esgoto que lança sem tratamento, na albufeira de Alqueva, os efluentes domésticos produzidos na comunidade. Quem sai das embarcações que chegam é imediatamente confrontado pelo cheiro intenso do esgoto.
"No Verão é muito pior com as moscas e os mosquitos", lamenta-se Rui Almeida, presidente da Junta de Póvoa de São Miguel. Os efluentes produzidos na aldeia da Estrela eram lançados, antes da construção da barragem do Alqueva, em quatro fossas sépticas. Com a subida das águas da albufeira ficaram submersas, e até hoje o sistema não foi reposto, responsabilidade que imputa à Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), mas esta alega que a solução "passa pelo plano de pormenor", processo que está a ser liderado pela Câmara de Moura.
O tratamento dos efluentes domésticos foi assumido pela autarquia, que se comprometeu a solucionar o problema "nos próximos dias", disse ao PÚBLICO o presidente da câmara, José Maria Pós-de-Mina, mas sem deixar de realçar que esta decisão "não corresponde ao que foi acordado" entre as duas entidades, isto é, a responsabilidade era da EDIA, que a passou à autarquia. O plano, refere o autarca, continua "em fase de elaboração", na câmara, há pelo menos oito anos. Sem este documento não se pode fazer o que quer que seja na aldeia.
Esquecidas as promessas anunciadas por autoridades locais, regionais e nacionais, a Estrela apresenta-se hoje como uma aldeia-fantasma. "Vende-se", lê-se nas frontarias das casas, a confirmar o estado de abandono a que chegou o pequeno aglomerado populacional, onde reside uma comunidade de idosos, rodeada de água por todos os lados menos por um.
Um dos moradores, de 82 anos, insurge-se contra a EDIA, "que prometeu muita coisa". "E agora arrimou-
-nos à parede." Recorda que na escola da aldeia chegaram a estar "mais de 40 moços". Os poucos que restavam "já partiram", queixa-se.
Outra das dores colectivas está expressa na igreja da aldeia que a EDIA se comprometeu a recuperar. Josefa Estevão, representante da comissão fabriqueira, insurge-se contra o estado "deplorável" das coisas. Depois de terem recuperado o exterior e o telhado, "deixaram o interior sujo e com obras por acabar", obrigando os paroquianos a celebrar o culto num pequeno edifício. A talha que adorna o altar está a apodrecer e as figuras estão guardadas à espera de melhores dias. "Está assim desde 2005", observa Josefa Estevão.
Rui Almeida foca ainda outra situação insólita. A subida das águas de Alqueva obrigou à desactivação do cemitério da aldeia da Estrela e à construção de um novo. Seguindo a tradição, os corpos não descem à terra, são depositados em ocos (caixas construídas em cimento). Como a região está sujeita a grandes amplitudes térmicas, "as paredes dos ocos abrem fendas", libertando, por vezes, gases da decomposição aeróbica dos corpos. A EDIA, que construiu o cemitério, diz que o facto "nunca foi reportado" pela junta de freguesia, "desconhecendo-se em absoluto a sua existência".
a Construir uma nova Aldeia da Luz para alojar os cerca de 400 habitantes que foram deslocados, em 2003, do aglomerado submerso pelas águas de Alqueva obrigou a um investimento de 50 milhões de euros.
Tida como aldeia-modelo com equipamentos colectivos de que muitas cidades de Portugal não dispunham, com o decorrer dos anos o novo aglomerado não conseguiu atrair novos moradores, nem ter um aumento demográfico. Francisco Oliveira, autarca local, diz que, pelas suas contas, quase 50 moradores já deixaram a terra, "fora os que já morreram", acrescenta.
O decréscimo populacional acabou por se reflectir na escola da aldeia, considerada no acto da sua inauguração, pelo então primeiro-ministro Durão Barroso, como das mais modernas. A população escolar nessa altura rondava os 30 alunos. Hoje restam sete alunos e mais cinco no jardim-de-infância. Perante este cenário, a comunidade anda sobressaltada com a possibilidade do seu encerramento, desfecho que o autarca se recusa a admitir: "Se isso acontecer, a aldeia morre."
Perante a desertificação, o autarca interroga-se sobre o esforço dos portugueses para suportar a construção da aldeia que corre riscos de entrar em colapso, se o desenvolvimento não chegar à Luz, ou pelos projectos turísticos, ou pela componente agrícola.
C.D.