domingo, 24 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

Desertificação e despovoamento- Um olhar sobre a Beira Interior‏

Seminário
Desertificação e despovoamento - Um olhar sobre a Beira Interior
Auditório da Escola Superior Agrária de Castelo Branco
6 de Maio de 2011

PROGRAMA
9h00
Recepção dos Participantes
9h30
Sessão de Abertura
10h00
PAINEL I – A Desertificação e o Despovoamento da Beira Interior

Desertificação Vs Despovoamento
Maria José Roxo (FCUN)

Implementação do Plano de Combate à Desertificação na Região Centro
António Realinho (ADRACES)
10h45
PAINEL II – Desenvolver rumo à Sustentabilidade do Território

Os Fenómenos da Erosão e o Despovoamento no Interior
Fragoso de Almeida (Escola Superior Agrária de Castelo Branco)

Desenvolvimento Local: uma ferramenta para a Sustentabilidade Territorial
Camilo Mortágua (Associação para as Universidades Rurais Europeias)**
11h15
Coffee Break
11h30
PAINEL III – Aprender a Empreender e Inovar em Meio Rural

Empreendedorismo como forma de Combate ao Despovoamento
Domingos Santos (Escola Superior de Educação de Castelo Branco)

Inovação em produtos tradicionais, uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável
Nuno Caseiro (Escola Superior Agrária de Castelo Branco)

Boas Práticas para a reversão dos fenómenos de Desertificação na Beira Interior
José Bernandino (Autoridade Florestal Nacional)**
12h30
DISCUSSÃO
13h30
Almoço
15h00
Saída de Campo – Visita ao Monte Barata

Nota: A inscrição é gratuita, mas carece de inscrição através do link https://spreadsheets.google.com/viewform?hl=pt_PT&formkey=dGZQaTdGdm15UXJlM2tMWEZSWThSLWc6MQ#gid=0
CONTACTOS PARA INFORMAÇÕES: Quercus | Madalena Martins | Tel: 966484942
E-mail: madalena.quercus@gmail.com colocar no assunto: Seminário Desertificação.
** Presenças a confirmar

Workshop de Iniciação à Botânica na Faia Brava


Hora
Sábado, 28 de Maio às 10:00 - 29/5 às 17:30

Local
Área Protegida Privada da Faia Brava, Figueira de Castelo Rodrigo

Criado por

Mais informação
Com a Sociedade Portuguesa de Botânica

Esta actividade realiza-se ao longo de 2 dias e pretende dar a conhecer a diversidade de espécies e habitats da Reserva e simultâneamente os conhecimentos básicos para identificar plantas à lupa e no campo. No primeiro dia, durante a manhã, será feito um percurso pedestre para observar e identificar a diversidade florística da Reserva, e o restante período será passado à lupa, a observar estruturas de flores e outros pequenos pormenores morfológicos essenciais para distinguir as espécies e as principais famílias botânicas.
Ponto de Encontro: 10h – Figueira de Castelo Rodrigo, junto à Casa da Cultura.
O que trazer? Botas de montanha ou calçado desportivo, roupa confortável, chapéu, protector solar, almoço-volante (de Sábado) e água, máquina fotográfica.
Preço: 35€/pax. Inclui seguro de acidentes pessoais. 8 a 15 participantes.

Inscrições através do geral@atnatureza.org

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Semana Europeia da Energia Sustentável



A União Europeia (UE) promove, entre 11 e 15 de Abril de 2011, a Semana Europeia da Energia Sustentável. Consciente da importância e actualidade desta temática, o Município de Celorico da Beira aderiu à iniciativa, promovendo um ciclo de Conferências, Debates e Exposições, nos dias 11, 12 e 13 de Abril, com a presença de entidades, técnicos e especialistas na matéria.
Programa Genérico:
11 de Abril: “A Energia no mundo HOJE!”
12 de Abril - “Energia. Eficiência Energética em Iluminação”
13 de Abril - “Energias Renováveis. Sistemas AVAC.”
 
Descarregue aqui o cartaz alusivo ao evento
Descarregue o programa oficial (pdf)

I Encontro de Associações do Concelho de Mêda

I Encontro de Associações do Concelho Mêda 
I Encontro de Associações do Concelho de Mêda 

16 e 17 de Abril | Nave de Exposições do Mercado Municipal
O Município de Mêda em parceria com a Associação de Pesca Desportiva e Competição do Concelho de Mêda e o Motoclube de Mêda irá promover, nos dias 16 e 17 de Abril de 2011, na Nave de Exposições (Mercado Municipal), o I Encontro de Associações do Concelho de Mêda.

Esta iniciativa tem como objectivo incentivar o convívio entre as Associações e a população do concelho, bem como a exposição, divulgação e demonstração das actividades desenvolvidas por estas entidades.

Programa
Dia 16 de Abril
7H00 – Início do Concurso de Pesca à Truta – Barragem de Ranhados [ + Detalhes ]
14H00 – Abertura oficial do I Encontro de Associações do Concelho de Mêda – Nave de Exposições do Mercado Municipal
14H15 – Exposição de veículos TUNING – Cais de descarga do Mercado Municipal
14H30 – Início do II Passeio de Clássicos “Pelo concelho de Mêda” – Recinto do Mercado Municipal [ + Detalhes ]
15H00 – Seminário: Associativismo como Promotor de Dinamização Territorial - Nave de Exposições do Mercado Municipal
              1º Painel - “Organização e Gestão de Eventos” (Inatel)
              2º Painel - "Novos Objectivos, Métodos e Instrumentos...Um futuro para as ADL’s" (ADL Terras da Beira)
17H00 - Jogo de Futebol - Casa do Benfica de Mêda vs Núcleo Sportinguista de Mêda – Estádio Dr. Augusto César de Carvalho            
20H00 – Torneio de Sueca – Edifício do Mercado Municipal
22H00 – Animação Musical - Nave de Exposições do Mercado Municipal

Dia 17 de Abril
9H00Passeio de Motas Clássicas e de 50cc “Pelo Concelho de Mêda” – Concentração no recinto do Mercado Municipal [ + Detalhes ]
14H00 – Abertura do recinto do I Encontro de Associações do Concelho de Mêda - Nave de exposições do Mercado Municipal
- Simulacro de Explosão em Habitação – Quartel dos Bombeiros Voluntários de Mêda
- 1º Passeio Equestre do Concelho de Mêda
15H00 – Espectáculo de Freestyle com a participação de Paulo Martinho – Parque de estacionamento em frente à Escola E.B. 2,3 S/ de Mêda [ + Detalhes ]
18H00 - Actuação de Grupos Etnográficos - Nave de exposições do Mercado Municipal
22H00 – Animação Musical - Nave de exposições do Mercado Municipal

XIII Encontro Canoagem Zezere


Vender online e entregar em mãos para aproximar a agricultura ao consumidor


Pedro Crisóstomo

A Prove, rede de produtores agrícolas locais, já tem centenas de portugueses a consumir frutas e legumes todas as semanas, permitindo o contacto com o ambiente de produção
Ao final da tarde, as oito caixas que Ana Cordeiro enche com os legumes e frutas que colheu de manhã já terão entrado na bagageira dos carros de alguns dos 50 clientes que às sextas ou sábados a encontram no Espaço Fortuna Artes e Ofícios, em Palmela.

Ana é apenas uma das seis dezenas de pequenos produtores agrícolas que hoje estão associados ao projecto Prove (Promover e Vender). Uma rede de venda online de produtos hortícolas que os consumidores vão buscar aos próprios produtores a quem fazem a encomenda. O projecto movimenta hoje 6,5 toneladas de produtos hortícolas por semana, 900 consumidores de norte a sul e tem uma média de 8200 euros de vendas semanais.

A metodologia começou a ser testada em 2004 pela Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal (Adrepes). Dois anos mais tarde, recebia o primeiro financiamento europeu e, alargado o modelo, desde há um ano, a outras associações de desenvolvimento local, foi reconhecida pela Rede Europeia de Desenvolvimento Rural como "projecto do mês" de Fevereiro.

Começou em Palmela e em Sesimbra, e da Península de Setúbal estendeu-se ao Vale do Sousa e a Montemor-o-Novo. Depois, juntaram -se produtores associados em Mafra, em Ponte de Lima, no Vale do Minho, no Baixo Tâmega, no Entre Douro e Vouga, no Ribatejo, no Algarve e na Área Metropolitana do Porto, conta José Diogo, técnico da Adrepes, enquanto vai a caminho da exploração agrícola de Vitória Almeida, de 71 anos, que, com Ana Cordeiro, de 34, forma o núcleo de produtores de Palmela.

Procurar a autonomia

Ana e Vitória entraram para o projecto apenas em Outubro. Trabalham em conjunto de forma quase autónoma, já sem precisarem que a associação monitorize o processo. Os consumidores fazem as encomendas através da Internet - é Ana quem trata desta parte. A partir daí, passam automaticamente a ser clientes da rede (podendo optar por encomendas de cabazes todas as semanas ou quinzenalmente) e a responsabilidade das duas é preparar caixas com produtos frescos e, de preferência, diferentes de sete em sete dias.

Para Vitória Almeida, esta sexta-feira começou às seis da manhã. Três horas mais tarde, na parte de trás da carrinha onde transporta os produtos já se vêem empilhadas dezenas de caixas de madeira com maçãs, batatas, alfaces e couves. Ali perto, rodeada de 17 hectares de vinha, e por entre árvores de fruto, estendem-se culturas de espinafre, tomate, alface, nabiça, couve e feijão-verde que darão para futuros cabazes. Com a entrada no Prove, conta Vitória Almeida, teve de aumentar a produção de hortícolas. Só na estufa que montou para alfaces, tem 300 pés, ainda rasteiros, que "dentro de um mês e pouco estão prontos para colher."

O programa não é apenas uma ajuda no bolso dos produtores agrícolas - o rendimento mensal médio do que ganham ronda 560 euros, que resultam directamente do que vendem. Podem também receber formação dada pelas associações locais: como abordar os consumidores, "a grande lacuna" detectada por José Diogo quando disseminou o Prove, e como ordenar a exploração.

Aquilo de que beneficiam pelo contacto com os consumidores é também um motor de desenvolvimento do projecto. "Há alguns que sugerem o que plantar", explica Vitória Almeida, que toda a vida viveu da terra. O conceito é aproximar os clientes do produtor. E o perfil está bem definido: famílias urbanas, de agregados entre três e quatro pessoas, sobretudo quadros médios e superiores, sublinha José Diogo.

Antes de tudo, o objectivo do programa é tornar viável o negócio a agricultores com menos capacidade de entrada nos grandes mercados de revenda. Ajudar, no fundo, aqueles que produzem e não vendem e colocá-los numa situação "em que são donos de um negócio que começa na produção e acaba no contacto directo com o consumidor", salienta.

Foi o caso de Ana Cordeiro, engenheira agrónoma que há dois anos ficara desempregada no Alentejo e que hoje não pensa sair de Palmela, terra onde nasceu. Os produtores "têm um apoio inicial por parte dos técnicos, mas o que se pretende é que, ao final de um tempo, eles sejam completamente autónomos", acrescenta José Diogo. Já passaram essa fase, Vitória e Ana. As duas sozinhas decidem que produtos incluir, acordam que quantidades cada uma traz para o cabaz, montam-no em conjunto e o valor das receitas é dividido entre elas.

Ao final da manhã desta sexta-feira, dia de entrega de cabazes, Ana Cordeiro prepara as encomendas da tarde no Espaço Fortuna, sede da Adrepes. Passa as mãos pelas fichas dos clientes, verifica que todos querem batatas e pega em sacos de plástico já preparados com a quantidade certa. Espalha-os no fundo das caixas e, a seguir, vêm as cenouras e as cebolas, para completar a base da semana. A abóbora vai ser hoje substituída por nabo. Por cima, laranjas e maçãs. No topo, as verduras. E, para colorir o arranjo, uma caixa de morangos maduros e limões.

O cabaz está completo: uma caixa cheia, 11 produtos, dez euros. "É o valor justo para produtos frescos e que são relativamente cuidados", atalha Ana Cordeiro. "Justo e com pagamento imediato", completa José Diogo. Do lado do consumidor, este tem um controlo "muito maior sobre aquilo que come".

In Ecosfera


Poderia ser uma boa opção para alguns produtos produzidos no interior.

1.º Passeio TT Vale de Amoreira


quinta-feira, 24 de março de 2011

1º CONGRESSO INTERNACIONAL ALENTEJO: PATRIMÓNIO DO TEMPO

A Turismo do Alentejo, ERT pretende que o
1º CONGRESSO INTERNACIONAL ALENTEJO: PATRIMÓNIO DO TEMPO - agendado para os dias 15 e 16 de Abril de 2011 no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre - contribua definitivamente para uma maior diversidade de produtos de Touring Cultural na região alentejana, consolidando e explorando com benefícios económico-sociais palpáveis todo o potencial do património e da cultura desta região de Portugal.


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Afirmar um destino turístico como um destino de excelência e com o primado da qualidade não é tarefa fácil, mas uma tarefa de exigência de que a Turismo do Alentejo não abdica.
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• Inscrições abertas: 22 Fevereiro

• Realização do congresso: 15 e 16 de Abril

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Grandes Temas do congresso:

• A Fruição do património em Portugal: O estado da arte
• Dos recursos aos produtos
• Criação artística
• Branding cultural e operacionalização
• Comercialização turístico-cultural

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Inscrições:

A participação no 1º Congresso Internacional Alentejo: Património do Tempo
é gratuita mas a Inscrição é obrigatória
. Inscreva-se já. Após ter enviado a sua inscrição receberá uma confirmação escrita do Secretariado sujeita à disponibilidade de lugares. O Jantar do Congresso terá lugar no dia 15 de Abril e inclui a entrega de Prémios Turismo do Alentejo 2011.

Inscreva-se aqui [+]
Consulte o programa do congresso:

O 1º CONGRESSO INTERNACIONAL ALENTEJO: PATRIMÓNIO DO TEMPO está baseado eminentemente em casos práticos, agregando o melhor conhecimento disponível tanto a nível nacional, como internacional contando com a presença de especialistas do Reino Unido, França e Jordânia.

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domingo, 20 de março de 2011

Encontro Ibérico de Montanhismo - XV Travessia da Gardunha‏



Programa:

Dia 25

19h00 - Abertura do secretariado na sede da Gardunha Viva

21h00 - Visualização de filme (Sede Gardunha Viva)

00h00 - Silêncio

Dia 26

9h00 – Passeio pedestre pela Serra da Gardunha
13h00 – Almoço convívio
19h30 – Jantar “Traz do teu e come de todos”
21h30 – Cerimónia de entrega de lembranças aos clubes representados
22h00 – Animação
00h00 – Silêncio

Dia 27

8h30 – Concentração na Praça do Municipio
9h00 – Início  da XV Travessia da Gardunha
10h00 – Reforço alimentar
12h30 – Visita guiada á Aldeia Histórica de Castelo Novo
13h00 – Almoço convívio
15h00 – Regresso em Autocarro
18h00 – Encerramento da actividade
Atenção à mudança de hora no fim de semana desta actividade!

RECOMENDAÇÕES

• Calçado cómodo e já habituado ao pé, preferencialmente botas de marcha.
• Peúgas macias, sem costuras.
• Roupa adequada ao estado do tempo.
• Máquina fotográfica para mais tarde recordar... e uma mochila cheia de boa disposição.
• Deixe os locais de passagem iguais ou mais limpos do que os encontrou.

INSCRIÇÕES

Encontro Ibérico de Montanhismo (Sábado e Domingo)

• Sócios - 12 Engardunhados
• Federados - 15 Engardunhados
• Não Federados - 18 Engardunhados
• Menores de 14 anos - Isentos

XV Travessia da Gardunha (Domingo)

• Sócios - 8 Engardunhados
• Não Sócios - 10 Engardunhados
• Menores de 14 anos - Isentos
Percurso Pedestre (Sábado)
• Sócios - 7 Engardunhados
• Não Sócios - 10 Engardunhados
• Menores de 14 anos - Isentos

Notas:
• A taxa de inscrição inclui: Lembrança individual, Seguro, Transporte de regresso no Domingo, Alimentação e pernoita no Parque de Campismo do Fundão.
• As inscrições só são válidas com o preenchimento correcto do nome e data de nascimento e após efectuado o pagamento antecipado.
• As inscrições e respectivo pagamento devem ser efectuadas até 23 de Março de 2011
• Às inscrições que cheguem depois da data não se garante Lembrança individual e Seguro

Inscrições e Informações:
GARDUNHA VIVA
Associação de Montanhismo do Fundão
Apartado 171
6230-909 Fundão
Tel/Fax: 275 772 082
Telem:  961 720 904 - 961 720 905 - 967 994 352
e-mail: info@gardunhaviva.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

Para pagamentos por transferência bancária:
NIB: 004540204016861085787

(Agradecemos o envio do respectivo comprovativo)

 INFORMAÇÕES ÚTEIS
Contactos para alojamento alternativo:
Fundão Palace Hotel - 275 779 340
Hotel Alambique de Ouro - 275 774 145
Hotel Princípe da Beira - 275 779 920
Hotel Samasa - 275 779 930
Pensão Tarouca - 275 752 168 begin_of_the_skype_highlighting            275 752 168     

quinta-feira, 17 de março de 2011

Caritas: Projecto «100 Muralhas» envolve alunos do secundário na promoção do interior


Iniciativa pretende divulgar potencialidades de quatro concelhos da Beira e fazer com que os estudantes se tornem seus «embaixadores»

Guarda, 17 Mar (Ecclesia) – A Caritas da Guarda envolveu uma centena de alunos e professores do 12.º ano no projecto ‘100 Muralhas’, visando a defesa e valorização dos recursos humanos, naturais e artísticos de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Sabugal e Penamacor.
A iniciativa baseia-se numa pesquisa, promovida por aquela instituição católica e pelas congéneres das cidades espanholas de Ciudad Rodrigo e Salamanca, que reuniu dados de mais de 70 povoações, explicou hoje à Agência ECCLESIA o coordenador do projecto, Paulo Neves.
A investigação concluiu que o território , atingido pela “desertificação”, “envelhecimento da população” e “falta de jovens, massa crítica e oportunidades de trabalho”, é um dos “mais pobres da Europa”, referiu o professor da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.
A vertente “mais importante” do estudo consistiu na identificação de “boas práticas que têm sucesso nacional e internacional” e no reconhecimento de recursos “a nível natural, arquitectónico, histórico e gastronómico”, indicou o responsável, que actualmente está em destacamento na Caritas da Guarda.
Ao longo deste ano escolar, os estudantes da disciplina ‘Área Projecto’ devem elaborar e apresentar trabalhos sobre essas potencialidades, contribuindo para dar a conhecer uma região, integrada nos distritos da Guarda e Castelo Branco que, segundo Paulo Neves, “está por descobrir”.
A designação ‘100 Muralhas’ alude às cerca de 25 pessoas que em cada uma das quatro turmas defendem os interesses da região, e, simultaneamente, designa a eliminação das barreiras que em tempos impediram as invasões estrangeiras mas que hoje representam políticas que “fazem esquecer cada vez mais o interior”.
O responsável quer também que os estudantes se tornem “embaixadores” da região, dado que parte deles vai prosseguir os estudos em universidades que só existem noutros pontos do país.
“Com o conhecimento das zonas onde habitam, queremos que sejam capazes de levar as potencialidades do seu território para onde quer que vão”, indica.
O projecto pretende igualmente estimular o “orgulho raiano”, já que “por vezes respira-se pouca auto-estima”, assinala Paulo Neves, realçando que a iniciativa, ao apostar na “promoção do território e das pessoas”, contribui “para veicular valores cristãos”.
Os quatro agrupamentos de escolas deram autonomia aos alunos para escolherem as cerca de duas dezenas de temas, entre os quais se incluem ‘A importância da cultura da vinha na Vila de Almendra’, ‘Tendências sociais emergentes em Figueira de Castelo Rodrigo’, ‘Inteligência Emocional’, ‘Tradições e costumes da Raia’, ‘Plantas medicinais’, ‘Jogos tradicionais’ e ‘Capeia Arraiana”.
Os trabalhos vão ser apresentados em Maio nos quatro concelhos, próximos da fronteira espanhola, mediante palestras, exposições multimédia e roteiros, enquanto que o “grande momento final”, nas palavras de Paulo Neves, está reservado para 28 daquele mês, em Vilar Formoso.
O responsável espera para esse encontro a presença de representantes de entidades públicas e particulares, incluindo os governadores civis de Guarda e Castelo Branco e os presidentes das autarquias. Retirado daqui
RM

terça-feira, 8 de março de 2011

Côa Parque Fundação

Decreto-Lei n.º 35/2011
Ministério da Cultura
Cria a Côa Parque - Fundação para a Salvaguarda e Valorização do Vale do Côa e aprova os respectivos Estatutos

sábado, 5 de março de 2011

Estudo alerta que situação do “lince-ibérico está cada vez pior”


02.03.2011
Helena Geraldes
O sinal de alerta vermelho soa há 25 anos para o lince-ibérico. Mas apesar dos esforços, a situação da espécie “está cada vez pior”, diz um investigador espanhol que quis saber o que está a falhar e publicou o estudo na revista "Conservation Biology".
Francisco Palomares, investigador do CSIC (Conselho Superior de Investigações Científicas), não hesita em dizer que hoje, o lince-ibérico (Lynx pardinus) “está cada vez pior”, apesar de “todos os alertas e conhecimento acumulado”, disse ao PÚBLICO.

Em 16 anos, de 1985 – ano em que a União Internacional de Conservação (UICN) classificou a espécie como Ameaçada – a 2001, a área da distribuição geográfica e de reprodução da espécie decresceu. O número de fêmeas reprodutoras e de todos os indivíduos decaiu 86 e 93 por cento e oito das dez populações ainda existentes já desapareceram. Actualmente deverão existir 200 animais divididos por duas populações no Sul de Espanha, separadas entre si por 240 quilómetros. Estes dados fazem parte de um estudo que Palomares e a sua equipa de quatro investigadores publicaram na revista “Conservation Biology”, em Janeiro.

“Fizemos este estudo para que todos estejam conscientes da situação do lince, a fim de sermos capazes de identificar o que estamos a fazer mal e encontrar soluções eficazes”, explicou.

A investigação concluiu que as medidas de conservação, nomeadamente de melhoria de habitats, têm sido aplicadas “em várias áreas pequenas e separadas”, à excepção da intervenção em Doñana. “Um lince-ibérico adulto precisa de um território entre os cinco e os 15 quilómetros quadrados, o que significa que uma população de 50 fêmeas reprodutoras precisa de cerca de 500 quilómetros quadrados de habitat de qualidade”, escrevem os autores.

Em segundo lugar, “têm sido poucos os recursos investidos na monitorização científica do sucesso das medidas de conservação”. Por isso, “apesar de terem sido tentadas várias ferramentas de conservação, pouco se sabe sobre as razões do seu fracasso ou eficácia”, notam os autores do estudo. “Algumas medidas de conservação têm sido aplicadas há 20 anos sem sucesso mensurável.”

Os investigadores salientam ainda que, muitas vezes, os planos de gestão são decididos por responsáveis políticos com mandados curtos, até aos cinco anos, contribuindo para uma “falta de continuidade dos esforços”.

Por último, “quem está no terreno a trabalhar na recuperação do lince-ibérico tem uma confiança limitada no conhecimento científico”. Por vezes, “o conselho científico foi considerado quando já era demasiado tarde”. Segundo Palomares, os cientistas que se têm dedicado ao estudo do lince têm agora uma “sensação de esgotamento e desilusão”. “Os gestores não têm em conta as informações que apresentamos e, além disso, em muitos casos não facilitam que se continuem as investigações”.

Portugal deve ambicionar ter “importantes populações de lince”
Mas o lince ainda não é uma espécie perdida. “Acredito que para o lince não se extinguir é preciso fazer mais conservação efectiva no campo e, além disso, fazê-las melhor”, comentou Palomares. “Com apenas duas populações selvagens, as probabilidades de sobrevivência são muito baixas.”

Para o investigador, a “chave estará em ter várias populações vivendo em zonas extensas, pelo menos dez mil hectares, idealmente de 50 mil hectares”, com “uma boa abundância de coelhos, algum matagal mediterrânico e poucas infra-estruturas humanas”.

Portugal poderá “ter boas e importantes populações de lince. Essa deve ser a ambição de Portugal”, considerou Palomares. Papel “fundamental” será o dos caçadores. “É altura do colectivo de caçadores fazer do lince o seu emblema. Nunca haverá áreas protegidas de um tamanho suficiente para suportar uma população viável de linces a médio e longo prazo. Os linces terão de habitar áreas onde as pessoas façam um uso pouco intrusivo do meio natural. E um desses usos será, sem dúvida, a caça em dois países com tanta tradição cinegética como são Portugal e Espanha”, considerou.

O PÚBLICO pediu um comentário à entidade responsável pela conservação do lince-ibérico em Portugal, o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) mas não obteve resposta.